Tributo à Paulo Fonteles

 

 

Inútil prender-te nos versos
Se tu voas inalcançável
Lira de malditos expropriados

Cantar-te traz inquietudes
Lembranças de lutas infindas
O gesto de quem não abdica do sonho

Se a morte te ceifou tão cedo
Encantaste-te nas correntes dos rios
Que matam a sede dos que lutam

Impossível ter-te morto inertemente
Se a vida não deixa que tu morras
Se nesses dias de trevas brilham tuas ideias

São muitos os que trilham a picada que abriste
Além da mata emprestando a tua coragem
Em busca da manhã que sempre volta

Belém, 10 de junho de 2017

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