Depois de salvar a pele, Temer reduziu em R$ 2 bilhões as emendas


O governo reduziu drasticamente as verbas de emendas parlamentares em agosto. Enquanto em julho foram R$ 2,2 bilhões e em junho R$ 2 bilhões, no mês de agosto as emendas somaram apenas R$ 199 milhões.

O montante bilionário foi resultado da tramitação do Congresso da primeira denúncia por corrupção passiva contra Temer, que foi engavetada em votação no plenário da Câmara. Para se ter uma ideia, de janeiro a maio, as emendas empenhadas somaram apensas R$ 102,5 milhões.

As emendas parlamentares são recursos previstos no Orçamento, cuja aplicação é indicada por deputados e senadores. Para o pagamento, é preciso que o Executivo autorize até o ano seguinte. Com isso, os valores são empregados em projetos e obras nos estados e municípios quando o Palácio do Planalto decidir.

No entanto, o governo tem transformando a verba numa espécie de barganha para garantir que a pele de Temer seja salva. É o que denunciou parlamentares da oposição, que acusam Temer de trocar liberação de emendas par atender interesse pessoais de Temer.

Enquanto junho e julho foram os meses de maior empenho, agosto foi o mês de pagar. Ao longo de todo ano, R$ 896 milhões em emendas foram executados. Desse montante, R$ 826 milhões foram só em agosto.

Temer usou toda a sua munição na votação da denúncia e esperava ter um resultado maior na votação, mas não contava com o racha no PSDB e a perda dos votos em legendas aliadas, o que só aumentou o enfraquecimento do governo.

O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu nesta segunda-feira (4), que o governo perdeu a força no Congresso e não desfruta mais dos 280 votos cativos como antes.

A votação da nova meta fiscal, que subiu de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões, não foi concluída, pois o governo não conseguiu o quórum necessário. Nos bastidores, deputados reclamavam que o governo não cumpriu as promessas feitas para garantir o voto contra a denúncia.

Além disso, a permanência dos tucanos no governo tem gerado desconforto para o governo. A bancada tucana rachou no apoio ao governo, não garantiu a vantagem esperada. O chamado “centrão”, argumenta que o governo mantém as benesses dos tucanos, mesmo depois da traição.

Sem dinheiro para atender as emendas, o governo tenta resolver a choradeira da base aliada. De acordo com levantamento feito pelo Poder 360, de 28 de agosto a 1º de setembro, o governo demitiu 66 servidores indicados por deputados que votaram a favor da admissibilidade da denúncia contra Michel Temer.

Do Portal Vermelho, com informações de agências e do Poder 360

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