Manuela: Viveremos a pacificação do Brasil após a eleição do Haddad


Manuela d’Ávila (PCdoB), vice na chapa de Fernando Haddadd (PT), concedeu entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, desta terça-feira (25), sendo sabatinada por Vera Magalhães e Marco Antonio Villa, entre outros jornalistas.

Por Dayane Santos

Reprodução

 

A candidata afirmou que o principal desejo da população brasileira é acabar com esse ambiente político de ódio e insanidade propagado desde o golpe de 2016, que não permite que o país retome a sua atividade econômica.

“Acho que nós viveremos a pacificação do Brasil após a eleições, sobretudo com a eleição do Haddad. Teremos um ambiente melhor e acho que é o que o povo brasileiro quer. A radicalização que foi construída a partir do impeachment está chegando ao seu fim. Eu torço e trabalho para que no dia 7 de outubro e depois no segundo turno, nós celebremos o seu fim para que o Brasil possa voltar a crescer”, afirmou Manuela.

Com Haddad crescendo nas pesquisas e o legado de Lula mostrando a sua força, a jornalista Vera Magalhães tentou inverter a realidade dizendo que o que o ‘lulismo’ tem maior rejeição. Ela ainda disse que a culpa do surgimento de Jair Bolsonaro é dos governos progressistas.

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“Acho que a grande força a fomentar o Bolsonarismo foram os irresponsáveis que motivaram o discurso de ódio na sociedade brasileira”, rebateu Manuela. “Acharam que no processo eleitoral conseguiriam simplesmente escantear e fazer surgir uma outra voz liberal, sem perceber como mexeram com as paixões da população, diante de uma crise econômica tão severa quanto essa”, acrescentou a candidata, calando novamente a bancada.

“Acho que a população vai olhar para o meu candidato, o Fernando Haddadd, e vai enxergar nele, além do programa, características imprescindíveis para tirar o Brasil dessa crise. Nós temos como agudizar conflitos diante de uma crise econômica tão grande. Temos como colocar diante do governo central alguém incapaz de ouvir uma opinião divergente? Temos como ter alguém no governo central que legitima a ideia de que nós mulheres criamos desajustados quando criamos sozinhas os nossos filhos? Eu não acredito nisso”, completou.

Papel de Lula

Como em todas as entrevistas com Fernando Haddad, a bancada da Jovem Pan seguiu o roteiro de perguntas em que coloca o ex-presidente Lula como se fosse uma assombração ao futuro governo. Manuela desmontou a tese ao questionar por que as referências dos adversários estão escondidas.

“Acho engraçado quando falam da sombra do presidente. Cada um tem a referência que tem, e temos grande referência no melhor presidente melhor avaliado do Brasil (…) Grande referência política nossa”, lembrou Manuela.

E segue: “E se Bolsonaro usasse Ustra na campanha? Alckmin poderia colocar o Fernando Henrique. Cada um tem a sua referência. Ustra é referência de Bolsonaro, assim como Fernando Henrique é referência dos tucanos. Mas escondem as referências de seus governos. Nós temos a nossa referência e não a escondemos”.

Manuela lembrou que o programa de governo da coligação foi feito a quatro mãos. “O Haddad coordenou esse programa para a candidatura do ex-presidente Lula. Quando nós nos somamos na chapa, nós fizemos ajustes porque tínhamos um programa e fizemos um encontro de programas. O papel [do Lula] será esse, de alguém que construiu esse programa junto com a gente e de quem é uma grande referência nossa”, destacou.

Questionada sobre como a coligação pretende articular as bases de aliança, já que reúne setores do chamado centrão que apoiou o golpe, Manuela também demonstrou maturidade política e disse que o consenso virá a partir do programa de governo.

“Temos um programa claro, registrado no TSE, no nosso site, e para levarmos esse programa à vida real, teremos que contar com a aprovação do Congresso. Fui deputada federal por oito anos, não acho o Congresso esse diabo que as pessoas falam. Vi esse Congresso aprovar medidas estruturantes que transformaram o Brasil… Eu acredito na capacidade de diálogo. A partir de um programa é possível pactuar com o Congresso”, defendeu.

Ela lembrou que mesmo com uma maioria de oposição, os governos Lula e Dilma aprovaram medidas importantes e de interesse nacional como o uso do fundo do pré-sal para a educação, o Minha Casa, Minha Vida e a política nacional de valorização do salário-mínimo.

Do Portal Vermelho

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