CTB: Sobre a reunião desta quinta-feira no Planalto

A CTB alertou desde o início que a ruptura democrática implicaria na consolidação do golpe do capital contra o trabalho. Não houve vacilação nem na luta nem na resistência democrática. Contudo, o impeachment foi consolidado.

Nossa posição sempre foi a de fazer a denúncia do golpe, mas, passado o processo, iniciamos diálogos com as diversas esferas institucionais, inclusive reunindo com o governo, ainda que não reconheçamos a sua legitimidade.

Assim foi na luta contra a aprovação da PEC 55; contra a aprovação do PL 4.302, que abre espaço para terceirização irrestrita; no debate e luta contra as reformas da Previdência e Trabalhista.

Todos sabem que no último período, ao tempo que a reforma trabalhista era pautada na Câmara dos Deputados e no Senado, um grupo de centrais vinham dialogando com o governo. Inclusive, com esse diálogo é que foi suscitada a proposta de uma Medida Provisória (MP) a ser encaminhada pelo governo, que promoveria ajustes em alguns pontos, entre os quais estaria a proposta de contribuição assistencial a ser aprovada em assembleia.

Após a aprovação da reforma trabalhista, o governo ensaiou encaminhar para o Congresso a referida MP. Entretanto, não encontrou guarida, já que Rodrigo Maia declarou em alto e bom som que não estaria disposto a promover nenhum tipo de mudança na reforma trabalhista.

Tendo sido convidada a participar da reunião com o governo, nesta quinta (20), e após avaliar a gravidade do momento político, a CTB se fez presente, na figura do secretário geral Wagner Gomes, para ouvir o que estaria propondo o governo através da MP, no que concerne o custeio e sustentação material das entidades sindicais e a preservação dos direitos da classe trabalhadora.

É bom deixar claro que nestas reuniões sempre estiveram presentes a UGT, Força Sindical, CGBT, CSB e até mesmo a CUT.

Do relato, o que podemos desenhar é que o governo não reúne forças para encaminhar a MP. Ficou evidenciado é que o governo vai jogar a matéria para o Congresso.

Com o cenário que se desenha, somente com ampla articulação política com a base parlamentar é que reuniremos condições para construir, na difícil correlação de força, mecanismos para preservar os direitos e a possibilidade de termos uma forma alternativa ao imposto sindical que garanta a sobrevivência das entidades sindicais.

*Adilson Araújo, presidente nacional da CTB*

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