Cuba e China destacam amizade socialista


A defesa do multilateralismo e da rejeição de medidas coercitivas unilaterais contra Cuba focaram a atenção das conversações realizadas pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, e o membro do Politburo e diretor do secretariado da Comissão Central de Relações Exteriores do Partido Comunista da China, Yang Jiechi, na visita oficial feita pelo chefe da diplomacia cubana à nação asiática.

Rodriguez Parrilla também se reuniu com seu homólogo chinês, Wang Yi, reunião que destacou a troca constante de visitas de alto nível em sintonia com o excelente estado das relações, especialmente a visita de Estado do presidente cubano Miguel Diaz-Canel Bermúdez, em novembro passado, que refletiu a continuidade dos laços bilaterais e permitiu projetá-los a médio e longo prazo.

O chanceler cubano atualizou seu homólogo chinês sobre os principais processos em que a Ilha está imersa e saudaram a posição invariável do governo asiático contra o bloqueio dos Estados Unidos. Também ressaltou que Cuba acolhe com simpatia a iniciativa da Faixa e da Rota da Seda e sua extensão para a América Latina e o Caribe.

Por sua parte, também o conselheiro de Estado, Wang Yi reiterou o apoio do seu país à justa luta pela defesa da soberania nacional e descreveu como indestrutível a estreita amizade entre os dois países. No final da reunião, ambos os chanceleres assinaram o Plano de Consulta Política entre os respectivos ministérios das Relações Exteriores para o período 2020-2022.

Intercâmbios

Wang Yi ratificou que o país sempre manterá invariável o respaldo à justa luta de Cuba contra a interferência estrangeira e o bloqueio econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos. O chanceler destacou que seus países são socialistas, têm uma amizade cimentada na base política e os vínculos superaram as vicissitudes globais.

A China, enfatizou, continuará com determinação seu apoio à causa socialista de Cuba e a cooperação em diferentes terrenos. E defendeu estreitar a comunicação, colaboração estratégica e coordenação na arena internacional, salvaguardar os interesses legítimos e contribuir à promoção da paz e o progresso ante os desafios complexos do mundo atual.

Wang também se referiu a que os diálogos do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, com o presidente chinês, Xi Jinping, em novembro passado na China foram frutíferos e fomentaram mais o desenvolvimento das relações.

Segundo assegurou, a nação asiática está pronta para implementar o consenso atingido pelos dois líderes, estreitar os intercâmbios a todos os níveis e aproveitar as oportunidades que brinda a iniciativa da Faixa e a Rota com o fim de aprofundar a cooperação em setores como o comércio, energia limpas, agricultura, turismo, biofarmácia e telecomunicações.

Em outro momento, denunciou o unilateralismo, protecionismo e assédio como práticas violatórias das normas básicas das relações internacionais, ao chamar ao trabalho conjunto em prol de enfrentar essas políticas e manter a vigência dos princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas.

Venezuela

Rodríguez mostrou-se convencido de que o encontro aqui servirá para continuar impulsionando os tradicionais e históricos vínculos bilaterais e trabalhar na implementação dos consensos atingidos durante a visita a China do presidente Díaz-Canel.

Assegurou que é prioridade a relação com China, depois de apreciar o papel deste estado no equilíbrio mundial, defesa da paz e a segurança internacionais, bem como o direito ao desenvolvimento das nações do sul.

“As relações bilaterais vivem um excelente momento, mostram um grande progresso e têm um grande potencial. Sento-me otimista e confiado de que os esforços conjuntos de China e Cuba em prol de um sistema internacional mais democrático, justo e progressista, darão resultado”, dimensionou.

Durante a conversa, as partes trocaram pontos de vista sobre a cooperação entre China, América Latina e Caribe, bem como a situação na Venezuela. Sobre o tema da nação sul-americana, ratificaram que só se resolverá pela via pacífica e as consultas sem intromissão externa.

As informações são do jornal Granma e da agência Prensa Latina

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