Luciano Siqueira: Muito mais do que um detalhe, decisivo

Um dos pilares do pensamento político do PCdoB — tratado com invulgar esmero, sobretudo a partir da 6ª. Conferência Nacional, em 1966, sob o regime militar —, a precisa consideração da correlação de forças permeia toda orientação partidária.

É referência essencial no Programa partidário e na linha política dele decorrente.

O Programa reafirma o rumo estratégico socialista e adota como roteiro tático um conjunto de reformas estruturais, nenhuma delas de conteúdo socialista.

Reformas progressistas que, uma vez conquistadas mediante lutas populares de grande envergadura, propiciarão dupla conquista: a elevação substancial do padrão de vida material e espiritual do nosso povo; e o enorme desenvolvimento político e organizativo das forças subjetivas vocacionadas para a condução do salto civilizatório futuro, de natureza socialista.

Essa equação, assim sintetizada, corresponde a uma precisa avaliação da atual correlação de forças no mundo e no Brasil — em que o grande capital financeiro e as modernas oligarquias detêm a iniciativa e as forças democráticas e populares resistem ainda nos marcos de uma defensiva estratégica.

Esse elemento indispensável à orientação tática, entretanto, não tem encontrado guarida em boa parte das correntes políticas do campo democrático. O PT, que exerceu a hegemonia nos governos Lula e Dilma, não o valorizou devidamente em momentos cruciais da luta contra as forças reacionárias.

Por exemplo, após o pleito de 2014, enxergou a reeleição da presidenta Dilma, mas não a larga predominância do centro conservador e da direita no Senado e na Câmara. Daí a sequência de erros táticos – da disputa pela presidência da Câmara com candidato próprio, dando lugar a assunção de Eduardo Cunha, a exclusivismos e sectarismos na luta contra o impeachment.

Isto está muito bem posto no Projeto de Resolução Política ora em debate no 14º. Congresso do PCdoB, tanto na avaliação do recém interrompido ciclo transformador, como na proposta de uma ampla frente de resistência ao governo golpista.

Evidente que a correlação de forças jamais será algo estático. A situação é sempre sujeita a alterações. No Brasil de agora, um ingente desafio é esclarecer, motivar e colocar em movimento amplos contingentes da maioria da população que rejeita Michael Temer e seu governo.

Para uma ulterior inversão da situação e retomada da ofensiva.

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Luciano Siqueira

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