Por trás da defesa dos juros estão os especuladores

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“A receita tucana foi uma avalista estratégica para os setores que acumularam riqueza com a espiral inflacionária, daí os setores conservadores defenderem juros altos para combater a chamada alta da inflação”. Esse foi o tom dado pelo presidente do PCdoB, Renato Rabelo, durante mais uma edição do Palavra do Presidente, ao refletir sobre as especulações da mídia sobre os rumos da economia no Brasil. A entrevista é do jornalista Gustavo Alves.

Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo

Durante o programa, o dirigente comunista esclareceu o que está por trás da cobertura da mídia e disparou “eles querem juros altos porque foi com essa receita que a especulação ganhou muito no Brasil”.

Segundo ele, “a inflação sempre será motivo de preocupação, basta lembrar o que a inflação nos anos 80 e 90, e saber que quem mais perde é o povo, os assalariados. Porêm, o que está em jogo hoje é disputa política, daí esse carnaval feito pela direita e pela mídia em torno da inflação”.

Renato lembrou que esse grupo que assumiu, desde 2003, as rédeas do país recebeu dos tucanos uma “nação insolvente, sem reservas cambiais. O Brasil literalmente quebrou nas mãos de FHC [Fernando Henrique Cardoso]. E, por isso, não é nenhum exagero afirmar que o Brasil dos tucanos reduziu-se a um emirado do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Receita Tucana

Ao falar sobre as altas taxas de juros, Renato lebrou que além deste mecanismo concentrador, ações como arrocho salarial serviram como instrumento potencializador do abismo entre ricos e pobres no Brasil.

Segundo Renato, foi em resposta a esse cenário cruel, que em 1989 formamos a Frente Brasil Popular, que em 2002 elegeu Lula e abriu caminho para um novo Brasil. “A reconstrução do orgulho social e nacional teve expressão no primeiro governo da história do Brasil nucleado pelas esquerdas, incluindo os comunistas do PCdoB. Evidentemente, no quadro de um governo deste tipo, as primeiras – e mais rápidas – transformações ocorreram – e ocorrem – no campo da democracia e da questão social”.

Ouça a íntegra da entrevista

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