Frente Brasil Popular intensificará mobilização para o dia 10 de maio


Integrantes da Frente Brasil Popular (FBP) estão reunidos nesta sexta-feira (6), em São Paulo, para definir detalhes da paralisação do dia 10 de maio em todo o Brasil na defesa da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas. A suspensão do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB), nesta quinta-feira (5), é combustível para as mobilizações, que denunciam o impeachment fraudulento contra a presidenta Dilma Rousseff.

Por Railídia Carvalho

Laís Gouveia

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O secretário nacional de movimentos sociais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), André Tokarski, integrante da coordenação da FBP,  definiu como positivo o afastamento de Cunha. “A reunião vai ganhar força para amplificar a denúncia do golpe, que é prioridade da frente. A saída dele revela que são infundados os fatos em que se baseia o processo de impeachment”, disse.
 

André lembrou também que a frente se tornou o principal polo de articulação de iniciativas em defesa da democracia. “A Frente é uma realidade. Ela se consolidou como espaço de articulação de partidos políticos, movimentos sociais e sociedade civil organizada, envolvendo personalidades, artistas, intelectuais e juristas”, avaliou.

Greve geral

O presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil de São Paulo (CTB-SP)), Onofre Gonçalves, lembrou que as paralisações do dia 10 são iniciativas para alimentar uma agenda permanente em defesa da democracia e contra um eventual governo do vice-presidente Michel Temer. Ele sinalizou a possibilidade de organização de uma greve geral. 
 

“A greve geral é uma possibilidade se vier um governo Temer”. Segundo ele, é preciso dobrar o esforço de mobilização para esclarecer a sociedade e a classe trabalhadora sobre qual é o projeto daqueles que querem derrubar a presidenta Dilma. 

Esclarecer o povo

“Há uma parte dos trabalhadores consciente, politizada mas há muita gente, principalmente em empresas privadas, que desconhece a ameaça aos direitos do povo brasileiro”, ponderou Onofre. 

Ele comentou que durante as plenárias e panfletagens em locais de trabalho, para denunciar o programa do PMDB Ponte para o futuro, algumas pessoas se surpreendem quando tomam contato com as propostas do projeto, também conhecido como Plano Temer. Entre as propostas está a prevalência da negociação coletiva sobre a proteção social prevista na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Para Onofre, esclarecer o trabalhador e a população em geral é o desafio da Frente Brasil Popular, das Centrais de Trabalhadores e do movimento social. Ele afirmou que o afastamento de Eduardo Cunha da Câmara dos Deputados fortalece os atos. “É uma notícia boa que deve animar a tropa, dar argumentos para que a gente possa discutir e reforçar o nosso discurso com o povo”,

 

  

Leia também:
Contra o golpe: CTB mobiliza trabalhadores para o dia 10 de maio  

Do Portal Vermelho

4 comentários

  1. Achei positiva e acho que as discissões e mobilizações da sociedade e a pedagogia política sobre as implicações do golpe, ainda está aquém, da gravidade e complexidade que o momento exige. Acho que existem muitas organizações e setores que ainda estão na velha agenda e nos velhos esquemas da estabilidade; não se deram conta do que está em jogo e da extrema gravidade.Lançar mão de amplitude, radicalização e chegar mais ao povo politizando e engajando que ainda está na letargia.

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  2. Ontem à noite fomos ao ato E fiz questão de ficar até o fim. Positivo e bem esclarecedoras as falas e as colocações acerca da gravidade e de contextualização da importância de agendas de mobilização e ampliação. Acho ainda pequenos. Acabou a normalidade e a tipicidade do que vinha ocorrendo desde 2002.Está faltando um pouco mais, muito mais pilha,e haja pilha, prá fazer frente ao momento que vivemos. Grande, ainda é o descompasso, entre a gravidade do quadro e o que estamos fazendo. Ao meu juízo temos que politizar mais o debate.

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  3. Participei do ato ocorrido ontem à noite aqui em Belo Horizonte, Espaço Cemig, no bairro Barro Preto ,e encontrei e conversei bem rapidinho com o Camarada Secretário de organização Adalberto, quem esteve aqui no ato representando a Direção nacional do PCdoB. Parabéns pela lucidez das colocações; o mesmo se estendendo aos demais camaradas que fizeram colocações e falando sobre a gravidade e os desafios que o momento exige. Muita gente ainda está fora do debate, ainda não entendeu o que está ocorrendo. Ainda existe um enorme descompasso entre os desafios e exigências para fazer frente ao que a gravidade,política,jurídica,institucional e midiática que o momento exige.

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