PCdoB/SP se reúne para balanço eleitoral e ações para 2015


O Comitê Estadual do Partido Comunista do Brasil de São Paulo se reuniu neste último sábado (29), no auditório Teotônio Vilela na Assembleia Legislativa, com objetivo de debater o balanço político-eleitoral e traçar novas perspectivas para 2015, inclusive com o fortalecimento dos nossos mandatos na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e na Câmara Federal.

Renato Rabelo e o presidente do comitê estadual-SP, Orlando Silva

Renato Rabelo e o presidente do comitê estadual-SP, Orlando Silva

A abertura da mesa contou com a partipação de Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, que fez uma explanação sobre o começo do segundo mandato de Dilma Roussef. Renato ressaltou a onda conservadora da oposição – que não admite a derrota – e faz pressão por um eventual terceiro turno, inclusive com respaldo da grande mídia.

Renato afirmou ainda que Dilma Roussef é uma mulher de fortes convições ideológicas e que acredita nos avanços desse segundo período. “A reeleição de Dilma é o principal extrato da batalha eleitoral e nós vamos começar desconfiando dela? Ela é nosso trunfo e é por isso que a oposição quer o terceiro turno”, afirmou.

Rovilson Britto, vice presidente estadual, fez uma análise sobre os resultados eleitorais da legenda comunista no estado de São Paulo e a necessidade do debate sobre a aplicação da tática eleitoral e o fortalecimento político, ideológico e orgânico do Partido, já q ue os resultados eleitorais do nosso campo saiu derrotado das eleições contra a direita conservadora capitaneada pelo governador Geraldo Alckmin.

O presidente do comitê estadual, Orlando Silva, destacou a unidade da direção estadual, mas que é fundamental realizar um estudo minucioso dos resultados eleitorais obtidos em cada municipio. O comitê estadual aprovou por unanimidade o projeto de resolução.

Balanço da participação do PCdoB/SP nas eleições 2014

I – A participação dos comunistas de São Paulo nas eleições de 2014 teve como centro a deliberação de nossa direção nacional, reafirmada em nossa Conferência e Convenção, a busca pela quarta vitória do povo, lutando pela reeleição de Dilma Roussef. Sobre este desafio do processo eleitoral podemos afirmar:

1- A vitória de Dilma diante de uma campanha tão curta, tensa e com reviravoltas na disputa é um resultado extraordinário e de grande dimensão. Conquistamos a quarta vitória do povo e impusemos ao campo conservador, capitaneado pelos tucanos, sua quarta derrota consecutiva.

2- A vitória só foi possível por uma grande capacidade de reposicionamento político da campanha diante das inúmeras reviravoltas (morte de Eduardo Campos, empate nas pesquisas com Marina em setembro, 2º. Turno com crescimento de Aécio, denúncias) e por deliberadamente apelar para a mobilização damilitância e do povo;

3- Houve uma frágil construção política no campo partidário em apoio à Dilma para os palanques estaduais, o que dissipou energia e abriu caminho para dificuldades da campanha;

4- São Paulo apresentou-se como centro da oposição nacional mesmo sem contar com uma candidatura do estado à presidência. Os resultados do primeiro e do segundo turno presidencial evidenciam que aqui, além de o sistema de oposição ter se enraizado, se conquistou um apoio amplo junto a parcelas da população baseado num apelo moral e no preconceito. Chama atenção a intensa campanha contra o PT e a esquerda em gera, com grande influência da mídial;

5- A campanha em sua reta final assistiu a uma radicalização política e ideológica de grandes proporções no país todo, mas com especial acento em São Paulo. A campanha oposicionista assumiu abertamente ares fascistas e preconceituosos. As últimas manifestações públicas da campanha Aécio expressavam ódio e ataques desequilibrados;

6- A campanha de Dilma teve o mérito de assumir abertamente posicionamentos políticos importantes como a não autonomia do Banco Central, a defesa da reforma política e da Petrobrás, a defesa dos direitos e do salário dos trabalhadores, entre outros. A campanha mostrou claramente a necessidade de o projeto mudancista dar passos à frente em torno de reformas estruturais inadiáveis. Mostrou também que é preciso pautar estas mudanças e ter mais efetividade no debate político e ideológico junto ao povo. Não podemos simplesmente ancorar nosso projeto em um discurso pragmático, é preciso ir além, fazendo a disputa política e ideológica;

7- O Partido em São Paulo desempenhou importante papel nas eleições presidenciais, especialmente no segundo turno. Soube manter unida sua tropa em torno da candidatura Dilma e ajudou a conter a ofensiva tucana, incentivou e participou de todas as mobilizações, buscou em todo o Estado ampliar o campo político e intensificar a mobilização. Merece destaque a atuação no segundo turno, no qual protagonizou a reorganização das forças progressistas e conclamou a militância dos partidos e movimentos populares a saírem às ruas em defesa de Dilma. Essa ofensiva militante permitiu a contensão da avalanche conservadora no estado;

8- Clama por mudança a questão da mídia que mais uma vez atuou de maneira parcial e autoritária nas eleições, representando o vértice do sistema oposicionista. A ação golpista da revista Veja exige ampla denúncia e punição. Regulamentar e democratizar a mídia são condições fundamentais para repor o debate democrático na sociedade;

9- Fica nítida a necessidade de seguir unificando este largo campo que se formou em torno do segundo turno das eleições. A batalha eleitoral se encerrou, mas a disputa continuará intensa. O sistema de oposição já sinalizou que não dará trégua. É preciso alertar para a atitude golpista e autoritária da oposição, que tenta desconsiderar o resultado soberano da votação. O PCdoB, como força consciente, deve alertar nosso campo político para a continuidade da batalha.

II – Acerca das eleições para o Governo do Estado nosso objetivo ela levar o pleito ao segundo turno e derrotar a candidatura de Geraldo Alckmin.

O PCdoB/SP decidiu por fechar aliança com o PT em torno do nome de Alexandre Padilha para o governo de São Paulo.

A direção do Partido avaliou variados fatores para tomar a definição de se aliar ao PT. Podemos destacar: por gerar sinergia com o palanque nacional; por expressar um projeto mais nítido de mudança; por contemplar nossa participação na chapa majoritária (com Nivaldo Santana na vice); por ampliar nosso tempo na TV e no rádio; por nos possibilitar aliança na chapa para deputado federal; entre outros.

Sobre as eleições para o Governo Estadual:

1- Já com 20 anos à frente do governo estadual, a vitória de Alckmin no primeiro turno com 57,31% dos votos,prolonga por mais 4 anos a presença do PSDB, colocando o estado mais uma vez na contramão dopaís e o posicionando uma vez mais como o centro do oposicionismo conservador;

2- Alguns fatores concorreram para a vitória de Alckmin. Além de amplo leque de aliança (PSDB / DEM / PEN / PMN / PT do B / PTC / PTN / SD / PPS / PRB / PSB / PSC / PSDC / PSL); da intensa articulação do candidato; da força do sistema de oposição no estado; do fato de a campanha presidencial ter polarizado amplamente a atenção, deixando a disputa para o governo estadual num segundo plano para a população;

3- A campanha de Paulo Skaf procurou se posicionar como terceira via em relação à polarização PSDB/PT, fez críticas demolidoras ao governo, desempenhou um papel importante e colheu um resultado expressivo (21,53%), mas insuficiente. Sua campanha errou ao recusar seu palanque à candidata Dilma. É preciso, no entanto, registrar que é saudável e importante para o quadro político do estado a constituição de um terceiro campo partidário que conteve o PMDB, o PSD, o PDT e o PP, todos da base da presidenta em âmbito nacional;

4- Nossa ação em torno da chapa Padilha-Nivaldo realizou um grande esforço de mobilização e campanha. No entanto, pesaram contra ela vários elementos: dissintonia com a campanha de Dilma (motivada pela campanha presidencial que nutria expectativas em relação a Skaf); ausência de um discurso contundente que desconstruísse o governo tucano e mostrasse alternativas concretas e críveis; uma limitada coligação partidária, o que redundouuma limitada expressão social e política, em pouco tempo de televisão e rádio e pouca capilaridade no estado; pouco conhecimento do candidato pela população; dificuldades na Prefeitura da Capital, com baixa popularidade; ausência de um comando consistente de campanha; erro político de ter atacado a candidatura de Skaf ao invés de centrar as baterias todas em Alckmin. O conjunto destes elementos somado a uma grande campanha feita pelo sistema de oposição contra o PT acabou por inviabilizar a chegada da candidatura a patamares de votação de eleições anteriores, o que nos teria garantido a existência de segundo turno e uma vaga nele. Ficamos, no entanto, no patamar de 18,22% dos votos;

5-  O Partido atuou intensamente na campanha para o Governo, com especial destaque para o papel altamente positivo cumprido por Nivaldo Santana. Atuamos no âmbito da coordenação e nas ações pelo estado. Fomos propositivos e críticos, masconsiderando a dinâmica do comando da campanha, nossa intervenção teve limites;

6- É uma dura derrota para nosso campo e para o Estado. Mesmo com inúmeras dificuldades, como a crise da água, Alckmin conduzirá São Paulo por mais 4 anos num quadro em que ampliou ainda mais sua base de sustentação partidária (tendo agora o PSB na vice) e na Alesp;

7- Soma-se à derrota para o governo o revés na disputa da vaga do senado, que além dos elementos já mencionados, teve o agravante de termos a candidatura de Suplicy, que cometeu muitos erros nos últimos anos. A eleição de José Serra garante aos tucanos 2/3 da representação paulista no senado;

8- O desempenho eleitoral nas cidades administradas por nosso campo revelou-se negativo, a começar da capital, mas com acento em grandes municípios como Guarulhos, Osasco, São José dos Campos, entre outros. Jundiaí, administrada pelo Partido, também teve resultado ruim. Fica claro que não basta realizar um bom mandato, é preciso fazer a disputa política e de comunicação. O resultado é preocupante, já que a batalha eleitoral imediata tem acento nos municípios;

9- Parte deste enfrentamento dependerá também da capacidade do Governo Dilma em retomar o diálogo com importantes setores econômicos que se localizam no estado. Estes afirmam destrato de suas demandas por parte do governo federal;

10- O PCdoB deverá persistir no campo da oposição ao governo estadual, buscando de maneira qualificada mostrar seus erros e suas limitações.

III- Para a eleição da Câmara dos Deputados a Convenção apresentou a seguintes definições: ter como centro do nosso desafio a eleição de federais, seguindo a diretiva nacional; realizar coligação com o PT; apresentar as candidaturas de Orlando Silva, Netinho de Paula eProtógenes Queiroz; lutar para conquistar 3 cadeiras. Para obter este resultado o debate apontava para a necessidade de dar grande apoio e base partidária para Orlando Silva; ajudar na condução da campanha de Netinho de Paula visando dar um caráter de campanha popular e de massa e buscar achar uma identidade para Protógenes que permitisse que ele buscasse uma grande votação no setor de maior aderência.

1- As eleições para a Câmara dos Deputados em São Paulo tiveram um forte viés conservador favorecendo em especial o PSDB que elegeu 14 federais. Merece destaque também o PRB que elegeu 8 federais. Além da grande votação dos tucanos, apenas 3 candidaturas angariaram cerca de 3 milhões de votos: Tiririca, Russomano e Feliciano;

2- A coligação PT-PCdoB teve o pior resultado das últimas décadas. Houve rebaixamento das votações nominais e de legenda. Ao todo a coligação conquistou somente 11 cadeiras.

3- Este resultado pode ser entendido entre outros fatores por: um avanço conservador, tucano e anti-petistaforte; desempenho fraco da candidatura de governador como puxadora da coligação; ausência de sinergia da campanha presidencial com a campanha local; dificuldade nas administrações municipais comandadas pelo campo político; composição restrita de legendas na coligação; a máquina do governo estadual atuando intensamente em conjunto com administrações municipais contra nosso campo;

4- Também as coligações em torno da candidatura de Skaf tiveram desempenho limitado. Se nela estivéssemos, nosso resultado não se alteraria;

5- Diante destas circunstâncias, nosso esforço resultou na eleição de Orlando Silva em oitavo lugar na coligação e no posicionamento de Netinho de Paula como primeiro suplente, em 12º. Lugar;

6- A eleição de Orlando é uma grande conquista para o Partido em São Paulo e no país. Presidente estadual do Partido e ex-ministro, Orlando é expressão da política de nosso Partido. Elementos decisivos de sua eleição foram as dobradas com as nossascandidaturas estaduais e o empenho partidário.

7- Netinho de Paula fica posicionado na primeira suplência e tem grandes chances de assumir o mandato, o que é para ele e para o Partido um passo de grande importância. Realizou uma grande e intensa campanha popular. É preciso uma análise mais detida para identificarmos possíveis falhas/erros.

8- Protógenes Queiroz teve uma campanha irregular e sem uma identidade que pudesse efetivamente angariar apoio junto ao seu público. Não conseguiu reunir condições para repetir o desempenho anterior.Também aqui teremos que proceder uma análise mais aprofundada para tirar lições;

9- Visto de conjunto, o resultado, diante da avalanche conservadora em nosso Estado, foi razoável, apesar de ficar aquém da nossa meta. A importante vitória de Orlando Silva e a primeira suplência de Netinho de Paula, com boas possibilidades de assumir o mandato, certamente mitigam o não cumprimento da nossa meta plenamente. Com o quadro adverso, o PCdoB obteve uma vitória parcial, num quadro de resistência política;

10- Fundamental registrar o papel dos quadros, da militância, dos filiados e dos amigos para que o Partido, diante da avalanche conservadora, não fosse arrastado para uma derrota contundente.

IV – Para o desafio das eleições de deputados estaduais as resoluções do Partido apontavam: Lançar chapa própria, perseguindo o objetivo de ter mais de 90 candidatos em todo o estado; partindo de duas cadeiras na Alesp, buscar ampliar nossa bancada; ajudar efetivamente na eleição de nossos federais; posicionar nossas lideranças em inúmeros municípios para batalhas futuras e ocupar espaço no debate político em inúmeras frentes e áreas de atuação.

1- A decisão de lançar chapa própria revelou-se mais uma vez bastante acertada. Lançamos uma chapa maior numericamente e mais forte em termos eleitorais. No que pese termos tido uma votação menor que na eleição anterior, a chapa própria permitiu a manutenção de duas cadeiras no legislativo estadual e contribuiu de maneira decisiva para a eleição de deputado federal. Assim, o resultado obtido é fruto da votação de todos os nossos candidatos, com seus desempenhos desiguais, mas imprescindível para o computo final. Cabe ressaltar que, apesar de o Partido diminuído sua votação total (520.295 em 2010- 503.474 em 2914), ampliou sua votação nominal (472.641 em 2010 – 484.470 em 2014), tendo concorrido para nossa queda a votação em legenda (47.654 em 2010 – 19.004 em 2014). Queda essa que pode ser entendida pelo fato de não termos candidatura ao senado como ocorreu em 2010;

2- A chapa contribuiu também para posicionar lideranças, ampliar e dar capilaridade da campanha do Partido no estado todo;

3- Importante também registrar limitações: algumas lideranças fortes do Partido acabaram por não figurar em nossa chapa, por variados motivos, mas que ao fim diminuiu o nosso potencial; algumas das candidaturas “descolaram” do objetivo de dar sustentação aos nossos federais, assumindo outras movimentações com candidaturas fora do Partido, diminuindo assim nosso potencial federal.

4- A reeleição de Leci Brandão foi um feito importante para o Partido, pois coroa um mandato bastante positivo e abre a possibilidade de, na nova legislatura, posicionar ainda mais positivamente nossa deputada numa Alesp mais conservadora e governista. Apesar da avalanche conservadora na eleição, mesmo tendo uma queda de votação em relação à eleição anterior, Leci foi nossa puxadorade voto e contribuiu de forma decisiva para a conquista de duas vagas;

5- A eleição de ÁtilaJacomussi é uma grande conquista do Partido. Com expressiva votação na cidade de Mauá e uma grande votação total, Átila se credenciou para compor nossa bancada e para jogar importante papel em todo estado, mas com especial enfoque no Grande ABC;

6- Vista de conjunto, a eleição de estaduais não atingiu nossa meta de ampliação de cadeiras, mas diante das circunstâncias a nossa chapa foi o elemento de estabilidade de nosso esforço eleitoral que permitiu nos segurarmos diante da tormenta e disputarmos efetivamente o voto em todo o estado.

V- Os resultados acabam por impor ajustes e novas definições na ação partidária no Estado. Ficam alguns desafios:

1. Em relação ao quadro nacional, devemos nos pautar pela definição do Comitê Central que aponta: “A presidenta Dilma deve, ela mesma, apoiada em lideranças à altura dessas tarefas, enfrentar dois grandes desafios que exigem solução imediata.O primeiro é construir a base de sustentação política e social para o seu novo governo. Condição para assegurar a governabilidade e derrotar a ofensiva da oposição… O segundo grande desafio do governo é retomar o crescimento econômico… O PCdoB desde a aprovação de seu Programa Socialista, em 2009, luta pela realização das reformas estruturais democráticas como solução para os graves e antigos problemas do país… Do elenco de reformas, o PCdoB destaca: a reforma política democrática; a regulação democrática dos meios de comunicação; maior impulso à reforma urbana, com respostas urgentes à mobilidade urbana, à moradia, à segurança e ao saneamento ambiental; incrementar a efetivação da reforma agrária; aplicação do Plano Nacional de Educação, recém-aprovado; o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS); consolidação e ampliação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci); implementação do Sistema Nacional de Cultura; e preparação das condições para a consecução da reforma tributária progressiva que contribuirá para a redução das desigualdades sociais.”

2. Não será possível fazer frente aos tucanos em São Paulo se prevalecer a dispersão da oposição como tem ocorrido nos últimos anos, com ausência de uma postura mais clara de diversas forças de nosso campo. Faz-se indispensável uma ampla articulação que envolva partidos e movimentos sociais num fórum de oposição que possa dar consistência e ressonância aos posicionamentos contrários ao governo estadual. É preciso perseverar na construção de uma agenda/discurso consistentes e estruturados de oposição. Esta construção deve envolver não só PCdoB e PT, mas atrair PMDB, PSD, PR e outras legendas, além do movimento social e de personalidades;

3. É preciso persistir no debate sobre a identidade política do Partido no Brasil e em São Paulo. O Comitê Central convocou para o primeiro semestre de 2015 um Encontro com esta finalidade. Devemos realizar um Encontro preparatório aqui no estado e participar de maneira intensa do evento nacional;

4. Precisamos cuidar mais e melhor de nossos mandatos na Alesp, na Câmara dos Deputados, nas Prefeituras e Câmaras de Vereadores, buscando ter nitidez dos objetivos políticos, planejamento e acompanhamento;

5. É preciso proceder um balanço mais detido da participação de nossos movimentos de juventude, mulheres, negros, sindical, popular e social na batalha que se encerrou. Como fruto desse balanço,precisamos ajustar/reorientar nossa ação nestas frentes. Para tal cumpre papel importante a articulação entre os diversos movimentos, através do Fórum de Movimentos Sociais do Partido aqui no estado;

6. Faz-se necessário um cuidado ampliado com a estruturação partidária em todo o Estado, com destaque para os principais centros políticos, a começar da Capital. Cuidar da ampliação partidária, de seu funcionamento e da sua inserção concreta na luta política é um fator decisivo. Planejar agenda dos dirigentes partidários e parlamentares nas macro-regioões;

7. Precisamos proceder também um balanço mais pormenorizado do desempenho do Partido em cada município, para verificarmos onde tivemos crescimento/estagnação/decréscimo. A partir deste panorama é que devemos atuar de maneira indutora no processo de Conferência que ocorrerá em 2015 em torno de renovação/reforço dos diretórios municipais;

8. Desde já a direção estadual deve estabelecer diretrizes e metas para os municípios visando as eleições de 2016, com o lançamento de candidatos a prefeitos e chapas próprias de vereadores no maior número possível de cidades do estado.
Será preciso a atuação dedicada de todos os dirigentes, militantes e filiados para enfrentarmos os novos desafios e abrirmos uma nova fase de crescimento político e numérico do Partido.

Comitê Estadual do PCdoB/SP

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