Luciana Santos à militância: “Temos grandes desafios pela frente”


Em entrevista concedida nesta terça-feira (28), na sede do Comitê Central em São Paulo, a presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, candidata a vice na chapa que tem Paulo Câmara, candidato à reeleição ao governo de Pernambuco, abordou o ambiente em que se compõe o quadro eleitoral no Brasil.

“Nós estamos numa campanha singular, pois se dá sobre o marco de um golpe de estado que aconteceu há dois anos, que significou uma derrota estratégica para o nosso campo e para o nosso projeto nacional e popular que foi interrompido para impor um projeto antinacional e antipovo. E o que nós assistimos de lá para cá, foi uma narrativa fracassada”, considerou.

“Esse conluio que se armou das forças políticas conservadoras, setores do poder econômico, em particular o mercado financeiro, associada a setores do poder judiciário. Eles venderam uma narrativa de que era necessário interromper o mandato da presidenta Dilma porque o Brasil precisava enfrentar a corrupção, a retomada do desenvolvimento, a estabilidade política e o que estamos assistindo é exatamente o contrário”.

Medidas de retrocesso no governo Temer

Luciana destacou como foi grande o retrocesso na condição de vida do povo brasileiro nos últimos anos, além das perdas de direitos como na reforma trabalhista “que precarizou as condições de trabalho do povo brasileiro” e citou a falta de investimentos essenciais e básicos na saúde e educação, com a aprovação da PEC do teto dos gastos. Disse que os brasileiros amargam altas taxas de desemprego, a volta da fome e da miséria e que ainda convivem com o retorno de doenças que já tinham sido erradicadas, como o sarampo e a poliomielite.

A dirigente cita ainda o desmonte do Estado, o sucateamento do BNDES e a ameaça de privatização da Eletrobras, mas sobre esse último tema, “conseguimos reverter” no Congresso Nacional, lembrou Luciana. “Felizmente foi uma batalha que vencemos”.

A também deputada federal (PCdoB-PE) enfatizou os retrocessos que tomam conta do ambiente eleitoral e por isso, disse ela, “Michel Temer acaba sendo o principal cabo eleitoral do nosso campo”, brincou. “Porque do ponto de vista da narrativa que eles fizeram, ela não existiu, ela fracassou”, explicou.

“E para nós, paradoxalmente, apesar de toda a ofensiva deles, temos a chance de ganhar a presidência da república pela 5º vez consecutiva”

Aliança com o PT para a presidência da República

A presidenta nacional afirmou que o PCdoB joga um papel protagonista nas eleições presidenciais de 2018. “Pela primeira vez em 30 anos de aliança básica com o Partido dos Trabalhadores, o PCdoB, com Manuela d’Ávila está na condição de virar vice-presidente da república, seja de Luiz Inácio Lula da Silva (…), seja vice de Haddad”, disse.

 

Luciana Santos chamou de “cenário significativo para a história do PCdoB”, a condição de compor junto ao PT um projeto político possivelmente vitorioso, podendo chegar ao segundo turno”.

Disse que a pré-candidatura de Manuela foi acertada, pois ela representou a mulher guerreira que mostrou ao Brasil o que o PCdoB pensa para a saída da crise e quais são os compromissos do partido com um país menos desigual.

Considero que entra na cena o debate de ideias e o sentido da nossa existência, de propagandear um caminho socialista com respeito a diversidade e que se comunique com as mulheres, que representa mais da metade da população, abordando um papel proativo que a mulher joga. E que elas são as principais vítimas do Estado. Que amargam o desemprego e a dificuldade em exercer atividade pública ou econômica e na condição da mulher, mãe no mercado de trabalho.

“Temos grandes desafios pela frente”, reflete.

Projeto Eleitoral do PCdoB nos estados

Por fim, a dirigente nacional deu uma orientação para a militância comunista em apoiar as candidaturas de Flávio Dino em sua busca pela reeleição como governador do Maranhão. Destacou a luta de Vanessa Grazziotin para voltar ao Senado, ressaltou as candidaturas a vice do PCdoB aos governos de Pernambuco e de Jô Moraes como vice do Fernando Pimentel em Minas Gerais. Reforçou o projeto eleitoral do PCdoB em busca de ultrapassar a clausula de barreira e falou da combativa bancada comunista na Câmara dos Deputados e suas tentativas em barrar os retrocessos, estando entre as 100 cabeças mais atuantes no Congresso Nacional.

 

 

 

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