E seguiu questionando promessas que não têm embasamento no Orçamento Federal. “Quando você escreve que vai reduzir o papel dos bancos públicos, isso tem uma consequência. Assim como quando diz que vai antecipar 10% do PIB para Educação, 10% da receita bruta para a Saúde, vai antecipar impostos para os municípios. O problema é dizer de onde vai sair”.
As afirmações foram feitas nesta quarta-feira (3), durante caminhada em Belo Horizonte, Minas Gerais. Na ocasião, a presidenta Dilma também revelou que vai fazer ajustes em políticas e na equipe para o próximo mandato.
A presidenta disse ainda que a indústria tem sido estimulada pela Política de Conteúdo Nacional, que incentiva setores essenciais a comprarem dentro do Brasil tudo que for necessário para a produção. E reafirmou que o governo federal adotou medidas de incentivo a diversos setores da economia que contribuem para que as indústrias nacionais produzam com preço, prazo e qualidade e, sobretudo, gerem emprego.
“Por meio desta política de preço, prazo e qualidade, conseguimos recuperar a indústria naval brasileira, que tinha desaparecido na década de 90 e hoje é a quarta do mundo. Conseguimos também mudar o panorama da indústria automobilística. Conseguimos trazer 12 grandes fábricas”, disse Dilma Rousseff.
Educação para todos
Durante a entrevista à imprensa, a presidenta disse ainda que 8 milhões de brasileiros têm a oportunidade de mudar a trajetória de vida por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A presidenta Dilma Rousseff afirmou que, ao se profissionalizar e começar a trabalhar, estas pessoas passam a ter as condições para continuar crescendo.
“Esses cursos compõem a chamada trajetória educativa na área técnica. Há um caminho de formação técnica. Nós demos a oportunidade para estas pessoas se formarem, homens e mulheres brasileiros”, disse.
Parceria do governo federal com os institutos federais e o Sistema S, o Pronatec é um dos pilares da política industrial do Brasil. Segundo a presidenta, só no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o governo federal está investindo R$ 1,5 bilhão, que será usado na implementação de 26 Institutos Senai de Inovação e 60 Institutos Senai Tecnológico.
O Ciência Sem Fronteira é outra iniciativa federal na área da educação que fundamenta a produção industrial brasileiras. Os alunos aprovados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com nota igual ou superior a 600 têm a chance de estudar e estagiar no exterior. “Eles fazem cursos e estágios em grandes empresas no mercado internacional”, destaca a presidenta.

