Ruralista de direita e réu por improbidade assumirá o Meio Ambiente


O ruralista Ricardo Salles foi indicado, neste domingo, por Jair Bolsonaro para o Ministério do Meio Ambiente. Para Observatório do Clima, Salles “é o homem certo no lugar certo” já que o presidente eleito demonstrou que não valoriza as questões ambientais e seu indicado pensa e age do mesmo modo. Fundador do Endireita Brasil, o futuro ministro defendeu, em sua frustrada campanha para deputado federal, a eliminação esquerda.

Foto: Facebook

 O então secretário de Meio Ambiente de São Paulo é também presidente do movimento Endireita Brasil. O então secretário de Meio Ambiente de São Paulo é também presidente do movimento Endireita Brasil.

Último ministro indicado para a equipe de Bolsonaro, Ricado Salles foi Secretário Estadual de Meio Ambiente de São Paulo no governo de Geraldo Alckmin. Como secretário, alterou de maneira ilegal o plano de manejo na área de proteção ambiental Várzea do Tietê para beneficiar empresários – o que levou a Justiça paulista torná-lo réu em um processo por improbidade administrativa.

“É o homem certo no lugar certo. O presidente eleito, afinal, já deixou claro que enxerga a agenda ambiental como entrave e que pretende desmontar o Sistema Nacional de Meio Ambiente para, nas palavras dele, ‘tirar o Estado do cangote de quem produz’. Nada mais adequado do que confiar a tarefa a alguém que pensa e age da mesma forma”, lamentou em nota a coordenação do Observatório do Clima, uma rede brasileira de ONGs e movimentos sociais sobre mudanças climáticas.  Ainda segundo o Observatório do Clima, ao nomeá-lo Bolsonaro faz exatamente o que prometeu na campanha e o que planejou desde o início: subordinar o Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura.

“Se por um lado contorna o desgaste que poderia ter com a extinção formal da pasta, por outro garante que o MMA deixará de ser, pela primeira vez desde sua criação, em 1992, uma estrutura independente na Esplanada. Seu ministro será um ajudante de ordens da ministra da Agricultura”.
“O ruralismo ideológico, assim, compromete o agronegócio moderno – que vai pagar o preço quando mercados se fecharem para nossas commodities”, adverte a carta do Observatório.

Um nome da extrema-direita

Ricardo Salles é também mais um nome de profundas convicções direitistas. É um dos fundadores e presidente do Movimento Endireita Brasil, foi candidato a deputado federal pelo Novo. Segundo matéria do The Intercept Brasil, Salles postou nas redes sociais, antes do início da campanha deste ano, um vídeo em que falava sobre o movimento que preside e apresentava seu currículo. “Tratava-se claramente de uma peça de campanha eleitoral disfarçada, feita para driblar a legisl

ação eleitoral, que proíbe propaganda extemporânea”, afirmou João Filho, em The Intercept.

Numa peça de campanha (imagem ao lado), Salles, que usou o número 3006 – uma referência ao calibre de bala 36 – incitava o crime contra “a esquerda e o MST”. Pouco antes de ser exonerado da Secretaria de Meio Ambiete de São Paulo, o futuro ministro  mandou retirar um monumento em homenagem a Carlos Lamarca no Parque Estadual de Jacupiranga, na região do Vale do Ribeira. O ruralista, portanto, estará no “lugar certo, junto a outros personagens de extrema-direita que comporão o ministério de Jair Bolsonaro, que o indicou cumprindo o compromisso com os ruralistas de não lhes criar dificuldades por questões ambientais.

Do Portal Vermelho, com informações da RBA  e do Observatório do Clima

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