JÔ CRITICA POLÍTICA EXTERNA DO BRASIL

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Ao fazer uma retrospectiva do acúmulo de poder do Brasil no contexto das relações internacionais e de sua relevância entre as grandes nações – a ponto de presidir a Organização Mundial do Comércio e por várias vezes ser convidado a integrar as reuniões do G-8, grupo dos oito países mais importantes do mundo –, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) ressaltou o papel moderador, de defensor da paz e das relações cordiais entre nações de nosso País. Tanto assim, lembrou, que num dos períodos mais tensos entre os Estados Unidos e a então União Soviética, na chamada Guerra Fria, foi o Brasil o país que abriu a primeira Assembleia Geral no ano de 1947, com o discurso do então diplomata, ministro Oswaldo Aranha.
A parlamentar criticou o que chamou de “absurdo que o ministro das Relações Exteriores, José Serra, queira atropelar aquilo que foi a grande conquista do Brasil: o Brasil é um país de paz, de equilíbrio econômico e sobretudo de valorização dos maiores irmãos seus, que são os irmãos da América Latina.”
Discurso
Eis a íntegra do pronunciamento da deputada federal Jô Moraes:
Senhor presidente, caros deputados, queridas deputadas, realiza-se nestes dias a Assembleia Geral das Nações Unidas. Quero lembrar que quem abriu a primeira Assembleia Geral no ano de 1947, usando da palavra, foi o Ministro Osvaldo Aranha.
Simbolicamente, naquele período, havia a Guerra Fria, o clima da Guerra Fria, onde tanto a União Soviética quanto os Estados Unidos buscavam dar o tom e disputavam quem deveria abrir a Assembleia Geral da ONU. E, simbolicamente, foi o Brasil que, naquela assembleia, inaugurou um costume.
Quero lembrar aos senhores deputados e às senhoras deputadas que agora consideram fundamental que o Governo legítimo de Michel Temer faça a abertura, que, desde o ano de 1947, é o Brasil que assim procede.
E, naquele período, por que houve isso? Exatamente porque, numa disputa da Guerra Fria, numa tensão geopolítica, era o Brasil que representava uma atitude ampla, porque, já naquela ocasião, o Brasil, evidentemente, já tinha relações com os Estados Unidos, mas também já tinha estabelecido relações e continuava com a União Soviética.
Lembro isso aqui, porque quero ressaltar que, num período mais recente, a primeira mulher que abriu a Assembleia Geral das Nações Unidas foi a Presidenta Dilma, dando um espetáculo da capacidade que o Brasil tinha, que a mulher brasileira tinha para levar a mensagem de paz.
Ressalto também que, nesses últimos anos do Governo Lula e do Governo da Presidenta Dilma, o Brasil desenvolveu uma relação com o mundo, procurando cada vez mais um mundo de paz, um mundo de equilíbrio.
Nós sempre procuramos, a partir do Governo do Presidente Lula, tendo à frente o ministro das Relações Exteriores ,Celso Amorim, buscar o equilíbrio nas relações. Não havia nenhuma intenção de o Brasil querer ser algo mais para além daquilo que representava um país que tinha expressão, força política. Tanto é que por várias vezes o Brasil foi convidado a integrar as reuniões do G-8, do grupo dos oito países mais importantes do mundo, exatamente porque a nossa busca era uma busca de paz, mas também do equilíbrio comercial das relações internacionais.
Tanto é que foi dentro desse clima, simbolizando o acúmulo de relações, que o Brasil chegou à Presidência da Organização Mundial do Comércio. Aquilo que recentemente o ministro José Serra tenta negar foi conquistado exatamente buscando o caminho da paz, do equilíbrio, mas também ressaltando, destacando, reforçando as suas relações com todos os países que ainda estavam em desenvolvimento, particularmente nossos países irmãos da América Latina.
Registra-se nesse período o papel fundamental do Brasil em missões de paz em países como o Líbano e Haiti. O Brasil coordena inclusive a Força de Paz, que busca o equilíbrio e a paz no Haiti.
É por isso que eu digo aos deputados e deputadas, à sociedade: é um absurdo que o ministro das Relações Exteriores, José Serra, queira atropelar aquilo que foi a grande conquista do Brasil: o Brasil é um país de paz, de equilíbrio econômico e sobretudo de valorização dos maiores irmãos seus, que são os irmãos da América Latina.”
Foto: Luís Macedo/CD

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