Bancada Comunista se fará presente para cassar Cunha

Os 11 integrantes do PCdoB na Câmara já confirmaram presença em Brasília na segunda-feira (12). Para que o Plenário aprove a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é necessário o apoio de ao menos 257 do total de 513 parlamentares.

Por: Ana Luiza Bitencourt*

 

Reprodução da internet

A Bancada Comunista votará pela cassação do ex-presidente da Casa e acabar com sua influência no funcionamento do Legislativo.  

A Bancada Comunista votará pela cassação do ex-presidente da Casa e acabar com sua influência no funcionamento do Legislativo.

O mais longo processo de cassação de mandato da história da Câmara chega ao seu capítulo final nesta segunda-feira (12). O Plenário deve julgar o parecer do Conselho de Ética contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A grande questão em torno da agenda é se haverá presença dos parlamentares para tal. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já anunciou que, se o quórum for baixo, a votação será adiada para terça-feira (13).

Para que Cunha seja cassado, é necessário o apoio de ao menos 257 dos 513 deputados. Logo, na prática, quem faltar ajudará o peemedebista a escapar da punição máxima prevista em um processo de quebra por decoro parlamentar e, por tabela, fugirá da responsabilidade de se posicionar perante seu eleitor.

A Bancada Comunista estará presente para votar pela cassação do ex-presidente da Casa e acabar de uma vez por todas com sua influência no funcionamento do Legislativo. Para o líder do PCdoB na Câmara, deputado Daniel Almeida (BA), já não era sem tempo.

“Precisa haver uma pressão forte da sociedade para que seus representantes compareçam no dia 12. É inadmissível que Cunha siga impune, mesmo manobrando por meio de sua influência. Ninguém suporta mais esse debate. Cunha está morto politicamente, e precisa ser sepultado”, defende o líder Daniel.

Há alguns motivos para se temer o esvaziamento da sessão. A data escolhida para o julgamento, uma segunda-feira, costuma ser dia de pouca presença de deputados em Brasília. Para além disso, há o envolvimento com as eleições municipais, que também pode servir como álibi para uma eventual ausência, empurrando a votação para outubro.

Com o intuito de traçar um panorama de presença na sessão, o Congresso em Foco lançou, no início desta semana, uma consulta aos 513 deputados. Até às 12h desta sexta-feira (9), 187 haviam confirmado participação na votação do fatídico dia 12.

O processo a ser votado pelo Plenário envolve apenas uma das acusações existentes contra Eduardo Cunha: a de ter negado possuir contas no exterior, em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado. O deputado também é réu em duas ações penais no Supremo e em um processo de improbidade administrativa na Justiça Federal no Paraná, que fez com que ele tivesse seus bens bloqueados em junho. Ele ainda é alvo de outros inquéritos no Supremo relacionados com a Operação Lava Jato.

Para a líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), é o momento de encerrar a Era Cunha. “Este é o articulador do governo corrupto de Michel Temer, que tem apresentado uma agenda desastrosa ao Brasil. Espero que sua cassação aconteça na próxima semana para que, de fato, a justiça possa cumprir o seu papel e nós possamos livrar o Parlamento e a política de alguém que não só cometeu atos ilícitos, mas que prestou tantos desserviços ao país”, afirma Feghali.

*Com informações do Congresso em Foco

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