Comemorado em Brasília os 60 anos do Assalto ao Quartel de Moncada


Na última quarta feira, em Brasília, realizou-se um ato emocionado em homenagem aos 60 anos do assalto ao Quartel de Moncada, ocorrido em 26 de julho de 1953 na localidade de Santiago de Cuba. Como situou historicamente este acontecimento o comandante e líder cubano Fidel Castro, no primeiro Congresso do Partido Comunista Cubano, em 17 de dezembro de 1975, “o assalto ao Quartel de Moncada não representou, naquele momento, o triunfo da Revolução, mas abriu o caminho… e desenhou um programa de libertação nacional que viria abrir as portas do Socialismo em nossa Pátria”. Depois concluiu no mesmo discurso: ”Sem Moncada não teria existido o Granma, a luta de Sierra Maestra e a extraordinária vitória em 1º. De janeiro de 1959”.

Em 26 de julho de 1967, Fidel voltaria ao tema dizendo sobre o assalto ao quartel de Moncada: “E essa característica essencial do movimento revolucionário que surgiu naquele dia é também hoje a característica essencial de nossa Revolução: a confiança do povo em si mesmo, a fé do povo em sua causa, a convicção do povo de que não haverá dificuldade, por maior que seja, que não possamos superar; de que não haverá caminho, por difícil que seja, que não sejamos capazes de segui-lo até o final”.

Segundo o principal orador da noite, o embaixador de Cuba, Carlos Zamora, 60 anos depois daquele 26 de julho, a América Latina é outra e muito graças aos valores trazidos pela Revolução Cubana. “Hoje falamos de integração e da importância de construirmos uma unidade a partir da riqueza que é a grande diversidade que nos forma”, comparou. “Estamos todos cientes de que precisamos lograr ter uma voz comum no cenário mundial, portanto, precisamos desse mosaico fortemente unido”.

Estiveram presentes ao ato representantes de Partidos Políticos de esquerda e organizações progressistas (PSB, PT, PCdoB, PDT e PSol), movimentos sociais como o MST, UNE, CUT, CNT, CDR, CTB, SSB, UJS, movimento dos pequenos agricultores, Via Campesina e Movimento de Mulheres do DF, embaixadores erepresentantes das embaixadas do México, Bolívia, Guatemala, Haiti, Palestina e Jamaica, além do assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, do Secretário de Cultura do GDF, Hamilton Pereira, que representou o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e da Deputada Federal Érika Kokai, representando a presidente do grupo parlamentar Brasil-Cuba , – senadora Vanessa Grazziottin (PCdoB-AM) — o Embaixador de Cuba, Carlos Zamora, o presidente da Fundação João Mangabeira, Carlos Siqueira, que emprestou a sua sede para a realização do evento, e Afonso Magalhães, do Comitê pela Libertação dos cinco presos cubanos nos Estados Unidos O Movimento pela Libertação dos cinco Cubanos – segundo seus organizadores — luta para tirar da prisão Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, René González (libertado recentemente) e Ramón Labañino, presos há 15 anos nos Estados Unidos, condenados por espionagem. Eles se infiltraram em organizações terroristas que atuavam livremente no país e mataram, mutilaram e feriram centenas de cidadãos cubanos; o objetivo era evitar que mais atos terroristas fossem cometidos contra Cuba a partir do território norte-americano. Para lutar por sua libertação, comitês têm sido criados em vários países e também em diversos estados brasileiros. Em Brasília, 35 entidades sociais, sindicais, comunitárias e políticas constituem o Comitê. (Pedro Oliveira, de Brasília)

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