Por que, então, o bloqueio dos EUA a Cuba se mantém?

CompartHá 25 anos Cuba vem submetendo à votação na Assembleia Geral das Nações Unidas moção contra o bloqueio que os Estados Unidos ainda praticam contra a ilha. Ano após ano, crescentemente os países membros da organização mundial votaram contra o bloqueio.

Por Max Altman

Telesur

Pela primeira vez a votação dos países membros da ONU sobre o bloqueio dos EUA a Cuba não teve nenhum voto a favor

Nos últimos anos restavam pouquíssimos países a se opor ou se abster, todos eles sem qualquer expressão econômica ou política, salvo os próprios Estados Unidos e seu inarredável parceiro, Israel. Até que desta vez, Washington e, é claro, Tel Aviv resolveram abster-se.

Por que então, contra o consenso dos países e da opinião pública mundial, o bloqueio se mantém? Afirma a Casa Branca que nada pode fazer uma vez que a decisão de romper o bloqueio cabe ao Congresso norte-americano. Antes afirmava Washington que o problema dizia respeito apenas ao diferendo Estados Unidos/Cuba, e que os demais países não tinham de meter o nariz.

A arrogância do Capitólio segue mantendo o odioso e criminoso bloqueio, atendendo desse modo apenas os interesses vingativos e mesquinhos dos setores mais reacionários do país, em especial aqueles enquistados em Miami. Por que então os Estados Unidos, tido por muitos como “o baluarte da democracia” não se curva definitivamente à opinião democrática do concerto das nações, manifestada de maneira tão cristalina na Assembleia Geral da ONU?

Com 191 votos a favor e apenas duas abstenções, Cuba obteve nesta quarta-feira (26) o respaldo dos países da ONU em sua luta contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro que os Estados Unidos exercem contra a ilha há 54 anos. A comunidade internacional apelou em sucessivos discursos o levantamento do cerco aplicado pelos Estados Unidos durante mais de meio século.

Momentos antes da votação, a representante permanente norte-americana ante a ONU, Samantha Powers, adiantou a postura de Washington. Powers admitiu o fracasso da política de seu país contra Cuba e destacou que depois de mais de meio século optou por dar início a um caminho de diálogo com Havana. Afirmou ainda que a política anterior ao invés de isolar Cuba acabou isolando os Estados Unidos, especialmente na região latino-americana e no Caribe.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, considerou que o voto estadunidense constitui um “passo positivo”, se bem que o realmente importante é a desmontagem do bloqueio, apesar da abstenção. “É necessário, no entanto, julgar pelos fatos e estes demonstram a vigência do bloqueio e seu impacto na população cubana… O importante e concreto é a desmontagem do bloqueio”.

Rodríguez advertiu que as medidas executivas e as leis do bloqueio permanecem e são aplicadas com rigor até este momento pelas agências norte-americanas. O Congresso dos Estados Unidos não aprovou as emendas para que cesse o bloqueio. Ao contrário, apresentou 50 iniciativas que tentam reforçá-lo. 

Fonte: Opera Mundi

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