Ser contra o Pré-Sal é ser contra o futuro do país


A presidenta Dilma passou o dia desta sexta-feira (29) em Salvador. Dilma visitou o Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec), que oferece cursos técnicos em parceria com o Pronatec, criado pela presidenta.

Depois, à tarde, Dilma visitou o Pelourinho. Lá, acompanhada de centenas de apoiadores, a presidenta foi homenageada por grupos ligados à cultura afro, pela sanção da lei 12.391, que determina a inscrição dos nomes dos princípais líderes da Revolta dos Búzios no Livro de Aço dos Heróis Nacionais.

Dilma aproveitou a ida a Salvador para defender novamente o pré-sal. Segundo ela, reduzir investimentos no petróleo significa apostar contra o futuro do Brasil. “Quem acha que o Pré-sal tem de ser reduzido não tem uma verdadeira visão do Brasil”, disse Dilma. “Com o Pré-Sal, dependendo da política que se faça, transforma-se uma riqueza finita em passaporte para o futuro”.

A presidenta se referiu à conquista que o país obteve ao determinar que 75% dos royalties do pré-sal, e 50% do Fundo Social do pré-sal, serão investidos em educação. Em números, isso significa cerca de R$ 1,3 trilhão. Segundo a edição desta sexta-feira do jornal O Globo, a candidata Marina Silva planeja tirar prioridade do pré-sal.

A presidenta também explicou que o petróleo é a melhor matriz energética para o transporte. “Nem o etanol e o biodiesel são alternativas de fato concretas ao uso do petróleo. Complementam, mas não substituem. Teria uma fonte que substituiria o petróleo, a chamada célula de carbono, que é caríssima e portanto não tem comercialidade”.

A descoberta de petróleo no Pré-Sal foi anunciada em 2006 pela Petrobras, a partir do primeiro óleo encontrado na área de Tupi, na bacia de Santos.

O Brasil levou 31 anos para produzir os primeiros 500 mil barris diários de petróleo, mas conseguiu o mesmo, com o pré-sal, em apenas três anos. A média de produção de petróleo no país cresceu nada menos que 50% entre 2002 e 2013.

PIB

Também na capital baiana, Dilma lembrou que o recuo do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas do país) no segundo trimestre é uma situação momentânea. “O Brasil hoje tem todas as condições para ter uma grande retomada, porque nós estamos criando estas condições”, explicou a presidenta, apontando que para crescer, é preciso apostar na capacidade produtiva do povo e fazer grandes investimentos em infraestrutura.

Apenas três países se saíram bem no segundo trimestre no mundo: China, Estados Unidos e Reino Unido. Os demais países, apresentaram redução drástica no crescimento. O resultado foi influenciado pela queda nos preços das commodities.

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