Walter Sorrentino: Karl Marx é um dos mais importantes intelectual e revolucionário de todos os tempos

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Karl Marx é um dos mais importantes intelectual e revolucionário de todos os tempos. Sua obra foi fulcral nos grandes acontecimentos do século XX e segue indispensável à jornada transformadora na contemporaneidade. Ela se tornou a primeira a desvendar histórica e cientificamente o capitalismo, com o método dialético e materialista, expondo suas contradições endógenas insanáveis. O mundo capitalista que ele descreveu é ainda hoje, nos aspectos essenciais, o mundo da atual fase neoliberal do capitalismo.
Tal pensamento gerou a práxis social que legou ao mundo extraordinárias conquistas sociais e a mais formidável onda de descolonização anti-imperialista do mundo. Não obstante, a derrocada da União Soviética em 1989-1991 precipitou o fim da primeira experiência histórica de estruturação continuada de um sistema socialista. Isso resultou em imenso retrocesso político, ideológico e civilizacional e explicitou um descompasso da teoria marxista face à realidade em contínua transformação.
Um ponto crítico saliente para isso foi ter se transformado o marxismo em “doutrina de Estado”, o que evidenciou o próprio desfiguramento da natureza dialética do pensamento de Marx, a começar pela imposição de um “um modelo” de socialismo que seria universal, único para todos os partidos comunistas e operários. Estagnou-se o seu desenvolvimento com base no estudo de novos fenômenos, bem como dos êxitos e revezes da luta revolucionária.
Nesses acontecimentos prevaleceu uma concepção contrária ao de Lênin: “não consideramos (…) a teoria de Marx como algo acabado e intocável (…), esta teoria não faz senão fixar as pedras angulares da ciência que os socialistas devem impulsionar em todos os sentidos.”
O capitalismo neoliberal globalizado, do final do século XX e início deste século, exibe em vários aspectos vitais a análise de Marx. Face a isso, a classe dos trabalhadores segue contando como uma base teórica imprescindível para as lutas políticas de classes, inclusive para o desenvolvimento e renovação da teoria, tendo em vista desbravar um mundo novo no século XXI.
As experiências socialistas chinesa, vietnamita ou cubana, representam alternativas próprias que vêm conseguindo formular caminhos de transição ao socialismo na atual quadra histórica. Dão novas respostas a isso, assentadas essencialmente, como se deve, no solo das específicas formações econômico-sociais, na história das nações e suas lutas populares, a partir do grau relativo de desenvolvimento das forças produtivas que se herda e no curso real da luta política em cada situação.
Ademais, há uma busca incessante de encontrar caminhos revolucionários na luta nos países em desenvolvimento e da periferia do sistema internacional, na luta anti-imperialista e anti-neocolonial, com a conquista de um Poder Democrático Popular que gerem projetos de desenvolvimento a serviço dos trabalhadores, do povo e da nação.
O desenvolvimento da teoria marxista exige, assim, o enfrentamento de novas questões no espírito da época e distante da noção de um modelo universal. Tal pujante teoria não é algo acabado, mas sim passível de ser desenvolvida e renovada. Todo e qualquer conhecimento estático está fadado ao fracasso, pois o saber não é linear, nem segue uma curva progressiva. Assim pode a obra de Marx seguir sendo um guia para a ação transformadora, em diálogo crítico com outras correntes de pensamento, com o intuito de compreendermos com mais profundidade os desafios do mundo contemporâneo e a luta pelos caminhos ao socialismo.
Por isso são tão importantes e temas prioritários de estudo as experiências dos países que levantam hoje a bandeira do socialismo, e que buscam construir caminhos próprios para tal edificação, fazendo vivo o socialismo no nascente século XXI.
Os comunistas brasileiros temos por Programa um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento – soberano, democrático e popular – sob a direção de forças avançadas, como o Caminho Brasileiro ao Socialismo, único capaz de superar a condição de nação semiperiférica nas cadeias globais de produção e divisão internacional do trabalho, num prazo de 20-30 anos e, assim, abrir caminho a sucessivas etapas e fases de transições ao socialismo.
Chega o tempo de as trevas da crise do socialismo serem substituídas pelas luzes de uma nova luta pelo socialismo, que enche de promessas e esperanças a luta da classe dos trabalhadores e dos povos em todo o mundo rumo a um novo patamar civilizatório da humanidade.
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