Aldo Arantes: “Zarattini era um homem de luta, um revolucionário”


“Zarattini era um homem de luta, um patriota, um revolucionário”, afirmou Aldo Arantes, membro da Comissão Política do Comitê Central do PCdoB e deputado Constituinte de 1988, lamentando a morte de Ricardo Zarattini Filho, que faleceu neste domingo (15), aos 82 anos.

Ricardo Lou/Futura Press

 

Zarattini ou Velho Zara, como era conhecido, era engenheiro e foi deputado federal pelo PT. Sua história de vida é marcada pela militância política, deixando um legado de luta que teve início na sua juventude com forte participação nos movimentos sociais. Iniciou sua militância política em 1952, na campanha “O petróleo é nosso”, quando se aproximou do Partido Comunista do Brasil (PCB). Foi presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo entre 1959 e 1960. Em 1961 participou da mobilização pela posse de João Goulart na Presidência.

“Ele deixa para todos nós, principalmente para a esquerda, o legado de quem deu a vida à luta”, enfatizou Aldo, que conviveu com Zarattini na luta contra a ditadura militar, que o prenderam e torturaram.

“Tive a oportunidade de conviver com Zarattini já na clandestinidade. Ele morava em São Paulo e o visitei em sua casa na rua Avanhandava. Posteriormente, com a radicalização da ditadura, a clandestinidade se tornou ainda mais necessária e nós voltamos a nos encontrar, só que desta vez no presídio político do Barro Branco”, relembra Aldo.

Exilado após troca com o embaixador americano Elbrick, Ricardo Zarattini voltou ao Brasil e lutou pela democracia. Em maio de 1978, ele foi preso, levado para a Rua Tutóia, sede do Doi-Codi, sofrendo diversas sessões de tortura. Após semanas, foi transferido para o presídio militar do Barro Branco onde ficou até 1979, quando a Anistia foi aprovada.

“Este é o momento de reafirmar o reconhecimento da sua luta. Num momento de dificuldade como este que vivemos, em que parece tudo difícil e complexo, sua trajetória mostra que tudo pode mudar. Um dos elementos dessa mudança é a determinação. Essa firmeza, coerência e compromisso com a revolução de Zarattini é uma inspiração para todos nós e, sobretudo, para a juventude que tem uma responsabilidade com o futuro do Brasil”, salientou.

“Minha história de vida é uma história de vida de todos aqueles que lutaram naquele período. A maior marca deixada não é individual, é de toda uma série de companheiros retirados da vida política e que hoje seriam pessoas importantes para que o país atingisse seus objetivos”, definiu Zarattini.

Do Portal Vermelho

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