Lula não está foragido e a resistência continua


Depois de horas de expectativa sobre qual seria a decisão do ex-presidente Lula com relação à ordem de prisão do juiz Sérgio Moro, o recado foi claro: “Lula está num lugar público, ao lado do povo”, anunciou a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann. O ex-presidente não se recusa a se entregar à justiça, e está à disposição.

Por Mariana Serafini

“A grande mídia está dizendo que Lula está foragido, eu nunca vi um foragido que o Brasil inteiro sabe onde ele está”, com esta frase, o presidente do MTST, Guilherme Boulos, anunciou que a vigília em defesa de Lula continua.

Já a deputada estadual do PCdoB Manuella D’Ávilla destacou a importância da militância que está fazendo uma resistência pacífica e deve continuar assim, em defesa da democracia e do ex-presidente.

Ao longo do dia, milhares de pessoas de diversas partes do país chegaram ao Sindicato para apoiar Lula. O clima, apesar de tenso, é de alegria e resistência. A militância está disposta a resistir porque sabe que cumpre um papel histórico em defesa de um dos maiores lideres políticos da América Latina.

Após o horário estabelecido por Moro para Lula se entregar, 17 horas, as tropas de choque da Polícia MIlitar começaram a cercar o prédio, mas a ação ofensiva não intimidou a militância, que garante: “não vai arredar o pé” do Sindicato, que agora é o maior foco de defesa da democracia no Brasil.

Diferente do que a grande imprensa diz, Lula não está escondido, pelo contrário, ele passou o dia todo dentro do sindicato, em uma sala reservada com outras lideranças políticas. Após o ato político, que começou por volta das 17h30, o ex-presidente vai continuar no prédio dos metalúrgicos e fica à espera da ordem judicial para prendê-lo.

O prédio do Sindicato, em seus quatro andares, conta com estrutura necessária para abrigar centenas de militantes. Os movimentos sociais organizam a estrutura para manter seus membros mobilizados. Porém, ao longo desta sexta-feira (6), faltou água durante todo o dia e não há perspectiva de regularização da situação. Vale ressaltar que os comércios ao redor, na mesma rua, não sofreram com falta de água, a ação parece orquestradas para dificultar a permanência no local.

Há 40 anos, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi um importante foco de resistência à ditadura e berço do dirigente sindical Lula, que após três tentativas, chegou à presidência da República. Hoje, o local volta a ser palco de resistência, os movimentos sociais aqui reunidos buscam barrar o golpe que avança contra os direitos dos trabalhadores.

Do Portal Vermelho

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