Elias Jabbour: Por um gesto de amor ao Brasil e nossa gente


O que ocorrerá amanhã, neste mesmo passar de horas não será uma simples eleição para quem vai decidir quem irá tocar um projeto nacional préviamente concebido e acordado há décadas, como nos casos de países como os EUA, França, Alemanha e até casos como o indiano e da República Islâmica do Irã.

O Brasil é diferente. Desde nossa Independência dois projetos se colidem de tempos em tempos. De ciclo em ciclo. Com idas e vindas. O que não impediu o Brasil ter sido o país capitalista mais dinâmico do século XX, ao lado do Japão. O “Grande Projeto” concebido pelo gênio de José Bonifácio – e tocado adiante à base da bala por patriotas da estirpe de Floriano Peixoto e reabilitado ao grau de unificação do território econômico nacional por Getúlio e JK – perdeu-se pelo caminho, quase destruído por uma violenta reação do imperialismo e seus aliados internos ao sinal de sua retomada pelo maior líder popular das Américas. Refiro-me a Luís Inácio Lula da Silva.

Desde 2016 voltou com força teses superadas pelo afã intelectual pós-Revolução de 1930. A teoria de um país sem passado, presente e futuro é ensinada todos os dias, transformando nosso povo em um ente perdido e sem esperança habitando um dos mais promissores e ricos territórios do mundo. O líder nas pesquisas presta continência à bandeira do inimigo principal (EUA). Seu filho, um delinquente de quinta categoria, segue os passos de um elemento que age por intermédio e ordem de uma potência estrangeira. Como Sérgio Moro, o filho deputado do presidenciável pró-imperialista divide-se entre a ponte aérea Cumbica-Miami-Washington a negociar a prestações o destinos do Brasil.

Um rio só tem duas margens. Amanhã ou se vota no partido de Tirandentes ou de Silvério dos Reais. É a Nação e a generosidade de um povo que acolheu não somente meu pai libanês, mas também milhares de estrangeiros, irmãos de toda humanidade. É a naçãocuja prática histórica coincide com aqueles que sonham com uma “comunidade mundial de destino comum”. Algo próximo da “Paz Perpétua” de Immanuel Kant, sonhado por Lula que fez-se lembrar em seu primeiro discurso à Assembleia Geral da ONU (2003) sobre sua guerra particular contra a fome em nossa Pátria.

A história demonstra: quem apostou contra o Brasil sempre perdeu. Inclusive os oportunistas de plantão que ao apostarem suas mesquinhas carreiras na “liderança da oposição” de um suposto governo fascista demonstram não terem aprendido nada com Carlos Lacerda e sua frustração pós-1964.

Amanhã teremos a chance de fazer nosso país vencer mais uma vez. Vencer a prostração colonial, vencer o ódio que nos divide e destrói. Vencer o destino proclamado por Oliveira Viana, grotescamente representada por anões da estatura dos Merval Pereira da vida.

Amanhã é votar num filho de imigrante das mesmas terras de meu pai. Ambos os pais ensinaram e passaram a seus filhos algo incondicional: um tremendo amor pela terra que os acolheu. De nome BRASIL.

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