
Durante a tarde do dia 26 de janeiro, o Seminário Nacional da UJS promoveu o debate: Análise econômica, crise financeira e a luta anti-imperialista. O objetivo foi problematizar os efeitos da crise mundial do capitalismo, bem como a importância da soberania nacional e da luta pela auto-determinação dos povos. Foram convidados para expor a mesa Ricardo “Alemão” Abreu, Secretário de Relações Internacionais do PCdoB e Elias Jabbour, membro do Comitê Central do PCdoB.
Em sua fala, Alemão afirmou que a crise mundial vivida é sistêmica e estrutural, que se relaciona com um período de crises cíclicas do capitalismo. Abordou ainda que os países gastam trilhões de dólares para socorrer os bancos em detrimento da utilização dos recursos para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores que produziram essa riqueza. Por fim, destacou que “a crise do capitalismo gerou uma tragédia social e a juventude é a mais afetada” e que a UJS cumpre um papel importante na luta pela paz no Brasil e na América Latina.
Elias Jabbour identificou em sua fala os principais entraves para a implementação de um Novo Projeto de Desenvolvimento. Segundo ele a alta taxa de juros, o câmbio flutuante e a baixa relação entre o PIB e o investimento no setor produtivo são os principais obstáculos a serem superados. Jabbour criticou também a postura de uma parte da esquerda em defender apenas a distribuição de renda e apontou para a necessidade da produção de riqueza.
O militante goiano Douglas Rodrigues, que acompanhou o debate, afirmou que “a educação é a base para a gente fortalecer o país e garantir que possamos ter um mercado de trabalho nacional. E que a nossa matéria prima, além de ser customizada aqui, seja também vendida no Brasil, e não levada para fora e depois revendida para nós mais caro”.
Jabbour concluiu destacando a importância do debate com a militância. “A gente vai percebendo que os grandes entraves, inclusive às demandas de juventude, são políticos e econômicos. Se nós não compreendermos a centralidade da economia neste processo a gente não vai muito longe”.
Por Artur Dias, jornalista e militante; Yan França, Secretário de Comunicação da UJS de Petrópolis/RJ; Caio Botelho, Diretor de Formação da UJS da Bahia; e Thiago Cassis, Editor do site da UJS

