Temer tenta remendar declaração de que Cunha deu golpe por vingança


Tentando remendar a confissão que deu durante entrevista concedida à TV Bandeirantes, Michel Temer disse ao jornalista Kennedy Alencar, do Jornal do SBT, que Eduardo Cunha determinou a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff após não conseguir os votos do PT no processo que seria aberto contra ele no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, mas que não há possibilidade de anulação do impeachment porque os deputados legitimaram a decisão de Cunha.

Reprodução

 

A declaração foi para responder a uma indagação sobre a afirmação feita pelo ex-ministro e advogado da presidenta Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, que informou que irá incluir a entrevista de Temer como prova no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Na entrevista, Temer disse acreditar que não há possibilidade de anulação do impeachment por conta de um “ato de vingança” de Cunha.

“Pelo regimento interno da Câmara, se o presidente da Câmara interferir no pedido de impedimento, há recurso no plenário. Com a margem muito significativa de votos que teve o impedimento, evidentemente se isso acontecesse, iria para o plenário e o plenário decretaria o início do impedimento. Estou apenas supondo hipóteses”, justificou.

Para reforçar a sua tese, Temer disse que a votação que completou um ano justamente nesta segunda (17), foi “uma coisa avassaladora” a favor do impeachment.

“Foi uma coisa avassaladora, em termos de votação. Se havia uma subjetividade dele [Eduardo Cunha] nessa direção, não foi o que comandou a decisão do plenário da Câmara e do Senado”, disse ele.

No entanto, na entrevista que concedeu à TV Bandeirantes, Temer contou essa versão para dizer que avisou a presidenta Dilma, como se estivesse dando uma notícia boa, sobre a decisão de Cunha de rejeitar o pedido de impeachment por conta da suposta decisão do PT em não votar pela abertura de processo contra o deputado no Conselho de Ética da Câmara. E disse que foi informado pelo mesmo Cunha de que aceitaria o pedido, por conta da decisão do PT de votar pela abertura do processo.

“Quando foi três horas da tarde, mais ou menos, ele me ligou dizendo: ‘olha, tudo aquilo que eu disse agora não vale, porque agora vou chamar a imprensa e vou dar início ao processo de impedimento'”, contou Temer.

Temer disse ainda não estar preocupado com uma possível delação de Eduardo Cunha que possa envolvê-lo. “Não sei o que ele pretende fazer, não estou preocupado com o que ele venha a fazer. Espero que ele seja muito feliz. Espero que se justifique em relação a todos os eventuais problemas que tenha tido. Acho que ele foi um deputado muito atuante, muito eficiente no exercício da legislatura. Mas não sei o que ele vai fazer, não tenho que me incomodar com isso”, declarou.

O ex-presidente da Câmara está atualmente preso em Curitiba desde outubro do ano passado. Recentemente, Cunha foi condenado a 15 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisa.

Do Portal Vermelho, com informações de agências

Anúncios

O que você achou desta matéria?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s