PCdoB quer resgatar o papel do parlamento na eleição da Mesa da Câmara


O líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Daniel Almeida, emitiu nota nesta quarta-feira(18) sobre a posição da bancada em relação à eleição para a mesa diretora da Câmara dos Deputados. Para o parlamentar comunista é preciso resgatar o papel do parlamento numa situação de acentuada crise do país e com graves ameaças ao estado democrático de direito.

Ass. Lid. PCdoB na Câmara

 O líder do PCdoB anunciou posição na eleição da Mesa da Câmara dos Deputados

O deputado Daniel Almeida (BA) afirma que a bancada comunista, que esteve reunida nesta terça-feira (17) com a direção partidária, defende ” a constituição de um pacto sincero e transparente entre a maioria e a minoria com o objetivo de resgatar o apel do parlamento”. O líder comunista defende que a composição da Mesa “tenha como base uma plataforma mínima que respeite os ritos, o regimento e a pluralidade partidária”.  A bancada do PCdoB leverá essa posição ao seu campo político  e a setores mais amplos, entre eles o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é candidato à reeleição. 

Leia abaixo a íntegra da nota:

PCdoB quer resgatar o papel do parlamento na eleição da Mesa da Câmara

O Brasil vive um momento de grande singularidade. Passa por uma grave crise política, econômica e institucional. O desequilíbrio entre os poderes é grave e traz sérias consequências para o Estado democrático de direito. 

Nesse contexto é que ocorrerá a eleição para a Mesa da Câmara dos Deputados. 

Acreditamos ser necessário a constituição de um pacto sincero e transparente entre a maioria e a minoria parlamentar com o objetivo de resgatar o papel do parlamento.

Defendemos que a composição da Mesa tenha como base uma plataforma mínima que respeite os ritos, o regimento e a pluralidade partidária do parlamento. 

O PCdoB e sua aguerrida bancada se orienta pela defesa do equilíbrio e da harmonia entre os poderes, pela defesa da democracia.

Com base nessa referência democrática, dialogaremos com o nosso campo político e com setores mais amplos, entre eles o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

A bancada do PCdoB mantém sua agenda em defesa de uma reforma política plural e democrática e de oposição às reformas da previdência e trabalhista. 

Brasília, 18 de janeiro de 2017
Daniel Almeida, líder do PCdoB na Câmara dos Deputados

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4 comentários

  1. Não mudou a correlação de forças do parlamento que deu o golpe. Esta tese é mais pura tergiversação que eu já vi. Isto não é a mesma coisa de participar de sindicatos fascistas. Fortalecer o que? A perda de direitos? Os cortes na carne dos trabalhadores e do povo? O PCdoB, tão glorioso e de luta, deveria ter a coragem política de se diferenciar desta camarilha e propor uma alternativa real de luta para o povo brasileiro. #ForaTemer #ForaGolpistas #AbaixoConciliação

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  2. Uma composição com a maioria, como exposto no texto, traduz uma submissão ao golpismo. A eleição da mesa, como qualquer ato político da esquerda, deve servir para denunciar ao mundo o Estado de Exceção e o golpismo. A esquerda não deve repetir o adesismo de conluios passados mal sucedidos. Saudações socialistas. Luiz Augusto Rodrigues – Rio Pardo-RS.

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