40º aniversário das relações entre China e Brasil


O dia 15 de agosto entrou definitivamente na história das relações diplomáticas da China e do Brasil. Nesse dia, em 1974, os dois países estabeleceram oficialmente suas relações. Nesta sexta-feira (15), aqui em Beijing, a data foi comemorada em um evento especial organizado pela Associação de Amizade do Povo Chinês com os Países Estrangeiros.

José Medeiros da Silva e Zhujing, especial para o Vermelho, direto da China*

 Um bolo para celebrar a amizade.

O evento foi prestigiado pelo vice-ministro das Relações Exteriores da China, Zhang Ming, o vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Wang Qinmin, o vice-presidente da Associação de Amizade do Povo Chinês com os Países Estrangeiros, Xie Yuan, o embaixador brasileiro na China, Valdemar Carneiro Leão, autoridades militares do Brasil, além de diversas outras personalidades dos ministérios chineses do Comércio, da Cultura, da Ciência e Tecnologia, acadêmicos, estudantes, jornalistas de diversos meios e representantes de empresas brasileiras em Beijing.


A arte celebra a amizade entre os dois países

Na oportunidade, o vice-presidente da Associação de Amizade do Povo Chinês, Xie Yuan, lembrou que desde o estabelecimento das relações oficiais, os dois países têm mantido cada vez mais intercâmbios de alto nível e aprofundado a confiança mútua. Atuando em diversas frentes, a parceria estende suas raízes. “Até o presente, já estabelecemos com o Brasil 54 cidades-irmãs.

No último mês de julho, com a presença do presidente Xi Jinping, a presença da presidenta do Brasil, Dilma Rousseff e Li Xiaolin, presidenta da Associação do Povo Chinês de Amizade para com Países Estrangeiros, assinou um acordo cooperativo com o Schafer, presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais do Brasil, tendo como objetivo fortalecer a cooperação entre os governos locais dos dois países e promover a amizade duradoura entre os dois povos.”


Embaixador Brasileiro discursa na cerimônia

Em seu discurso, o embaixador brasileiro, Valdemar Carneiro Leão disse que já existe muitas razões para se comemorar essa data. Segundo ele, “nas quatro últimas décadas, nossos países e nossos povos desenvolveram relações de grande amizade e de respeito que se converteram em importantes resultados concretos em várias áreas.

No plano global, atuamos de forma coordenada em temas da governança econômica internacional e mudanças climáticas. Coordenamos posições para a promoção da paz e da governança e temos posições comuns na organização mundial do Comércio.” Ainda na opinião do embaixador, “a cooperação entre a China e o Brasil é uma cooperação única e singular no mundo, porque não há nenhuma outra cooperação entre os grandes países emergentes que conjugue por um lado essa densidade que nós temos na substância econômica dessa relação e ao mesmo tempo uma perfeita harmonia no plano político.”

Além dos discursos, almoço e apresentações artísticas, a solenidade contou ainda com uma exposição de fotos organizada pela Associação de Amizade do Povo Chinês e Rádio Internacional da China.

Recorde-se que passados 40 anos, a China é hoje o maior parceiro comercial do Brasil.

6º Cúpula dos Brics e a visita do presidente chinês Xi Jinping ao Brasil

Recentemente, a 6º Cúpula dos Brics e a visita do presidente chinês Xi Jinping ao Brasil podem melhor dimensionar o quanto essa relação tem caminhado e qual a sua importância estratégica para o destino dos dois países no cenário político mundial em curso.
 Na China se costuma dizer que uma longa marcha se começa com um primeiro passo. Quem diria que passados 40 anos, as relações entre a China e o Brasil assumissem uma dimensão tão profunda e cada vez mais determinante para o equilíbrio do poder mundial.

Um simples documento de poucas linhas, assinado em Brasília em 15 de agosto de 1974 pelo então Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Azeredo da Silveira, e pelo representante chinês, Chen-Chieh, vice-ministro do Comércio Exterior da República Popular da China, foi esse importante passo que hoje é aqui comemorado. Diz o documento inaugural que “em conformidade com os interesses e os desejos dos dois povos, [os dois países] decidem estabelecer relações diplomáticas em nível de Embaixadas, a partir desta data.”

E que “os dois Governos concordam em desenvolver as relações amistosas entre os dois países com base nos princípios de respeito recíproco à soberania e à integridade territorial, não-agressão, não-intervenção nos assuntos internos de um dos países por parte do outro, igualdade e vantagens mútuas e coexistência pacífica”.

Olhando para o percurso dessa caminhada, se pode vislumbrar que o aprofundamento dessa a amizade é no tempo presente uma necessidade que transcende interesses bem maiores que os de chineses e brasileiros.

*Da Rádio Internacional da China

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