Seminário comemora os 25 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e o Vietnã


Realizou-se na terça feira (3/6), em Brasilia, na Embaixada da República Socialista do Vietnã, um seminário sobre as relações de amizade e de cooperação entre o Vietnã e o Brasil, por ocasião dos 25 anos de relações oficiais entre o nosso país e o Governo do valente povo vietnamita.
Em nome da Embaixada do Vietnã no Brasil o sr. Tran Khang Ninh saudou as personalidades presentes ao evento, lembrando as conquistas obtidas neste período, identificando as oportunidades potenciais e propondo meios para superação das dificuldades e obstáculos para que se possa alcançar um nível superior de relações e parcerias entre os dois países e dois povos.

O representante da Embaixada lembrou em sua alocução que o Vietnã foi submetido em sua história por várias guerras provocadas por potências estrangeiras. A partir da independência conquistada em 1954, o povo vietnamita tem lutado com persistência, coragem e firmeza para manter a independência, a liberdade do povo e a unificação da pátria. Após tantas guerras e agressões foi preciso reconstruir o país e desenvolver a economia, fortalecer a democracia e contribuir para a paz na região do sudeste asiático.

Mais recentemente, destacou o sr. Tran Khang, o Vietnã teve que suportar as consequências da grande crise econômica e financeira desencadeada a partir dos Estados Unidos e que afetou muitos países na Europa, na Ásia e na América latina. Apesar dos impactos negativos desta crise global, o Vietnã tem se esforçado para reestruturar a economia, assegurar a estabilidade macroeconômica, manter o ritmo de crescimento (crescimento do PIB em média anual de 5,6% nos últimos três anos) e o bem-estar da sociedade. Disse o sr. Khang que o “Vietnã valoriza e persevera no desenvolvimento de relações de amizade e cooperação com os países latino-americanos, em geral, e com o Brasil, em particular. As relações existentes tornam-se gradualmente profundidas e eficazes, contribuindo não só para obra de crescimento do Vietnam, mas também para a paz, a estabilidade, a cooperação e o desenvolvimento da região e do mundo”.

Do ponto de vista histórico os 25 anos de relações diplomáticas não é tão longo assim, na comparação com as trajetórias do Vietnã e do Brasil, disse o sr. Khang. Aliás, durante 25 anos passados, relações entre o Vietnam e o Brasil registram avanços relevantes em várias áreas. As visitas mais destacadas ao Brasil, feitas por delegação de alto nível do Vietnã foram a do Presidente da República Le Duc Anh em 1outubro de 1995, a do Presidente da República Tran Duc Luong em novembro de 2004, a do Presidente da Assembleia Nacional Nguyen Van An em março de 2006, a do Secretário-General do Partido Nong Duc Manh em maio de 2007, visita em que se elevou a relação bilateral a nível de parceria integral. Da parte brasileira, há as visitas ao Vietnã do Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim em fevereiro de 2008, do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2008, a do Ministro das Relações Exteriores Antônio de Aguiar Patriota em julho de 2012.
Além do desenvolvimento das relações políticas e diplomáticas, lembrou o sr. Khang, também se ampliaram as trocas culturais e o conhecimento recíproco entre ambos povos. Instauraram-se a Associação de Amizade e Cooperação Vietnam – Brasil e a Associação de Amizade Brasil – Vietnam, a Abraviet, com o intuito de fortalecer relações de amizade entre os povos dos dois países. Hoje em dia, o Vietnam é visto por brasileiros não só como o exemplo de resistência corajosa pela independência e unificação nacional, mas também como o país da renovação, da integração, do desenvolvimento, da cultura avançada articulada com grande tradição nacional e dos famosos patrimónios culturais e naturais, que são reconhecidos pelo mundo inteiro. Disse o representante vietnamita ainda que “o povo vietnamita também se acostuma cada vez mais ao Brasil, seu território continental, com uma economia emergente com um desempenho cada vez mais importante na região da América Latina e no mundo. O Brasil também é conhecido pela melhor seleção de futebol no mundo, pelas atividades culturais coloridas como a dança, o samba, a festa de carnaval e pelas paisagens naturais grandiosas do seu belo país”.

Por fim, o sr, Khang afirmou que as relações bilaterais estiveram marcadas pelo forte crescimento do comércio entre os dois países. Quando se estabeleceram relações diplomáticas em 1989, o comércio bilateral apresentou o valor moderado de 16 milhões de dólares, aumentou, em 2013, para 2,4 bilhões de dólares (aumento de 150 vezes) e prevê-se a marca de 3 bilhões de dólares em 2014. O Brasil torna-se, desta forma, a maior parceria comercial do Vietnã na região da América Latina.

Representando o governo brasileiro estiveram presentes à solenidade o embaixador Francisco Mauro do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, e vários outros conselheiros especialmente ligados às relações com o Sudeste da Ásia. Em nome do Grupo Parlamentar Brasil—Vietnã participou das homenagens a deputada federal Jô Moraes, (PCdoB-MG). O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que preside a Associação de Amizade Brasil-Vietnã (Abraviet), em sua palestra, lembrou que o Brasil e o Vietnã têm semelhanças históricas e culturais, e por isso devem aprofundar cada vez mais as suas relações de amizade e cooperação. O comércio bilateral ainda é inferior a 1% nas respectivas pautas de exportação. No entanto, houve um crescimento expressivo entre 2002 e 2012, de 44% ao ano. Em 2012, o comércio entre os dois países alcançou US$ 1,64 bilhão. Houve um aumento significativo da participação de produtos primários na pauta de exportações brasileiras para o Vietnã entre 2007 e 2012, de 33,1% para 62,8%. Os principais produtos brasileiros exportados para o Vietnã são a soja, algodão, fumo, milho, galináceos, carne bovina, farinhas, couro, açúcar, suco de laranja, dentre outros.

“Brasil e Vietnã podem incrementar a troca de informações sobre a produção de café (são os dois maiores produtores mundiais de café), a troca de informações sobre a produção agrícola, pesqueira e na esfera da biotecnologia, da cultura, da saúde, assim como o intercâmbio de delegações e partilha de experiências de pesquisa e informação”, afirmou o parlamentar brasileiro.

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