Pré-sal é garantia de independência, afirma Dilma em programa de TV


Independência e pré-sal são temas do programa de TV da candidata à reeleição Dilma Rousseff neste sábado (6), véspera do. “A independência é uma conquista que deve ser fortalecida todos os dias. No passado foi a luta pela democracia. Há 12 anos tem sido o combate às desigualdades. Nesse momento é a defesa do pré-sal, essa imensa riqueza que é o nosso passaporte para o futuro”, disse Dilma.

image

O programa destacou a importância desse recurso natural para o desenvolvimento do Brasil e mostrou o quanto a proposta da candidata Marina Silva (PSB) ameaça essa riqueza nacional. “A candidata Marina Silva tem defendido o fim da prioridade ao pré-sal. Em termos práticos, isso significa abandonar ou desacelerar a exploração dessa imensa riqueza com conseqüências terríveis para o desenvolvimento do Brasil“.

Dilma destacou que o pré-sal já beneficia o povo brasileiro e vai continuar trazendo avanços quando os recursos garantidos pela sistema de partilha, implantado pelos governo de Lula e Dilma, trarão mais recursos para a educação, saúde, produção industrial e geração de emprego e renda.

“É justo desperdiçar a chance única que o petróleo do pré-sal oferece ao Brasil? Eu tenho convicção que não e vou lutar com todas a minha forças contra esse absurdo”, enfatizou a presidente candidata à reeleição.

Dilma frisou que conhece Marina e acredita “que não é uma pessoa mal intencionada”, mas a que tem se revelado “uma candidata com visões profundamente equivocadas” e suas propostas repetem erros “cometidos pelos governos tucanos que levaram ao desemprego e arrocho salarial”.

“Marina chega a dar passos ainda mais atrás do que os governos tucanos. Defende a autonomia legal do Banco Central e uma menor atuação dos bancos públicos na economia. Isso traria juros mais altos, recessão e forte diminuição de crédito para a agricultura, a moradia popular, o transporte público, a infraestrutura e setores estratégicos que precisam de empréstimos a juros mais baixos e com prazos mais longos“, destacou Dilma.

Lula

O programa também exibiu depoimento do presidente Lula durante comício em Recife, Pernambuco, em que repudia a proposta de Marina. “É esse petróleo que vai dar a nossa juventude a oportunidade de estudar que eu não tive. E eu quero que cada filho, de cada trabalhador de fazer uma universidade de ser chamado de doutor”, disse emocionado o ex-presidente.

“Um país independente é aquele que aproveita suas riquezas naturais para avançar, ao invés de desperdiçá-las. É aquele que encontra receitas próprias e inovadoras para vencer as crises, ao invés de repetir fórmulas que já deram errado no passado”, finalizou Dilma.

Da redação do Portal Vermelho

2 comentários

  1. Em direção à hiperinflação
    Sonho do fim da inflação acaba e IPCA volta para cima do limite em agosto
    Resultado de agosto impulsionado por habitação, água, esgoto e energia, leva inflação acumulada em 12 meses para 6,51%

    Dificilmente o governo conseguirá manter a inflação dentro do limite estabelecido pelo BC de 6,5% ao ano.
    (Foto: IBGE)
    Em agosto deste ano, a inflação voltou a crescer com mais força e passou novamente o limite máximo da meta estabelecida do Banco Central, no acumulado de 12 meses. O Crescimento registrado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em agosto foi de 0,25%, em relação a julho e o acumulado em um ano é de 6,51%.

    A meta da inflação estabelecida pelo Banco Central é de 4,5% em 2014, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Durante quase o ano inteiro, no entanto, o IPCA tem variado próximo do limite máximo, de 6,5%, no acumulado de 12 meses.

    Em julho, o governo e a imprensa burguesa divulgou o resultado do mês, que segundo o IPCA foi de 0,01%, como o fim do crescimento da inflação no país. Era evidente que se tratava de um resultado circunstancial, devido principalmente à redução de preços de determinados setores após a Copa do Mundo. O resultado já foi desmentido pelo último IPCA-15, que mede a inflação acumulada até o dia 15 do mês, registrado em 0,14%.

    Diferente de outras épocas que o setor de alimentos era o principal problema, em agosto o preço de água, esgoto e energia foram os principais fatores para o crescimento da inflação. Devido à crise no setor energético e hídrico, revelado pela menor quantidade de chuvas este ano, os preços estão subindo. Ao todo, este ano já acumula alta de cerca de 30% no valor da energia e em 2015 deve subir ainda mais. O aumento do uso das termoelétricas, em substituição às hidrelétricas, também deve afetar o valor do combustível este ano.

    O valor da habitação também aumentou no último mês, registrando alta de 0,14%. Diferente de outros índices que têm apontado uma deflação no setor, o IPCA registra que há um crescimento, ainda que menor que no último mês e em relação ao mesmo período do ano passado.

    Após o aumento da inflação em agosto, o Banco Central mudou novamente a previsão da inflação no relatório Focus duas vezes. Na última semana, o BC apontava que este ano deveria terminar com 6,27% de alta nos preços, 0,01% maior que previsto no mês anterior. Já nesta semana, o Focus apontou inflação de 2014 para 6,29%. A cada edição do relatório Focus, o Banco Central tem aproximado mais sua previsão do teto da meta, o qual deve ser o resultado final do IPCA.

    Ainda que com diversas distorções nos cálculos, o governo não consegue esconder que a inflação está alta e com tendência a fugir do controle. E enquanto a inflação cresce, a previsão de crescimento do PIB cai. Após o primeiro semestre ter quadro de recessão, o governo, que pretendia conseguir reverter e garantir mais de 1% de crescimento, agora aponta para 0,48%, o que é praticamente estagnação.

    Curtir

  2. Mais da metade dos trabalhadores nos países emergentes do G20 está perto da linha pobreza, segundo um estudo conjunto realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização para a Cooperação Econômica (OCDE) e o Banco Mundial, divulgado nesta terça-feira.
    Segundo o relatório Mercados de Trabalho do G20: perspectivas, principais desafios e respostas políticas, cerca de 837 milhões de trabalhadores nas economias emergentes do G20 “são pobres” e ganharam somente até US$ 4 por dia (cerca de R$ 9 na cotação atual) em 2013.
    Notícias relacionadas
    Universitários fazem curso técnico em busca de emprego
    Pastore defende ‘cruzada’ contra baixa qualificação do trabalhador
    Robôs x empregos: a automação vai fechar mais vagas do que criar?
    Tópicos relacionados
    Economia
    Desse total, estima-se que 447 milhões de trabalhadores nos países emergentes do G20 sejam “extremamente” pobres (renda inferior à linha da pobreza, que é de US$ 1,25 por dia) ou “moderadamente” pobres, com ganhos de até US$ 2 diários.
    Os com salários de US$ 2 a US$ 4 são considerados “próximos à pobreza”.
    O G20 reúne as principais economias ricas e emergentes, além da União Europeia, e representa 80% do comércio mundial.
    Os dados em relação à pobreza dos trabalhadores nos emergentes do G20 incluem números do Brasil, China, Rússia, Índia, África do Sul (que formam os Brics), além da Argentina, Indonésia, México, Arábia Saudita e Turquia.
    O estudo foi divulgado na véspera da reunião de ministros do Trabalho do G20, que será realizada em Melbourne, na Austrália, nos dias 10 e 11.
    O documento ressalta que os emergentes do G20 fizeram “progressos enormes” na redução da pobreza extrema (abaixo de U$ 1,25) e moderada dos trabalhadores.
    Nesses países, o número de pessoas que ganham até US$ 2 diários foi reduzido pela metade desde 1991, totalizando atualmente 447 milhões.
    “Mas a pobreza dos trabalhadores ainda permanece um grande desafio para esses países”, afirma o estudo.
    Penúria de empregos
    O relatório também destaca que “uma grave penúria de empregos de qualidade” perdura nos países do G20 e que isso afeta as perspectivas de retomada do crescimento econômico.
    Mais de 100 milhões de pessoas continuam desempregadas nos países do G20.
    “A performance medíocre do mercado de trabalho ameaça a retomada do crescimento, porque freia o consumo e o investimento”, ressaltam as organizações internacionais. “O G20 está confrontado a uma fraqueza persistente do emprego tanto em quantidade quanto em qualidade.”
    O relatório ressalta que, apesar de alguns avanços recentes, a demora na retomada do crescimento após a crise financeira mundial, iniciada em 2008, significa que muitas economias do G20 ainda “sofrem de um déficit considerável na criação de empregos”.
    “Isso deverá se estender até 2018 se não houver uma certa expansão do crescimento”, preveem as organizações.
    Salários
    O documento afirma ainda que o crescimento dos salários ficou abaixo dos aumentos de produtividade na maior parte dos países do G20. Esse fenômeno é mais acentuado nas economias ricas.
    Os salários reais (descontada a inflação) estagnaram ou até mesmo caíram em várias economias avançadas do G20, segundo o relatório.
    Os emergentes do G20 enfrentam outro problema: os altos índices de subemprego e de trabalho informal, sem registro, que “pesam na produção e na produtividade futura”.
    “O emprego informal continua sendo um grande obstáculo para a melhoria da qualidade do emprego, particularmente nos países emergentes e em desenvolvimento”.
    A OIT, a OCDE e o Banco Mundial recomendam, para pôr fim ao ciclo atual de crescimento econômico baixo e fraca criação de empregos, a intervenção dos governos na demanda e na oferta de empregos.
    “Essas políticas seriam mais eficazes se fossem tomadas coletivamente pelo G20”, diz o relatório.

    Curtir

O que você achou desta matéria?

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.