Entre quatro e cinco mil pessoas voltaram às ruas de São Paulo, neste domingo (27), para protestar contra o massacre dos palestinos e contra a contínua política opressiva de Israel. Neste que foi o 20º dia da atual ofensiva, o número de mortos pelos bombardeios israelenses passava de mil. Diversos movimentos sociais e partidos manifestaram-se contra a ocupação da Palestina e o genocídio do seu povo pelos sucessivos governos sionistas de Israel, pedindo inclusive a ruptura de relações.

Os milhares de manifestantes, que já haviam protestado também de forma massiva no sábado anterior (19), pediram ao governo brasileiro que rompa imediatamente relações comerciais, militares e até diplomáticas com Israel.
No atual episódio, em que uma ofensiva repressiva contra a Cisjordânia, que já resulta em dezenas de mortes e centenas de detenções arbitrárias, os bombardeios contra a Faixa de Gaza têm sido realizados por ar, terra e mar pelas forças israelenses, que conformam um dos exércitos mais tecnologicamente avançados do mundo, financiado diretamente pelos Estados Unidos, com bilhões de dólares anuais.
Entre as mil vítimas fatais de 20 dias da “operação Margem Protetora”, cerca de 80% eram civis, de acordo com as Nações Unidas, e mais de 200 eram crianças. A ofensiva tem destruído lares, hospitais, escolas, mesquitas e até poços de água sob o pretexto de combater o “terrorismo”, ou seja, a resistência armada contra a ocupação israelense.
Crimes de guerra e impunidade
Os milhares de manifestantes, que já haviam protestado também de forma massiva no sábado anterior (19), pediram ao governo brasileiro que rompa imediatamente relações comerciais, militares e até diplomáticas com Israel, saudando o importante passo tomado durante a semana passada pelo Itamaraty, que expressou condenação a mais um episódio de violência brutal contra os palestinos.

Os protestos massivos têm se proliferado por todo o mundo e inclusive em Israel para denunciar os crimes de guerra e crimes contra a humanidade perpetrados repetidamente pelos sucessivos governos sionistas, que contam com o apoio incondicional dos Estados Unidos e das potências europeias. Também na semana passada o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, do qual o Brasil é membro, aprovou uma resolução para instituir uma comissão de investigação das denúncias. Apenas os EUA votaram negativamente, enquanto vários países europeus abstiveram-se.

Por Moara Crivelente, da Redação do Vermelho
