Renato Rabelo apresenta o livro Esquerdismo, doença infantil do comunismo

Neste texto, escrito em 2004, o então presidente do PCdoB analisa essa obra clássica de Lênin. Esta sempre foi considerada pelos comunistas como um verdadeiro compêndio sobre a tática e a estratégia revolucionárias. Ali, na polêmica com o esquerdismo, Lênin expõe o desenvolvimento da política dos bolcheviques e tira as lições necessárias daquela experiência vitoriosa. Ele compreendeu que naquela etapa histórica (1920) se os comunistas quisessem se tornar forças políticas reais deveriam passar à “ordem do dia a luta contra o isolacionismo sectário, as impaciências esquerdistas, os principismos doutrinários”. Esse seria o único meio de conquistar a maioria do povo e do proletariado.

Escreve Renato Rabelo: “Para o êxito da luta revolucionária é imperativo a celebração de alianças. Há uma grande estratificação das classes na sociedade capitalista, as quais assumem características diferenciadas, conforme cada país. Existem os conflitos internos no seio da classe dominante burguesa que devem ser explorados. Por conseguinte, afirma Lênin, as alianças são ‘extremamente preciosas’ por mais ‘precárias’ que sejam. (…) Na visão leninista é substituído o desejo de alianças ideais pela verificação objetiva das diversas forças sociais e políticas existentes, levando-se em conta a avaliação do percurso com que é possível caminhar com elas. O que interessa é a força efetiva do possível aliado, não tanto sua estabilidade, podendo mesmo, em cada situação, ser um ‘aliado de massas, temporário, vacilante, instável, pouco seguro, condicional’. O que conta é a influência que ele tenha sobre um setor determinado da sociedade, ou melhor: o seu peso quanto à possibilidade de desequilibrar a correlação de forças existente”. Leiam abaixo o texto completo da Apresentação à obra de Lênin.

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O tempo, a finalidade e o alcance da obra Esquerdismo, doença infantil do comunismo *

Esquerdismo, doença infantil do Comunismo foi escrita por Lênin em abril de 1920. É o último escrito longo deste eminente revolucionário comunista. O Partido Bolchevique foi o único a estar à altura de Marx, graças a Lênin, que não se limitou a sistematizar e divulgar o marxismo, mas soube empenhar-se para desenvolvê-lo de modo original. Poucos meses antes da convocação do II Congresso da Internacional Comunista (IC), 1920, Lênin se dedicara a escrever seu principal trabalho contra os desvios de “esquerda” e as posições sectárias. Entretanto, essa obra se tornará decisiva adiante, no III Congresso da IC (1921). Em seguida, as ideias expostas nesse livro vão orientar a reflexão que leva à definição da tática de frente única da classe operária, que será proposta pelo IV Congresso (1922) da IC.

Em Esquerdismo, Lênin traz à tona com uma densidade e uma lucidez excepcionais a variada e intensa vivência da luta revolucionária da corrente mais avançada do movimento operário mundial, refletindo “uma história prática de quinze anos (1903-1917), sem paralelo no mundo, em virtude de sua riqueza de experiências” e dos ensinamentos, prenhes de lições, do exercício do poder recém-conquistado.

Nesse texto, estão presentes as lições da luta contra o extremismo no seio do movimento operário. Lênin compreende a prioridade de construir a vanguarda comunista – primeira tarefa – com base nos princípios revolucionários marxistas, sem vacilações, na luta contra a corrente oportunista, socialdemocrata, que prevaleceu na II Internacional. Essa tarefa ocupou uma centralidade até o II Congresso da Internacional Comunista. A partir de então, os partidos comunistas já estavam essencialmente definidos, após o rompimento com a socialdemocracia.

Mas, como afirmava Lênin, a vanguarda sozinha está impossibilitada de levar a revolução à vitória. A fim de tornar as novas vanguardas comunistas forças políticas reais, passava à ordem do dia a luta contra o isolacionismo sectário, as impaciências esquerdistas, os principismos doutrinários. Portanto, uma segunda tarefa ocupou a centralidade desde o III Congresso da IC, e foi se impondo aos novos partidos comunistas: a conquista da maioria do proletariado. Em resposta às exigências desta tarefa, Lênin, em seu livro, procura fundamentar a real dimensão política do papel dos partidos comunistas. Ele demonstra, baseado em variada experiência dos bolcheviques na Revolução Russa, o contraste entre dois procedimentos a seguir – doutrinar sobre o comunismo, fixando-se nos marcos de uma seita; ou lutar para conquistar as grandes massas, transformando-se em um grande partido proletário de ação política.

Na sua exposição, o autor imprime às lições extraídas da prática revolucionária russa grande força de argumentação, comparando-a com a ação dos partidos que integravam a Internacional Comunista, revelando o infantilismo político dessas novas direções comunistas na Europa.

O Esquerdismo, pela dimensão teórica e a riqueza histórica de seus ensinamentos, alcançou o lugar de uma enciclopédia da tática e da estratégia revolucionárias do proletariado. É hoje parte constitutiva da base teórica dos partidos comunistas e referência maior acerca do modo pelo qual se trava a luta política contra a classe dominante capitalista.

O tema central e o fundamento dos ensinamentos

A concepção leninista expressa em Esquerdismo não separa as duas tarefas fundamentais da construção partidária e da direção revolucionária – formação da vanguarda da classe operária e conquista das amplas massas proletárias e não proletárias –, mas, ao contrário relaciona-as dialeticamente. São falsas a alternativas: partido ou massas, líderes ou massas. O Partido e suas direções se forjam precisamente ligados de forma estreita às grandes massas, intervindo nos grandes acontecimentos políticos. Por um lado, a comprovação prática da justeza de uma política só pode ser concretizada na relação com os grandes movimentos de massa. Por outro, o conceito de disciplina partidária – cimento da organização revolucionária e garantia da existência de núcleos dirigentes relativamente estáveis – tem seu fundamento na política e, por conseguinte, na teoria revolucionária. A criação das condições dessa disciplina – segundo Lênin – “é facilitada por uma justa teoria revolucionária, a qual, por sua vez, não é um dogma, porque se constitui de modo definitivo somente em estreita conexão com a prática de um movimento verdadeiramente de massas e verdadeiramente revolucionário.”

Na concepção marxista, muito bem definida por Lênin, se afirma que a teoria sem a práxis se fossiliza, e o partido afastado do movimento real de massas e revolucionário encerra-se num gueto político, não estando assim à altura de cumprir sua missão emancipadora da classe operária. Deve-se “trabalhar obrigatoriamente onde estejam as massas”, “mesmo nos Sindicatos ou organizações reacionárias”. Em suma, o Partido e as massas podem ser comparados como uma mesma moeda de duas faces: não se concebe uma firme disciplina revolucionária sem a vigência de uma política justa, comprovada no amplo movimento de massas, dirigido pela vanguarda, marxista-leninista; não se concebe um partido capaz de cumprir sua missão revolucionária – superar o capitalismo e construir o socialismo –, sem uma firme disciplina.

Dessa maneira, em Esquerdismo Lênin consegue culminar a síntese marxista da relação entre partido e massas, sendo este o tema central dessa obra.

Na áspera crítica às posições esquerdistas, Lênin se vale principalmente da exposição das lições concretas e precisas que advêm do curso vitorioso da Revolução Russa. A natureza dos ensinamentos consiste não nas formas institucionais assumidas pelo processo revolucionário, mas nos seus conteúdos, no exemplo dos fatos. Na sua exposição, compreendendo todo o texto, transparece o modo pelo qual se travou a luta, a essência da tática empreendida e a maneira de fazer política, distinta das procedidas pelos oportunistas de todos os matizes.

Há um rigor em diferenciar os processos revolucionários em cada período histórico, circunstância e lugar determinado, sublinhando a sua originalidade, e considerando suas mediações particulares. Referindo-se ao alcance internacional da experiência dos bolcheviques, admite ser preciso “reconhecer um tal significado para algumas características fundamentais de nossa revolução”. Mas, adverte: “seria um gravíssimo erro querer exagerar essa verdade, estendê-la a mais do que alguns traços fundamentais da nossa revolução.”

Os preceitos táticos e estratégicos que afloram da discussão travada por Lênin com o extremismo de esquerda assumem um valor teórico inestimável. São orientações sempre atuais para a prática política. É uma obra que orienta os partidos comunistas em sua gigantesca tarefa transformadora, revolucionária, elevando-os à condição de destacamentos políticos avançados, tendo em vista a conquista da hegemonia política no decurso da complexa luta de classes contra a burguesia e o imperialismo, e no seio do movimento operário ante os oportunismos de direita e de esquerda.

A relação entre tática e estratégia

A experiência sistematizada por Lênin em Esquerdismo demonstra que a definição da tática emana da correlação de forças – essência da tática – em cada momento da luta política em desenvolvimento. Por sua vez, a essência da estratégia revolucionária consiste na conquista da hegemonia política pelo partido do proletariado, durante um longo período de muitos embates, contra os setores dominantes da classe burguesa. Esse êxito estratégico – alcance da hegemonia – é produto das várias vitórias táticas, em vários momentos, e sobretudo em um momento que pode ser o decisivo. Essa é a lógica estratégica da luta entre uma força estruturalmente débil e pequena contra uma força dominante e poderosa. A primeira tem potencial para acumular grandes forças em uma luta de larga duração e assim colocar-se, depois de certo tempo, à altura de derrotar a segunda.

Neste livro, o grande dirigente revolucionário russo, apoiado numa “tal riqueza de formas, de matizes, de métodos de luta de todas as classes sociais contemporâneas”, desenvolve, em nível mais elevado que nas suas obras precedentes, um conjunto de conceitos fundamentais da relação entre a estratégia e a tática, e da tática revolucionária mais particularizadamente.

Na concepção leninista, a tática, sempre articulada à estratégia revolucionária, é definida substancialmente por sua “amplitude” de formas e a sua “máxima flexibilidade”. O conceito de tática tem seus fundamentos na realidade objetiva e subjetiva específica de cada processo político. Em consequência, cada formulação tática assenta-se no seguinte: 1) na peculiaridade histórica, política, econômica e social de cada luta revolucionária, considerando-se seu definido estágio de evolução; e 2) no nível de desenvolvimento do movimento real – atitude das massas, grau de contradição no seio do inimigo, e deste, em relação às demais classes e camadas sociais.

Dessa maneira, o primeiro aspecto decorre da compreensão de que os processos sociais são complexos, não idênticos, existindo assim diferentes modos de formação das classes sociais. Por conseguinte, não existe o capitalismo em estado “puro”. As realidades socioeconômicas são diferenciadas em cada país, gerando partidos com características diferentes. A classe burguesa não é homogênea, há nela diversa estratificação, formação de grupos, com consequentes formas de conflitos que podem ser aproveitadas pelo partido comunista.

O segundo aspecto é que essa situação objetiva se reflete no plano da realidade política em seu conjunto, através de uma determinada condição das massas, do seu nível de consciência e de organização, do papel e dimensão das forças sociais intermediárias e, finalmente, do grau de coesão do bloco inimigo.

Desse modo, podem ser levados em conta todos os aspectos da situação concreta, determinando o ponto de partida da ação política, o nível da batalha que possa permitir uma participação em maior escala das massas, sem renunciar à própria tarefa de vanguarda. Mais precisamente, a questão se resume em: a vanguarda não deve considerar o que lhe está nítido ou superado como estando compreendido ou assimilado pela classe proletária e as massas em geral. Não se pode pretender transferir mecanicamente em ação política imediata a consciência da vanguarda para as grandes massas. Exemplo clássico disso se relaciona à atitude tática diante das instituições políticas burguesas. Estas, do ponto de vista marxista, revolucionário, podem ser negadas historicamente. Mas, passando-se da avaliação histórica geral para a prática de cada situação nacional, essas instituições “não estão politicamente superadas” e podem constituir-se ainda em importantes meios de relacionamento com as massas, visando à elevação do seu nível de consciência.

A tática política

A definição da correlação de forças políticas em determinado momento do curso da luta de classes é a condição indispensável para se estabelecer o nível da batalha em andamento. Essa situação concreta explicitada é que permite a configuração da tática política (política imediata).

A elaboração dessa tática compreende o emprego de um conjunto de recursos, como: os compromissos e acordos necessários, as alianças possíveis, mesmo que temporárias, as formas concretas de luta e de organização, a dinâmica de avanços e recuos, tudo objetivando sempre a acumulação de forças e a procura do meio mais eficaz de isolar e golpear o inimigo principal, circunstância imprescindível para fortalecer e crescer as forças do proletariado.

O extremismo esquerdista, em reação às capitulações social-democratas, rejeitava quaisquer compromissos: “uma tese pueril, que é inclusive difícil de levar a sério”. Acrescenta ainda Lênin: “toda história do bolchevismo, tanto antes quanto depois da Revolução de Outubro, está repleta de manobras, de acordos e de compromissos com outros partidos, sem excluir os burgueses”. “Há compromissos e compromissos”. Na realidade, é preciso distinguir entre o compromisso que é capitulação diante da hegemonia do adversário, renúncia da própria autonomia política, e o compromisso que se tornou indispensável em função do nível das forças em luta, a fim de preservar as próprias fileiras e conseguir avançar, apoiando-se nas forças possíveis de serem unidas.

Para o êxito da luta revolucionária, é imperativa a celebração das alianças. Há uma grande estratificação das classes na sociedade capitalista, as quais assumem características diferenciadas, conforme cada país. Existem os conflitos internos no seio da classe dominante burguesa que devem ser explorados. Por conseguinte, afirma Lênin, as alianças são “extremamente preciosas” por mais “precárias” que sejam. É importante salientar ainda que, na visão leninista, é substituído o desejo de alianças ideais pela verificação objetiva das diversas forças sociais e políticas existentes, levando-se em conta a avaliação do percurso com que é possível caminhar com elas. O que interessa é a força efetiva do possível aliado, não tanto sua estabilidade, podendo, mesmo, em cada situação, ser um “aliado de massas temporário, vacilante, instável, pouco seguro, condicional”. O que conta é a influência que ele tenha sobre um setor determinado da sociedade, ou melhor: o seu peso quanto à possibilidade de desequilibrar a correlação de forças existente.

As alianças devem se desdobrar na política de frente única. Esta, preservando a independência do partido comunista, define o conteúdo da unidade de ação com as forças mais amplas e intermediárias. A conquista para os objetivos revolucionários da maioria proletária e não proletária se faz através de uma justa política de frente única, que defina como ligar-se às correntes que estejam organizadas entre os trabalhadores. Assim também às outras tendências pelas quais seja possível um contato mais amplo com as camadas médias da sociedade, tendo em vista finalidades políticas comuns. Esse é o caminho inevitável para levar a orientação da vanguarda comunista até o seio do proletariado e das massas ao geral, a fim de que eles possam tomar consciência da diversidade das “duas linhas” e perceber que, ao proporem os objetivos de frente única, os comunistas são os mais consequentes lutadores das necessidades reais da classe operária.

As formas de luta e de organização

No contexto da tática leninista, as formas de luta e de organização decidem qual o nível do embate que o partido de vanguarda pode empreender. As formas concretas de organização do proletariado não se inventam, mas resultam do movimento real, da experiência da luta, na qual se revela o grau efetivo a que chegou a consciência das massas. Não existem fórmulas predefinidas quanto aos meios de luta e de organização a serem adotadas nos diversos processos políticos. “A história em geral, e das revoluções em particular, é sempre mais rica de conteúdo, mais variada de formas e aspectos, mais viva e mais ‘astuta’ do que imaginaram os melhores partidos”. Por isso, a classe revolucionária para realizar sua missão deve “dominar todos os meios de luta”. É preciso estar preparada para “substituir uma forma por outra do modo mais rápido e inesperado”, para não se correr o risco de sofrer uma derrota fragorosa – às vezes decisiva.

Também “não se pode saber de antemão quando eclodirá em algum lugar a verdadeira revolução proletária e qual será o motivo principal que despertará, inflamará e lançará à luta as grandes massas, hoje ainda adormecidas”. Temos que realizar todo o trabalho preparatório, de acumulação de forças, bem assentado na realidade em desenvolvimento. Uma realidade que apresente vários elementos de uma crise multilateral – política, econômica e social – em andamento pode estar sujeita a uma reviravolta política provocada apenas por um fortuito acontecimento da vida nacional.

Ademais, para que haja uma mudança revolucionária é preciso a existência de um conjunto de fatores objetivos e subjetivos, dentro e fora do país.

Em Esquerdismo, a definição de crise revolucionária se reveste de rigorosa conceituação marxista, além de ser sobejamente explicitada por Lênin em todos os seus aspectos, demonstrando seu nítido conteúdo antivanguardista, antivoluntarista e antiespontaneísta. A situação revolucionária é caracterizada pela concomitância da crise das forças políticas predominantes e do Estado, com o poderoso ascenso da rebelião das grandes massas dirigidas por uma vanguarda influente e experimentada. A revolução é, assim, impossível sem uma crise de toda a nação (ou seja, que envolva explorados e exploradores), sem uma rápida e imensa ampliação da atividade política, em meio a uma conjuntura mundial de mudanças ou fortes desequilíbrios.

Uma conclusão relevante

No capítulo X de Esquerdismo, Lênin delineia “algumas conclusões”, as quais se colocam como a parte mais alta e concentrada da sistematização da experiência dos bolcheviques no curso da Revolução Russa. Entretanto, uma das conclusões assume importante relevo. É quando Lênin procura magistralmente situar as causas dos doutrinarismos de direita e de esquerda. Assim, descreve de forma sintética, o grande dirigente comunista:

“O doutrinarismo de direita obstinou-se em não admitir senão as formas antigas, e fracassou do modo mais completo por não ter percebido o novo conteúdo que surgia da nova época da luta revolucionária. O doutrinarismo de esquerda obstina-se em repelir incondicionalmente certas formas antigas, sem ver que o novo conteúdo abre seu caminho através de todas as espécies de formas e que nosso dever de comunistas consiste em dominá-las todas, em aprender a completar umas com as outras e a substituir umas por outras com a máxima rapidez, em adaptar a nossa tática a qualquer modificação dessa natureza, causada por uma classe que não seja a nossa ou por esforços que não os nossos”.

Em última instância, os dois desvios de doutrinarismo de direita ou de esquerda, que podem se transformar em oportunismos político-ideológicos, decorrem do “afastamento na prática da dialética marxista”.

 

O texto  integral de Esquerdismo, doença infantil do comunismo pode se acessado na página do marxism.org no link:  https://www.marxists.org/portugues/lenin/1920/esquerdismo/ 

* Texto de Apresentação ao livro Esquerdismo, doença infantil do comunismo de Vladimir Ilitch Lênin, publicado pela editora Anita Garibaldi em 2004.

** Renato Rebelo é ex-presidente do Partido Comunista do Brasil e atual presidente da Fundação Maurício Grabois. Autor do livro Ideias e Rumos (2009), publicado pela editora Anita Garibaldi.  

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