Luciano Siqueira: Tem muito jogo a ser jogado


Verdade que em todas as pesquisas o percentual de eleitores tendente a votar nulo ou branco ou se ausentar das eleições é ainda altíssimo, reflexo do desencanto e da desesperança.

Também é verdade que a campanha agora é muito curta e a variável tempo ganhou dimensão sem precedentes.

Para Geraldo Alckmin, candidato tucano à presidência, o tempo o faz perder o sono porque terá que subtrair diariamente preciosos pontos nas intenções de voto em concorrentes do seu campo, sobretudo de Jair Bolsonaro e Marina Silva.

Daí a importância do tempo de exposição na TV e no rádio, que conquistou via alianças com partidos do chamado centrão.

Principalmente os spots a serem inseridos na programação normal da TV.

Mas há outros fatores igualmente importantes, alguns até que podem ser decisivos, tanto para despertarem o interesse da imensa parcela do eleitorado ainda equidistante, como para mudar o desenho das intenções de voto.

A análise dos dados de pesquisas há que considerar isso. Tanto em relação à disputa nacional como nos estados.

Em todas as pesquisas, por exemplo, o fator Lula continua preponderante. O ex-presidente lidera em todos os cenários quando incluído entre os concorrentes e enseja a disputa pelo seu espólio, quando substituído pelo companheiro de partido Haddad.

Na disputa nacional, que candidato situado à esquerda se credenciará a um provável segundo turno — Ciro Gomes ou Fernando Haddad (a se confirmar o impedimento de Lula)?

Depende.

Ciro, em empreitada solo (o PDT não conquistou alianças), terá que rapidamente subtrair eleitores tanto de Marina (que provavelmente se desidratará bastante no curso da campanha), como de Haddad, do qual terá que se diferenciar sem queimar pontes para uma composição em seguida.

Semelhante situação é encarada pelos candidatos do centro-direita, Alckmin e Marina. Precisam ultrapassar o ex-capitão da extrema direita.

Também há uma variável que segue se alimentando que nem fogo de monturo: as consequências objetivas da agenda do governo Temer e a insatisfação popular que gera.

Muitos são os candidatos que fogem como o Diabo foge da cruz de qualquer identificação com o governo, e não conseguem.

Caso de Alckmin e Meirelles, em plano nacional.

Nos estados, inúmeros — a exemplo dos dois senadores da chapa de oposição em Pernambuco, encabeçada pelo candidato a governador Armando Monteiro, ex-ministros de Temer, Mendonça Filho e Bruno Araujo.

Em suma, no campo real da batalha, sensibilizar o eleitorado e ganhar posições se diferenciando de adversários e concorrentes é ingente desafio.

Ponto para a tática política e a capacidade de mobilização da sociedade, para muito além de artifícios midiáticos e da pirotecnia.

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