Nicaraguenses marcham pela paz e em protesto contra a direita


Milhares de pessoas voltaram a se manifestar no último sábado, em Manágua, capital da Nicarágua, para exigir justiça e reparação para as vítimas da violência da tentativa de golpe contra o governo de Daniel Ortega.

Entre a Praça das Vitórias e a Avenida de Bolívar a Chávez, os manifestantes exigiram também “castigo” para os autores dos crimes que conduziram à morte de 198 pessoas, entre 18 de Abril e 25 de Julho.

A jornada de mobilização, também marcada pela reivindicação de paz e pelo apoio à Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), serviu ainda para assinalar o 38.º aniversário da Cruzada Nacional de Alfabetização “Heróis e Mártires pela Libertação da Nicarágua”, que permitiu reduzir a taxa de analfabetismo herdada da ditadura de Somoza, superior a 50%, para perto de 10%.

“A Nicarágua regressa à paz e à normalidade, depois de ter estado praticamente três meses submetida às ações de vandalismo perpetradas por grupos violentos”, disse nesta segunda-feira, Bettina Rodríguez, embaixadora do país centro-americano na República Dominicana.

Em declarações à Prensa Latina, a diplomata sublinhou que o governo nicaraguense leva a cabo uma série de medidas e trabalhos que não visam conduzir o país “ao seu estado inicial (isso é difícil, depois de tudo o que se passou)”, mas que têm por objetivo fazer com que “as populações possam realizar a sua vida cotidiana”.

Neste sentido – explicou –, “estão sendo promovidos encontros com as populações para aferir as suas necessidades em cada localidade e, dentro do possível, encontrar soluções para os problemas”.

Sobre a reconstrução do país, Bettina destacou os esforços efetuados na rede viária, muito danificada pela violência dos últimos meses, destacou a recuperação das infraestruturas no setor do turismo – cerca de 70% já estão em condições de prestar atendimento aos visitantes – e classificou como “muito importante” o início das aulas nos níveis primário e secundário em todo o país.

A Nicarágua foi palco de ações de terrorismo e de grande violência nas ruas durante mais de três meses, promovidos por grupos da oposição de direita, segundo denunciou o governo de Daniel Ortega.

Os protestos, que buscavam alegadamente a reforma da Segurança Social, prosseguiram e intensificaram-se mesmo depois da sua revogação, levando o governo sandinista a denunciar os propósitos políticos subjacentes ao “caos nas ruas”.

No entender dos sandinistas e de vários analistas internacionais, tratou-se apenas de um pretexto para pôr em marcha um plano orientado a partir dos EUA com o propósito de desestabilizar o país e provocar a queda do governo.

Fonte: Outro Lado da Notícia

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