China e Rússia já negociam sem usar dólar


Ao avanço das retaliações dos Estados Unidos e da Europa à Rússia tem correspondido o estreitamento das relações do país de Vladimir Putin e a China. Esta semana, o governo chinês anunciou a entrada em vigor do acordo firmado entre os dois países para uso do iuan e do rublo nas transações comerciais entre ambos.

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A medida foi adotada pelo Banco Popular de China em comum acordo com o Banco Central de Rússia, em outubro. O objetivo, além de fugir da instabilidade do dólar, é evitar problemas de liquidez com a divisa dos EUA.

O acordo, estimado, inicialmente, em US$ 150 bilhões, representa um duro golpe no caráter de conversibilidade universal do dólar.

O BC chinês anunciou que o uso de moedas locais será extensivo à Malásia e à Nova Zelândia, com o uso, respectivamente do ringgit malásio, do dólar neozelandês.

Citado pela TV Telesul, “O comércio com iuans, rublos e outras moedas reduz a dependência do dólar norteamericano; além de reduzir a diferença de trocas entre essa divisa e o euro”, destacou Roman Terejin, chefe do centro de perícia comercial Obschestvennaya Duma, de acordo com a TV Telesul.

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