Reforma Política e o novo projeto para o Brasil

unnamed-2No ambiente do Salão Nobre da Câmara dos Deputados – no próximo dia 22 de novembro, às 10 horas — será lançado o livro “Reforma Política e Novo Projeto para o Brasil” escrito por Aldo Arantes, advogado, ex-deputado Constituinte de 1988, e deputado federal em várias legislaturas.

Como bem retrata Cezar Britto em Prefácio a este novo livro, falando sobre o movimento por uma reforma política democrática:–“Aldo Arantes continuava elegendo o povo como parceiro do seu sonhar democrático. E ao assim agir percebera que não estava sozinho. Encontrara vários sonhadores dos mesmos sonhos, especialmente na “Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”. Integrou-a de cabeça e coração, corpo e alma, participando de suas tarefas executivas, visitando os vários cantos e recantos do Brasil em missão política e, sobretudo, empregando as estratégias e táticas que aprendera em sua militância comunista. O estudante que abalara o Brasil na resistência ao golpe militar de 1964, com a mesma vitalidade, entendia que era preciso modificar a política atual, única forma de evitar um novo golpe”.

Sobre o livro propriamente dito, Cezar Britto é contundente em sua síntese do conteúdo básico da obra: “Em razão da sua coerente trajetória por um partido de conteúdo ideológico e perseguido em várias etapas da vida representativa brasileira, o livro traça um importante paralelo explicativo sobre o “Sistema Eleitoral Proporcional – Avanço Democrático”, a “Representação das Elites Dominantes – Sistema Majoritário ou Distrital”, o “Sistema Distrital Misto” e a “Coligação Proporcional e Cláusula de Barreira”. Na mesma toada explicativa, Aldo Arantes procura apontar saídas para a crise política que corretamente apontou na parte introdutória do seu livro. Este é um gesto típico de quem procura aliar o discurso crítico à práxis militante. É o que se encontra nos textos dedicados à “Coalizão pela Reforma Democrática e Eleições Limpas”, “Projeto de Lei de Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”, “Contra o Financiamento de Campanha por Empresa” e “Sistema Eleitoral Proporcional em Dois Turnos”.

E ao final conclui: “mas como se pode esperar de um autor que também é personagem ativo da própria narrativa contada, Aldo Arantes faz críticas e assume autocríticas sobre a crise política que impediu a concretização de uma Reforma Política Democrática, aprofundada pelo recente golpe que afastou a presidenta eleita Dilma Rousseff. É com este sentimento que escreve sobre a “Reforma Política do PT”, a “Reforma Política Antidemocrática” e a “Constituinte Exclusiva”. Experimentado no embate com os “corruptos que se arvoram em defensores da ética”, Aldo Arantes, corajosamente aponta alguns dos nomes que foram “arautos de moralidade” que nunca tiveram, fazendo juntar algumas provas, mesmo que dispensadas pela convicção que se tem sobre eles. E arremata: A história demonstra que, a utilização da denúncia de corrupção como arma de derrubada de governos comprometidos com a soberania nacional e com os direitos dos trabalhadores é uma marca da política brasileira”.

O livro de Aldo Arantes ainda contém como anexos: a Defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff, perante o Senado, durante o julgamento do impeachment; O Projeto de Iniciativa Popular de Reforma Política Democrática e Eleições Limpas; O Manifesto dos Juristas “Em Defesa da Constituição”; O Manifesto de Juristas: “Traidor da Constituição é Traidor da Pátria”; e alguns artigos publicados pelo autor: “Ponta do Iceberg da Crise Política Brasileira”; “Brasil, duas constituições?”; “O Supremo Tribunal Federal e o julgamento político do “Mensalão”; “Dois pesos, duas medidas no julgamento do STF”; “O financiamento privado de campanha: raiz da corrupção eleitoral”. 

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Um comentário

  1. É o que eu digo. Não tenha pressa, o dia de cada um ainda chegará. E o de alguns anda mais próximo do que pode imaginar!

    Tá na panela, come no mesmo bacanal, tá dentro!

    Primeiro levaram os negros
    Mas não me importei com isso
    Eu não era negro

    Em seguida levaram alguns operários
    Mas não me importei com isso
    Eu também não era operário

    Depois prenderam os miseráveis
    Mas não me importei com isso
    Porque eu não sou miserável

    Depois agarraram uns desempregados
    Mas como tenho meu emprego
    Também não me importei

    Agora estão me levando
    Mas já é tarde.
    Como eu não me importei com ninguém
    Ninguém se importa comigo.
    Bertolt Brecht

    BEM VINDOS AO INFERNO. BEM VINDOS AO FUTURO.
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2016/11/13/bem-vindos-ao-inferno-bem-vindos-ao-futuro/

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