Adilson Araújo: Greve mostrou que trabalhador pode parar o país

Um século após a grande greve geral de junho de 1917 (que durou 30 dias) e 28 anos após a paralisação de 1989 (que atingiu 70% da população economicamente ativa), a classe trabalhadora brasileira é protagonista de um novo e histórico movimento grevista de massas.

As diferentes conjunturas trazem um elo comum: a unidade da força de trabalho contra abusos do poder econômico. Neste sentido, a Greve Geral desta sexta-feira (28), que atingiu todos os estados brasileiros e o Distrito Federal, pode ser um divisor de águas no acirrado embate de classes que vem ameaçando conquistas e garantias básicas da população trabalhadora, principalmente a mais vulnerável.

Esta é a aposta das lideranças das principais centrais sindicais, que se reuniram nesta tarde em frente à Superintendência do INSS, no viaduto Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, para fazer um balanço do movimento. No próximo dia 8, as centrais voltam a se reunir em São Paulo para um balanço nacional detalhado da Greve Geral no país.

“O recado das centrais é que a classe trabalhadora pode sim parar o Brasil se este governo continuar avançando sobre os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”, disse o presidente da Central dos Trabalhadore se Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo.

Presidentes da CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Intersindical, Nova Central, CGTB e CSB, organizadores da greve geral deste histórico dia 28 de abril, comemoraram a ampla adesão dos brasileiros à greve – em dados prévios divulgados pelas centrais sindicais, estima-se que pelo menos 40 milhões de trabalhadores(as) cruzaram os braços hoje.

Em suas falas, todos os dirigentes destacaram a importância histórica desta data, tanto pela contundente demonstração de força e amplitude do movimento sindical e popular, quanto pela reafirmação da unidade classista e sindical.

As centrais também definiram que atuarão agora para convencer os senadores a mudar o texto da reforma trabalhista enviado pela Câmara. “Será uma semana de extrema vigilância. Há bons sinais de que é possível mudar isso”, diz Araújo.

CTB

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