Aldo Rebelo: O estádio do Corinthians

em

Por Aldo Rebelo*

Nelson Antoine

 


Da areia da várzea do Carmo, em São Paulo, em que Charles Miller organizou em 1895 o primeiro jogo de futebol com regras, passando pelas Laranjeiras, no Rio, onde se instalaram arquibancadas e cobrou-se ingresso para um jogo de futebol, em 1904, o Brasil construiu numerosos estádios para palco de sua paixão nacional. Erguido pelo Poder Público, o Pacaembu deu início em 1940 à era dos gigantes de ferro e concreto, inaugurado para 70.000 pessoas, seguido dez anos depois pelo Maracanã, que chegou a receber 200.000 torcedores. Estádios compactos agora iniciam uma era de modernidade enfim compatível com a excelência que o jogo da bola atingiu no País.

O último espécime desta safra de colossos arquitetônicos é a Arena do Corinthians em Itaquera, na zona leste de São Paulo. O clube ganhou o terreno de 197.000 m² do prefeito Olavo Setúbal em 1978 e desde então planejava construir uma praça de esportes à altura de sua torcida, pois o campo da Fazendinha, de 1928, não comporta 20 mil pessoas. A pedra fundamental do estádio foi lançada em 1983, mas só em 2010, no centenário do clube, o presidente André Sanchez anunciou a obra. Logo a seguir, o Comitê Organizador da Copa indicou o estádio para o jogo de abertura do Mundial, entre Brasil e Croácia, a 12 de junho.

Itaquera, mais que um bairro, é uma região de São Paulo. Consolidou-se como uma zona proletária beneficiada pela abertura de grandes avenidas e a chegada do metrô, e recentemente de outras obras viárias que aceleraram a urbanização e a expansão de estratos de classe média. Como parte da valorização geral registrada em todos os bairros paulistanos, segundo o índice Fipe-Zap, o custo da habitação subiu.

A Prefeitura comemora o estádio como um “fator de desenvolvimento da cidade e da Zona Leste”, devendo-se creditar a boa-nova à determinação do Corinthians de fazer sua magnífica arena na região popular de Itaquera.

Aldo Rebelo é ministro do Esporte e deputado federal licenciado pelo PCdoB de SP.

Fonte:  Diário de S. Paulo

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