Médicos comunistas debatem soluções para saúde pública brasileira


Médicos comunistas de grande parte dos estados brasileiros se reuniram no Comitê Central do PCdoB nesta sexta-feira (31), na capital paulista, para debater a Saúde no Brasil, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e as condições de trabalho dos profissionais.

Por Mariana Serafini, do Portal Vermelho

 MESA DO ENCONTRO NACIONAL DE MÉDICOS DO PCDOB
Presidente do Conselho Federal de Medicina, Aloísio Tibiriçá; coordenadora nacional de Saúde do PCdoB, Julia Roland e o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo

O presidente nacional do Partido, Renato Rabelo, esteve presente e contribuiu para o enriquecimento do debate. Ele fez um panorama da situação política do país, imprescindível para a compreensão do atual status da saúde pública.

“É evidente que em 11 anos o Brasil se tornou um grande mercado interno, e hoje as pessoas que já têm casa, carro e podem consumir, passam a exigir outras melhorias, entre elas, uma saúde pública de qualidade”, disse o dirigente comunista.

Nesta mesma linha, a médica Julia Roland, que também é coordenadora nacional de Saúde do PCdoB, afirma que um dos maiores desafios do SUS hoje é a questão dos investimentos. O Sistema Único de Saúde completou recentemente 25 anos e para sua ampliação e desenvolvimento, aumentar os investimentos no setor é fundamental.

“Esse desafio está diretamente ligado à luta pela implementação de reformas estruturais que o PCdoB defende”, afirmou. Ressaltou ainda que este deve ser um dos principais desafios da agenda do Partido, que também deve incluir na pauta o debate sobre a formação dos profissionais da saúde.

Julia mostrou dados importantes sobre o SUS, segundo ela, o Brasil é o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que teve a ousadia de implementar um sistema universalizado de saúde. O SUS é muito eficiente em países pequenos, e ela defende que é preciso encontrar o caminho para o desenvolvimento do sistema no Brasil.

De acordo com ela, hoje o Brasil é exemplo para o mundo ao ser o país que tem as melhores campanhas de vacinação e um alto índice de transplantes realizados com sucesso pelo serviço público.

Outra estatística importante apresentada por Julia é o número de postos de trabalho e o número de profissionais que se formam. Segundo ela, o número de médicos que entram no mercado de trabalho anualmente é menor que as vagas de trabalho. Por isso o programa Mais Médicos vem atender uma necessidade latente do sistema.

Um dos participantes do encontro, o médico do Rio de Janeiro Pablo Queimadelos defendeu medidas do Governo Dilma e questionou a atenção destinada a áreas como saúde e educação. “O Governo Dilma representa o que há de mais avançado hoje no cenário politico que temos, é evidente que evoluímos em políticas sociais, no mercado externo, interno, mas isso não se refletiu na saúde e na educação. E por isso as pessoas foram pra rua pedir reformas estruturais, a gente tem que cobrar isso com uma posição mais firme”.

Já a médica Márcia Rosa, também do Rio de Janeiro, questionou a qualidade dos hospitais de pronto atendimento e a ampliação desenfreada dos planos de saúde. “Os pronto socorros estão em péssimo estado, inclusive da rede privada que não está dando conta de tantas assinaturas. Hoje virou grife ter plano de saúde porque se entende que a saúde pública não funciona, precisamos defender a saúde pública de qualidade para o povo brasileiro e o plano de carreira para os médicos”.

Já o outro expositor, o médico Aloísio Tibiriçá, presidente do Conselho Federal de Medicina, defende um plano nacional para a saúde. “Nós não temos um plano nacional, sempre se trabalha em planos de governo, mas não há um planejamento de longo prazo. Isso é uma falha que precisamos corrigir”.

O encontro nacional de médicos continua durante a tarde desta sexta-feira (31), no Comitê Central do PCdoB, com mais debates entre lideranças da área da saúde e autoridades políticas.

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