Movimento social nas ruas pelas mudanças que o Brasil precisa


Com o objetivo de dar continuidade às lutas, a juventude volta às ruas de São Paulo e em outras capitais, nesta quinta-feira (20). Em entrevista ao Vermelho, Carina Vitral, presidenta UEE-SP, falou o quão simbólico foram as manifestações pelo Brasil e sinalizou que a luta continua. “Agora as ruas serão tomadas para cobrar, entre outras bandeiras, uma educação de qualidade, a reforma política, a reforma da mídia”.

Joanne Mota, do Portal Vermelho em São Paulo
Foto: UNE

A dirigente estudantil informou que a União Estadual dos Estudantes (UEE-SP), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a União Paulista dos Estudantes (Upes) estão convocando a estudantada para ocupar a Avenida Paulista. A concentração será na Praça do Ciclista, às 17h.

“Consideramos uma vitória o recuo no aumento da passagem, mas queremos mais. Tomaremos as ruas pela reforma urbana, que tenha em vista um transporte ainda mais barato e de qualidade; pela reforma política com financiamento exclusivamente público de campanha; pela reforma da mídia, para que os movimentos sociais não sejam mais criminalizados, por exemplo; e pela nossa bandeira histórica, a ampliação dos investimentos em educação”, pontuou a dirigente estudantil.

Em nota, publicada nesta quinta-feira (20), a UNE também informou que está pronta para tomar as ruas brasileiras e frisou: “O momento agora é dar continuidade à luta para garantirmos mais avanços. A redução do preço tem que estar acompanhada com a melhora na qualidade e eficiência do transporte público. É preciso ainda transparência de gestão das empresas responsáveis pelo serviço. Os lucros dos empresários do transporte não podem estar acima dos interesses da população”.

No mesmo tom, o presidente da União da Juventude Socialista, André Tokarski, informou que a UJS somará forças às entidades estudantis nessa luta e que “o bloco estará nas ruas não só para pedir transporte público de qualidade, mas também para reforçar a luta pela destinação de 10% do PIB para a educação pública, cujo projeto está parado desde o ano passado. Além disso, estamos na linha de frete contra o projeto aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, presidida por Marcos Feliciano, que prevê a Cura Gay”, declarou ao Vermelho Tokarski.

Soma de forças

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido dos Trabalhadores também marcarão presença no ato. Durante reflexão no programa Palavra do Presidente, Renato Rabelo, presidente do PCdoB, declarou que o Partido não sairá das ruas.

“O PCdoB felicita as manifestações no Brasil, e convoca os movimentos sociais a não saírem das ruas. A redução da tarifa deve ser entendida como um passo dentro de uma grande jornada de lutas. Nossa luta é e sempre será por uma sociedade mais avançada e só com o povo nas ruas conseguirmos isso”, ressaltou o dirigente comunista.

Em declaração à imprensa, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, conclamou a militância do partido a participar da manifestação na Avenida Paulista. “Nós não temos medo do povo na rua”, diz ele.

Rio de Janeiro

Acompanhando as manifestações em São Paulo, os movimentos sociais também farão, nesta quinta-feira (20), ato no Rio de Janeiro. A concentração será em frente à Igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro, às 16h.

Dentre as bandeiras que serão levantadas destaca-se a luta pela reforma política, transporte público de qualidade e democratização dos meios de comunicação.

Leia mais:
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