O 7 de setembro é data para reafirmar nossa soberania


As ações do imperialismo têm sido pauta nos últimos dias, caso exemplar é o da violação dos direitos internacionais. Essa agressão chegou até o governo brasileiro, com espionagens dos Estados Unidos à comunicação da presidenta Dilma Rousseff com seus assessores. Outro importante episódio, é a ameaça de ataque que os EUA faz à Síria. Diante disso, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo faz importante ponderação no programa Palavra do Presidente.

Eliz Brandão para a Rádio Vermelho

Para o dirigente comunista, estes assuntos são importantes a propósito das comemorações da independência do Brasil, o 7 de setembro. “Acredito que seja uma questão importante, principalmente nesta época de comemoração da nossa independência. Nós vivemos em um mundo que é instável e muito perigoso e é isso que nosso Partido tem dito, porque por parte do imperialismo, sobretudo das grandes potencias capitalistas, nós vivemos uma realidade que para os Estados Unidos não existe, o direito internacional, a carta das Nações Unidas não são levados em conta, mesmo as decisões do conselho de segurança da ONU também não são levadas em conta. Os Estados Unidos agem por conta própria. Como se fossem a polícia do mundo”, disse Renato Rabelo.

Ainda sobre a atitude dos Estados Unidos de agressão à Síria, para o presidente do PCdoB, a ameaça não se explica, mas “eles ainda tentam fabricar os motivos que justifiquem a guerra, por que no fundo eles defendem os seus próprios interesses. Nós sabermos que o Oriente Médio é uma região estratégica e a Síria é um ponto respeitável, eles não podem deixar que os sírios resolvam seus próprios problemas”.

Segundo Renato, é certo que os Estados Unidos vinham armando os mercenários na Síria para criarem este conflito, resultando nesta ‘necessidade’ de ação norte-americana. Para ele, a atitude imperialista “é cada vez mais agressiva, expansionista, e de beligerância”. Segundo o presidente comunista, é claro que os investimentos de guerra, o aparato de guerra e a indústria de guerra norte-americana devem pressionar também o governo para que haja uma guerra.

Espionagem

Sobre os casos de espionagem dos Estados Unidos ao governo do Brasil, Renato acredita que atinja duramente a soberania nacional. “Isso é um absurdo, temos que ter uma atitude dura nesta questão, não podemos nos submeter a isso, nós temos que repudiar essa atitude com veemência. Isso é inadmissível”, ressaltou.

Para ele, o governo brasileiro deve agir com medidas mais duras, pois até agora não houve um pedido formal de desculpas por parte do governo norte-americano. “Na verdade eles estão se justificando. É uma desconsideração com o nosso povo. O 7 de setembro deve ser aproveitado para reafirmar nossa soberania. Devemos também levantar bem alto a bandeira da democratização do país, as manifestações de junho expressaram também este desejo”.

Democratização da mídia e financiamento de campanha

De acordo com Renato, dois temas são fundamentais e estão na ordem do dia, um é a democratização da mídia, pois a mídia monopolista, segundo ele, faz parte de um poder que está na mão de grupos conservadores, aliás, os grupos conservadores que fazem oposição permanente ao governo da presidenta Dilma, partem de uma posição política preestabelecida. De uma posição política de defesa de interesses de forças retrógradas no país.

Para o presidente do PCdoB, outro fato importante é a crise de representatividade que estamos vivendo no Brasil. Para melhorar esta questão, profere Renato, “é necessário haver um aperfeiçoamento e até mudanças nestas estruturas que definem as leis vigentes no país, a forma de você eleger os parlamentares, eleger os governadores e até mesmo o presidente da república, o problema chave é o financiamento de campanha”.

Renato explica que o processo de campanha hoje obedece a um tipo de financiamento que depende das empresas, e as grandes empresas financiam as campanhas. “As forças que têm mais acesso a esse tipo de financiamento, na maioria das vezes, são quem ganha”. Para o dirigente, dessa forma, a campanha fica desigual, pois quem tem o poder econômico tem papel decisivo nas eleições. Para ele, devemos lutar para que prevaleça o bem do povo, que é a proximidade e a representatividade do seu candidato, que ele possa representar o povo que o elegeu, esclarece. “Uma realidade mais próxima do poder não pode ter interferência do poder econômico. Nós defendemos há muito tempo uma reforma política que trate este tema”, comenta Renato.

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