PCdoB e partidos progressistas acompanham a posse de Nicolás Maduro


Integrantes de movimentos populares e venezuelanos que vivem no Brasil se reuniram para acompanhar a posse do segundo mandato do presidente da Venezuela Nicolás Maduro, e se solidarizar com o novo governo. Em Brasília, a dirigente do PCdoB, Ana Prestes participou do ato na embaixada e em Caracas o vice-presidente do Partido, Walter Sorrentino esteve representando o PCdoB na posse do presidente Maduro.

 

O vice-presidente nacional Walter Sorrentino e a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann

 

Na capital paulista, militantes acompanharam a juramentação de Maduro em um telão exibido no consulado da Venezuela. Robert Torrealba, cônsul-geral venezuelano em São Paulo, afirma que o apoio de militantes brasileiros reafirma a relação de proximidade entre os países, que já tem quase duas décadas.

“Assim como em São Paulo, em outras cidades do mundo, nas representações diplomáticas, estamos de portas abertas para receber a solidariedade de movimentos, partidos, intelectuais, artistas e pessoas em geral que reconhecem e respeitam o processo político da Venezuela”, disse.

Com uma forte oposição articulada por grupos conservadores, Maduro enfrenta também dificuldades no âmbito internacional, com problemas diplomáticos com países liderados por governos de direita, como é o caso dos Estados Unidos, comandados por Donald Trump, que tenta isolar política e economicamente o país caribenho. O líder venezuelano encampa um projeto político de caráter popular e de defesa do internacionalismo.

Doze governos de direita latino-americanos de países como Colômbia, Brasil e Peru, reunidos no Grupo de Lima, não reconheceram a legitimidade do governo de Maduro. As eleições foram validadas por mais de 200 observadores internacionais que participaram da jornada de votação.

Ato em Brasília

A atividade reuniu representantes de movimentos e partidos políticos, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Movimentos Populares (CMP), PT e PCdoB. Os organizadores destacaram que a manifestação é um símbolo da união dos povos latinos em defesa dos projetos populares.

Situados no campo progressista, tais grupos têm se movimentado em defesa da legitimidade do governo de Maduro, reeleito em maio do ano passado com 67,7% dos votos válidos.

Em nome do PCdoB, a cientista política Ana Prestes leu uma mensagem do vice-presidente nacional e secretário de Relações Internacionais do partido, Walter Sorrentino que está em Caracas para representar o partido na posse do presidente Nicolás Maduro.

“A posse de Nicolás Maduro, como presidente reeleito da Venezuela no próximo dia 10 de janeiro, tem grande significado para toda a América Latina. A vitória foi alcançada na eleição de 20 de maio de 2018, que contou com a participação de observadores externos provenientes de 30 países” destacou a mensagem de Sorrentino.

A carta dos comunistas também lembrou que “no momento em que a nação e a democracia brasileiras estão em risco sob o Governo Bolsonaro, de perfil autoritário e regressivo em temas centrais como a economia, o trabalho, o desenvolvimento social e a cultura, com uma política externa obscurantista e de alinhamento subserviente pró-EUA, o Partido Comunista do Brasil, reforça o apelo a toda a comunidade internacional para que se respeite a soberania venezuelana e o novo governo que está sendo empossado e constituído a partir da legitimação do voto popular”.

O representante do PT, Hamilton Pereira, afirmou que o ato demarca “o respeito à autodeterminação dos povos”.

Para o ministro conselheiro Freddy Meregote, responsável pelos negócios da Embaixada da Venezuela no Brasil, a solidariedade dos grupos que participaram da manifestação seria um sinalizador da soberania popular no país vizinho.

“Ninguém [é] mais adequado que o povo pra o reconhecimento das lideranças autênticas da região. A presença do povo brasileiro na Embaixada da Venezuela neste dia de hoje é uma pressão genuína do povo latino-americano”, disse.

Da redação em Brasília com informações do site Brasil de Fato

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1 comentário Adicione o seu

  1. Nathana disse:

    Como assim? Vocês não pensam no povo venezuelano? Podem me explicar tanto sofrimento com um governo nefasto de Maduro. Essa implicância com o imperialismo está matando o povo. Que democracia é essa??? Me respondam

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