Deputados prestam solidariedade ao povo palestino

Ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara Jô Moraes (PCdoB-MG) defende construção da paz a partir da desocupação do território invadido por Israel.

Richard Silva/PCdoB na Câmara
Jô Moraes, Carlso Marun, Ibrahim Alzeben, Edimilson Rodrigues

Na quarta-feira (17), deputados se encontraram com embaixadores árabes para reafirmar seu compromisso na defesa do Estado Palestino. O encontro foi marcado pelo discurso duro do embaixador do Estado da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben. Em sua fala, Ibrahim lembrou da criação do Estado de Israel, em 1948, e das consequências para os palestinos.

“Uma problemática acompanhou a criação do Estado de Israel: Israel é um projeto que prega a exclusividade étnica e linguística de um grupo (judeu/hebraico) em detrimento de todos os outros. Então, a solução encontrada para lidar com a população árabe que vivia lá foi uma deliberada e metódica eliminação física e cultural dos povos tradicionais”, disse.

Segundo o embaixador palestino, 531 vilas, 11 áreas urbanas e 30 cidades foram totalmente destruídas à época, levando à expulsão de mais da metade da população, ou seja, 800 mil pessoas. Esse grupo, segundo Alzeben, deu origem aos mais de seis milhões de refugiados que habitam os países vizinhos em 58 campos.

A criação de Israel, em maio de 1948, se deu a partir de uma resolução aprovada um ano antes na Organização das Nações Unidas (ONU) e que previa a divisão do então território da Palestina em dois estados: um árabe e um judeu. Na época, a Palestina estava sob administração britânica e era habitada por uma maioria árabe. Por isso, a resolução da ONU, que foi aceita por líderes judeus, acabou sendo recusada pelos governantes dos países árabes vizinhos da Palestina. A tensão e violência da criação de Israel permanecem até os dias de hoje na região.

A violência constante na região permanece por duas razões, segundo o embaixador: o não reconhecimento de Israel do crime cometido e a permanência do fator ideológico. “Israel se recusa a reconhecer o crime que cometeu e, desta maneira, a aceitar as responsabilidades advindas de sua prática, como aceitar o retorno dos refugiados e/ou indenizar os sobreviventes expulsos de suas terras. Além disso, o projeto de Israel enquanto Estado sem árabes continua e a prática de limpeza étnica é um fantasma constante”, declarou Alzeben.

Para a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, o encontro com a comunidade árabe reafirma o compromisso dos deputados com a defesa do Estado Palestino. “Num momento de grande instabilidade geopolítica, levantar a bandeira da causa palestina é indicar o caminho para a construção da paz que passa, necessariamente, pela desocupação de todo território invadido pelo Estado de Israel”, defende.

Também participaram do encontro os deputados Carlos Marun (PMDB-MS), presidente do Grupo de Amizade Brasil-Vietnã; e Edmilson Rodrigues (PSol-PA); e os embaixadores do Líbano, da Mauritânia, da Jordânia, do Egito, de Marrocos, de Oman, da Arábia Saudita, do Iraque, da Tunísia, além de representantes do Conselho de Embaixadores da Liga Árabe.

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