Câmara debate os 100 anos da Revolução Russa

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional promoveu audiência pública para analisar os avanços nas relações entre Brasil e Rússia desde a Revolução Russa de 1917. A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), que propôs o debate, destacou que, nos últimos anos, o relacionamento entre os dois países tem se intensificado de maneira significativa.

 

Richard Silva/PCdoB na Câmara

 

“A Revolução Russa de 1917 certamente é um marco do século XX. Evento mundial de magnitude reconhecido mesmo entre aqueles que discordam dos ideais que o provocaram. Seria impossível compreendermos muitos elementos que marcam hoje nossas sociedades sem conhecermos os efeitos da Revolução Russa sobre o mundo”, contextualizou Jô Moraes.

O embaixador da Rússia, Sergey Akopov, considerou um avanço que as relações não dependam mais de fatores político-partidários. “O contato que temos com o Brasil é mais ativo do que com a Europa. Não somente entre presidentes, mas entre outras áreas de poder. Entre os parlamentos de nossos países”, disse.

De acordo com a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Zoia Prestes, há cem anos o mundo “assistia as transformações instaladas no poder por camponeses e trabalhadores”. Ela acrescentou que a revolução possibilitou a emergência de uma “teoria que até hoje é estudada na nossa educação e psicologia. E ainda fomenta estudos sobre o ser humano. A prioridade era a escola”, afirmou.

Em termos de alfabetização, 99,4% da população sabe ler e escrever. Isto deve-se ao sistema educacional criado durante a era da URSS. No período da revolução o índice era de praticamente 100% da população alfabetizada.

O presidente da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo, Gilberto Ramos, lembrou do período que viveu no país. “É preciso elevar-se o patamar das relações culturais, políticas e econômicas. Estamos aí para trabalhar e apoiar essa parceria”, disse. O atual fluxo comercial entre Brasil e Rússia está em US$ 4,3 bilhões.

Segundo a deputada Jô Moraes, essa relação se dá por meio de visitas de altas autoridades, da atuação conjunta no âmbito multilateral (ONU, G-20, Brics), do aumento do intercâmbio comercial e dos fluxos de investimentos e do aprofundamento da cooperação, especialmente em matéria aeroespacial e técnico-militar.

Fonte: PCdoB na Câmara, com informações da Agência Câmara

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