Caso Marielle: Lideranças políticas cobram identificação dos mandantes


O líder do PCdoB na Câmara, deputado Orlando Silva (SP), comemorou o avanço das investigações que levaram às prisões nesta terça (12) do policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, 46 anos, ambos acusados da morte da vereadora Marielle e do motorista Aderson. Élcio Vieira foi preso num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, o mesmo onde mora o presidente Bolsonaro.

“Que seja feita justiça à Marielle, vítima do ódio que contamina a sociedade. Tão ou mais importante que prender os executores do assassinato de Marielle é descobrir quem está por trás do crime. Quem queria calar sua voz e por quais interesses? Que seja feita justiça para os milhares de jovens pobres e negros, assassinados pela violência comandada pelo crime ou por quem deveria defendê-los”, disse o líder.

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), pediu uma investigação mais “criteriosa” sobre a relação dos autores dos crimes com a o clã Bolsonaro. “Um mora no condomínio de Bolsonaro, outro tem sobrenome Queiroz. A princípio não quer dizer nada. Mas os antecedentes da família Bolsonaro, que abrigou um Queiroz e homenageou milicianos, requer investigação criteriosa de possíveis relações”, disse.

“Dois policiais são presos na Barra da Tijuca, suspeitos de executarem Marielle Franco. Um deles mora no mesmo condomínio que Jair Bolsonaro”, questiona Manuela d´ávila (PCdoB), candidata a vice na chapa liderada por Fernando Haddad (PT).

A líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Fegalhi (PCdoB-RJ), diz que o PM Ronnie Lessa, preso acusado de matar Marielle, é conhecido por ser exímio atirador e por sua frieza. “Policial chegou a ser homem de confiança do contraventor Rogério Andrade, mas perdeu posto após atentado que matou filho do bicheiro”, revelou a deputada no Twitter.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) também suspeita da relação dos acusados com o clã Bolsonaro. “O PM Lessa e o ex-PM Queiroz presos pela execução de Marielle e Anderson. O sargento Lessa pego em casa, no condomínio de luxo onde mora Bolsonaro. Bolsonaro, que atacou uma repórter cujo pai, jornalista, investigava o assassinato. Quanta coincidência!”, diz ele.

A viúva de Marielle, Monica Benicio, parabenizou às promotoras e todos os envolvidos nas investigações. Ela aguarda acesso aos detalhes das investigações. “Mas ainda falta a resposta mais urgente e necessária de todas: Quem mandou matar marielle? Espero não ter que aguardar mais um ano para saber”, afirmou.

Da redação

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