Desemprego no Brasil em janeiro foi o menor para o mês desde 2002


Iniciada em março de 2002, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) apresentou dados históricos nesta quinta-feira (20) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a pesquisa, apesar da crise mundial, a taxa de desocupação de janeiro foi estimada em 4,8%, uma redução de 0,6 ponto percentual no confronto com janeiro do ano passado (5,4%), a menor taxa do mês na série histórica.

Joanne Mota, do Vermelho 


Ao refletir sobre o assunto, na última terça-feira (11), na Coluna “Economia em Números” da Rádio Vermelho, João Sicsú, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e economista, destacou que “contamos com uma taxa de trabalhadores empregados satisfatória em comparação, inclusive, com o resto do mundo, que hoje se encontra completamente estagnado e com resultados sociais negativos”.

Ouça a opinião do economista João Sicsú na Rádio Vermelho:
Sicsú: Economia em 2014 será de inflação controlada e baixo desemprego

João Sicsú sinalizou que “entre 2003 e 2013 o número de trabalhadores desempregados foi reduzido em 50%. Eram 2,6 milhões, hoje são 1,3 milhão”. E mais, ele lembrou que “essa é menor taxa para o mês de janeiro desde que a série teve início em 2002 (ver gráfico acima)”.

Com taxa tão baixa, os economistas estão avaliando que o Brasil já está em pleno emprego.

Outros ganhos

O IBGE apontou, ainda, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, 11,8 milhões, ficou estável tanto em relação a dezembro quanto a janeiro de 2013.

O rendimento real habitual do trabalhador ficou em R$ 1.983,80 em janeiro deste ano. Segundo dados da pesquisa, o valor é 0,2% acima do observado em dezembro e 3,6% superior ao de janeiro do ano passado (considerando-se valores já corrigidos pela inflação).

Na comparação com dezembro, houve ganhos no poder de compra nos setores de comércio (1,4%), educação, saúde e administração pública (1,1%) e serviços domésticos (0,6%). Na comparação com janeiro de 2013, observa-se crescimentos em todos os segmentos, com exceção dos serviços prestados à empresa, que se mantiveram estáveis. O destaque foram os serviços domésticos, com ganho de 7,5% em um ano.

Entre os tipos de vínculo empregatício, em um mês tiveram ganhos no poder de compra apenas estatutários e militares (2,8%) e trabalhadores por conta própria (0,6%). Já na comparação com janeiro de 2013, apenas os militares e estatutários tiveram queda no rendimento (-0,9%), enquanto todos os demais tiveram aumento, com destaque para os empregados do setor privado sem carteira assinada (7%).

Com agências

 

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