PCdoB finaliza série de oficinas do Plano Estratégico bianual


Para completar a série de oficinas do Plano Estratégico do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) para o biênio 2016/2017, a secretaria de Planejamento da legenda realizou nesta terça-feira (31), a terceira e última reunião com a Frente de Luta política e estruturação partidária.
As primeiras oficinas ocorreram nos dias 16 e 17 deste mês, com encontros de representantes do Fórum de movimentos sociais e da Frente de luta política de ideias, respectivamente. Os encontros ocorreram na sede nacional do PCdoB, na capital paulista.

O oficina desta terça (31) contou com a participação de cerca de 35 pessoas, entre elas, a presidenta nacional do PCdoB, deputada federal Luciana Santos, o vice-presidente do Partido, Walter Sorrentino, o secretário nacional de Planejamento, Fábio Tokarski, demais secretários nacionais, além de secretários de Organização de 10 estados.

A presidenta Luciana Santos fez a abertura do evento fazendo uma atualização do cenário político nacional, denunciando o conteúdo “ultraconservador” e a agenda neoliberal do ilegítimo governo Temer que assumiu à Presidência da República há pouco mais de duas semanas, logo após a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Para reverter esse processo, Luciana ressalta que é preciso barrar o golpe em curso. “Para dar o golpe eles precisam de dois terços e eles tiverem dois votos a mais na votação pela admissibilidade, nós podemos reverter isso”, destacou.

Para garantir a vitória no Senado é preciso ainda que se amplie a consciência democrática da populaçao, é preciso que a luta extrapole os movimentos sociais e a militância partidária, explicou a dirigente comunista. “Para que ela se alargue mais”, disse, é preciso que os trabalhadores e amplos setores populares assimilem a necessidade de resistência ao golpe. Para que isso ocorra, o diálogo que agrega mais é a luta pela democracia, frisou Luciana.

Plebiscito

Sobre a proposta do PCdoB de antecipar as eleições, Luciana Santos esclareceu que a bandeira do Plebiscito deve ser um instrumento que pode reverter a agenda conservadora imposta nos últimos tempos. “Se você barra o golpe e deixa que a população responda sobre seus anseios, você amplia a luta política, incorpora mais gente e garante a soberania popular”, afirmou a presidenta.

Depois de sua fala, os dirigentes se dividiram em grupos para avaliarem os objetivos e ações propostos no Plano Estratégico. Depois, os comunistas apreciaram o conjunto de propostas apresentadas. 

De acordo com o secretário de Planejamento, Fábio Tokarski, o resultado destas oficinas será apreciado pelos membros do Comitê Central na próxima reunião ordinária que ocorrerá em julho. 

De São Paulo, Eliz Brandão

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