Teatro da oposição defende retorno de um passado sombrio


“O Brasil hoje sabe o que fazer, é um país que tem caminho próprio e é isso que esses 10 anos têm mostrado para nós”, declarou o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, ao rebater a onda opositora que defende a volta do tripé neoliberal da década de 1990. Segundo ele, tal defesa significa retrocesso, à volta para um passado sombrio. Nós defendemos as reformas estruturais, ou seja, defendemos o avanço do projeto em curso, defendemos um olhar para o futuro.

Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo

Durante mais uma coluna semanal, Renato Rabelo voltou a alertar sobre o movimento da oposição conservadora e destacou “a oposição prega, e faz exatamente um teatro em torno de que o governo Dilma é um governo de gastos. Tal teatro busca justificar o que eles defendem, um chamado choque fiscal. E o que é esse tal choque fiscal? Nada mais é do que mais juros, câmbio sobrevalorizado, contenção dos salários, ou seja, barrar a valorização real dos salários. Essa é proposta da oposição e está claro que ela só tem um beneficiário: o rentista”.

O presidente do PCdoB esclareceu que o receituário proposto pela oposição conservadora, que propõe “estabilidade”, se converte em um duro custo social ao país.

“Essa experiência nós já conhecemos. Ela não serve para o Brasil. Esse receituário foi prescrito para a Europa e lá os efeitos colaterais foram: desemprego em alta, corte salários e de direitos sociais, ou seja, quem pagou essa conta foi o trabalhador”. E completou: “Como ouvir a voz das ruas defendendo redução do Estado, defendendo corte nos investimentos?”, questionou o líder comunista.

A opinião de Renato Rabelo é que avançamos nessa última década, e, é justamente por termos avançado que queremos mais. “Não haverá avanço se voltarmos ao passado. Está errado e contra o povo quem defende a volta ao passado. E mais, está contra o Brasil quem defende o tripé neoliberal aplicado na década de 1990. O resultado dessa política nós brasileiros sentimos na pele. Olhamos para o futuro e nossa luta agora é avançar nesse processo de mudanças”.

Na oportunidade, o presidente do PCdoB também pontuou que essa velha cantiga da oposição tem como nota principal o fortalecimento do livre mercado. “Eles querem que o mercado seja o centro de decisão na política de desenvolvimento no país. Isso significa parar de combater as desigualdades. Porque mercado não vai buscar equilíbrio entre desenvolvimento e inclusão social. O mercado só quer uma coisa: o lucro”.

Segundo ele, essa defesa do mercado tem um único objetivo: ganhar a confiança dos senhores das finanças. “Não é por acaso que eles estão defendendo um Banco Central independente, por exemplo. E aí eu pergunto: Existe Banco Central independente? Isso é conversa afiada. No processo econômico não existe nada neutro e independente. Isso é uma visão abstrata que não existe na economia. A economia, em nossa concepção, é a economia política. Porque toda decisão econômica, parte de uma decisão política”, enfatizou o presidente do PCdoB.

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