Com apoio da Grabois, Boitempo lança O marxismo ocidental, de Losurdo


À diferença do oriental, o marxismo ocidental perdeu o vínculo com a revolução anticolonialista mundial – ponto de virada decisivo do século XX – e acabou sofrendo um colapso.

O marxismo ocidental
de Domenico Losurdo

Nascido no coração do Ocidente, o marxismo se disseminou, com a Revolução de Outubro, por todos os cantos do mundo, desenvolvendo-se de maneiras diferentes e contrastantes, de acordo com o contexto histórico, social e econômico. À diferença do oriental, o marxismo ocidental perdeu o vínculo com a revolução anticolonialista mundial – ponto de virada decisivo do século XX – e acabou sofrendo um colapso.

Em seu novo livro, Domenico Losurdo conta a parábola do marxismo ocidental: seu nascimento, sua evolução e sua queda. Uma obra polêmica e combativa, que pode ser considerada uma espécie de acerto de contas com o percurso do marxismo ocidental, repassando toda a sua trajetória até suas figuras atuais, como Slavoj Žižek, David Harvey, Alain Badiou, Giorgio Agamben e Antonio Negri, sem deixar de visitar pensadores já clássicos como Theodor W. Adorno, Max Horkheimer, György Lukács, Herbert Marcuse, Louis Althusser, Ernst Bloch e Jean-Paul Sartre. Losurdo diagnostica a “morte” do marxismo ocidental, retraça sua gênese e coloca questões decisivas: seu renascimento seria possível nos dias atuais? Sob quais condições?

***
“Domenico Losurdo põe em evidência, entre outros, os efeitos politicamente esterilizantes do radicalismo retórico dos pensadores eurocêntricos. Mas a crítica, para ele, não se exaure em seu momento negativo; ela se inscreve na construção histórica da ideia de uma humanidade efetivamente universal. É indispensável, para a reativação do marxismo nos países ocidentais, uma nova síntese programática que ultrapasse a separação entre as lutas diretamente anticapitalistas e as lutas anti-imperialistas e incorpore, em escala internacional, todas as grandes lutas de nosso tempo contra as diferentes modalidades de opressão étnica, racial e sexual.” – João Quartim de Moraes

“Losurdo é um filósofo-historiador de grande lucidez, autor de livros sempre inovadores.” – La Stampa

“Há sempre algo para aprender dos livros de Domenico Losurdo.” – Corriere dela Sera

Trecho da obra

“A história que me proponho reconstruir começa a se delinear entre agosto de 1914 e outubro de 1917, entre a eclosão da Primeira Guerra Mundial e a vitória da Revolução de Outubro. Na esteira desses dois acontecimentos históricos, o marxismo conhece uma difusão planetária que o projeta para além das fronteiras do Ocidente em que permanecera confinado na época da Segunda Internacional. No entanto, há o outro lado da moeda desse triunfo: o encontro com culturas, situações geopolíticas e condições econômico-sociais tão distintas entre si estimula um processo interno de diferenciação, com o surgimento de contradições e conflitos antes desconhecidos. Para compreendê-los, somos obrigados a nos questionar sobre as motivações de fundo que levam à adesão ao movimento comunista e marxista que toma forma naqueles anos.”

Ficha técnica

Título: O marxismo ocidental
Subtítulo: como nasceu, como morreu, como pode renascer
Título original: Il marxismo occidentale : come nacque, come morì, come
può rinascere
Autor: Domenico Losurdo
Tradutores: Ana Maria Chiarini e Diego Silveira Coelho Ferreira
Orelha: João Quartim de Moraes
Páginas: 232
Preço: R$49,00
ISBN: 978-85-7559-613-5
Editora: Boitempo
Apoio: Fundação Mauricio Grabois

Sobre o autor

Domenico Losurdo nasceu em 1941, na Itália. Professor de História da Filosofia na Universidade de Urbino, doutorou-se com uma tese sobre Karl Rosenkranz. Tem diversas obras publicadas no Brasil, entre elas: Contra-história do liberalismo (Ideias & Letras, 2006), Liberalismo: entre civilização e barbárie(Anita Garibaldi, 2006), Nietzsche, o rebelde aristocrata(Revan, 2009), A linguagem do império: léxico da ideologia estadunidense (Boitempo, 2010), A luta de classes: uma história política e filosófica (Boitempo, 2015) e Guerra e revolução: um século após Outubro de 1917 (Boitempo, 2017).

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