Coalizão defende reforma política democrática em ato no Rio


A Coalizão em Defesa da Reforma Política Democrática, que reúne a OAB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a UNE, Ubes e outras organizações estudantis, as centrais sindicais, como a CUT e a CTB, além de mais 100 entidades civis organizou no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (27), um ato para debater a importância da reforma política e as propostas do projeto de lei de iniciativa popular que será encaminhado ao Congresso Nacional no próximo ano.

 

Mariana Serafini

Coalização em Defesa da Reforma Política Democrática

Coalização em Defesa da Reforma Política Democrática

O objetivo é ampliar a participação popular através de assinaturas do projeto de lei, que já conta com mais de 600 mil inscrições, mas a meta é conseguir 1,5 milhão. O projeto de lei tem como principal tema o fim do financiamento de empresas nas campanhas eleitorais. Outras propostas são: eleições proporcionais em dois turnos, paridade de gênero na lista pré-ordenada e o fortalecimento de mecanismos de democracia direta, com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes.

A representante da União Estadual dos Estudantes (UEE) do Rio de Janeiro, Tayná Paolino, disse que a entidade apoia o projeto defendido pela Coalizão. Segundo Tayná, as instituições não representam o desejo da juventude e, por isso, a UEE defende a reforma política.

“A questão é que muitos setores disputam essa reforma e apresentam uma proposta. Acreditamos que a proposta da OAB é a melhor, porque aborda algo fundamental: o financiamento de campanhas, que hoje determina a quem você deve dar o retorno político do seu mandato. Esse retorno deve ser para os cidadãos, os trabalhadores e os estudantes, e não para as empresas que financiam as campanhas”, disse a estudante.

A agenda do movimento teve início no último dia 20, em Campo Grande e, após o Rio de Janeiro, irá para o Recife e para Fortaleza, São Luiz, Natal e Belém, até o fim do ano, informou a OAB.

No site do projeto é possível imprimir o formulário para coleta de assinaturas.Também está disponível internet o projeto de lei com a proposta da reforma, além de cartilha explicativa sobre as alterações.

Com informações da Agência Brasil

Um comentário

O que você achou desta matéria?

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.