Fundações partidárias se reúnem para debater a resistência democrática


Nesta segunda-feira (10) estiveram reunidas na sede do PCdoB, em São Paulo, as fundações partidárias do PT, a Perseu Abramo, representada pelo seu presidente Marcio Pochmann, a Fundação Maurício Grabois, do PCdoB, liderada por seu presidente Renato Rabelo, por Adalberto Monteiro e Leocir Costa, a representante da Fundação Lauro Campos, Bernadete Menezes, do Psol, o representante da Fundação João Mangabeira, Alexandre Navarro e a Fundação da Ordem Social, do PROS, representada por Cacá Camargo.

 

 

Estas organizações partidárias se propuseram organizar suas agendas tendo em vista dar continuidade ao trabalho conjunto de convergências programáticas e de ação nesta nova fase da vida política brasileira, com a vitória pela primeira vez na história do Brasil de uma candidatura da extrema direita, como Jair Bolsonaro.

Marcio Pochmann apresentou uma proposta concreta aos seus colegas representantes das outras fundações  – denominada “Observatório da Democracia” – com o “objetivo de organizar e implementar um modelo estratégico de acompanhamento governamental e sobre mudanças na legislação, restrição a direitos e encerramento de políticas públicas em 2019”.

Segundo Pochmann, “as fundações dividiriam entre si o acompanhamento de setores temáticos, como a Soberania Nacional e a Inserção Externa; Infraestruturas Econômica e Social; Produção e Inovação; Dimensão social; e Dimensão Ambiental”. As prioridades de acompanhamento, disse Pochmann, seriam a gestão da política econômica; as relações exteriores; os ataques à Democracia; a Segurança Pública; Educação e Saúde; Meio Ambiente; Privatizações e Previdência.

Renato Rabelo, pela Fundação Maurício Grabois, lembrou que em reuniões anteriores as fundações partidárias haviam decidido realizar já em janeiro, na segunda quinzena do mês, um seminário em que se poderia debater as causas e os porquês de como chegamos a esta situação atual em nosso país. Deveríamos estudar, disse ele, qual o caráter do novo governo que tomará posse em primeiro de janeiro e como estruturar uma oposição firme a este novo governo.

Neste mesmo rumo, a Fundação Leonel Brizola/Alberto Pasqualini, do PDT, enviou como subsídio para o estudo das Fundações, um documento de análise de conjuntura sob o título “Análise da Conjuntura Política Nacional” assinado pelo presidente Manoel Dias.

A Fundação da Ordem Social, que nasceu em 2013 como organismo do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) – colocou-se à disposição para eventualmente contribuir para a melhoria da democracia brasileira e o desenvolvimento nacional neste Seminário proposto para janeiro.

Marcio Pochmann voltou a insistir que esta ideia do Observatório da Democracia não tem por meta construir uma espécie de governo paralelo, mas uma forma de sistematizar a resistência ao destino que o governo Bolsonaro vem anunciando aos quatro ventos em suas entrevistas à imprensa e em declarações oficiais.

Alexandre Navarro, representando a Fundação João Mangabeira do PSB, sugeriu mais dois temas que ele considera importantes no atual momento político por que passamos: tratar do Desenvolvimento Regional e a necessidade de um novo pacto federativo para a Nação.

Ao final dos debates ficou estabelecido que a próxima reunião das Fundações será realizada em 28 de janeiro, em São Paulo, para dar sequência às ações sugeridas neste encontro.

Por Pedro de Oliveira, de São Paulo, especial para o Portal Vermelho

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