Fábio Palácio: Democracia em transe


Democracia em Vertigem defronta-nos com fatos que sempre estiveram ali, diante de nós, sem que os tenhamos tomado em questão com suficiente descortino. Essa indiferença foi, aliás, um dos fatores a sancionar o irracionalismo que tomou conta da política brasileira, conduzindo a um momento de radicalismo e polarização.

Cartaz do documentário Democracia em Vertigem (Crédito: Divulgação)

 

“Escute: a luta de classes existe! Qual é sua classe?” As palavras são do líder ultraconservador Porfírio Diaz, personagem do filme Terra em Transe, de Glauber Rocha – premiado no Festival de Cannes em 1967. A advertência de Diaz ressurge na boca da jovem cineasta Petra Costa, diretora de Democracia em Vertigem. Sucesso de público e crítica, o documentário foi incluído em lista de melhores filmes de 2019 divulgada pelo jornal The New York Times.

Já no pôster do filme vemos a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, dividida entre multidões opostas: vermelhos à esquerda, amarelos à direita, como que entrincheirados. A cena é um dos pontos altos da obra, que retrata nosso conflituoso processo político recente. Em meio a flashbacks de momentos históricos da política brasileira – como a construção de Brasília por JK, as manifestações contra a ditadura de 1964 e as greves operárias do ABC –, a diretora narra os principais episódios da crise política intermitente que tomou conta do país a partir de 2013. Está tudo ali: as mobilizações de junho daquele ano, o insólito processo de impeachment de Dilma Rousseff, a prisão de Lula e a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

Democracia em Vertigem combina, de forma criativa, elementos próprios de tendências contemporâneas do documentário: a intensa exploração das possibilidades da montagem, bem como dos recursos sonoros; a variedade das tomadas, que são tanto observativas quanto participativas; a expressividade do discurso poético; a promoção do sujeito da experiência em sujeito do discurso, ativo sobre a produção de sentidos. O roteiro não linear sustenta o ritmo da exposição, tornando-a leve e dinâmica. O resultado é uma peça de grande poder comunicacional, com caráter ao mesmo tempo expositivo, reflexivo e expressivo.

É possível entrever algo do cinema verdade (cinéma verité), vertente que aboliu a narração over onisciente em favor de vozes variadas. A onipotência intelectual do cineasta dá lugar, assim, a certo falibilismo. A narração em primeira pessoa – conduzida pela própria cineasta, sua voz impregnada de melancolia e perplexidade – confere tom intimista sem que a obra sucumba às armadilhas da subjetivação. Problematizando as pretensões de “verdade” do documentário, Petra Costa afirma, em entrevista recente: “Acho que o mais honesto que a gente pode fazer é deixar claro que estamos expondo o nosso ponto de vista.”

Esse entendimento norteador – que reconhece a presença da subjetividade em qualquer ato de enunciação –, em lugar de comprometer a objetividade do documentário parece torná-lo ainda mais plausível. O efeito terá sido, talvez, reforçado pelas recentes revelações do site The Intercept Brasil sobre a operação lava-jato, que agregaram à obra novas e imprevistas conotações.

Ao nos colocar diante dos descaminhos que trouxeram o país até o momento presente, o filme cumpre com maestria os propósitos mais nobres de toda obra criativa. Sabemos, desde os gregos, que a essência da arte é a mimésis (imitação). Nessa perspectiva, o homem é o único ser que representa a si próprio e ao mundo em que vive. Por que o fazemos? De onde vem a necessidade que temos de duplicar o mundo em nossa mente? Para Aristóteles , a mimésis seria uma elevada forma de aprendizado. A arte, diferentemente da história, não se limita a reproduzir as coisas como aconteceram. Concentra-se, antes, nos modos como poderiam acontecer.

Ao mimetizar a realidade, a arte projeta mundos alternativos, sejam eles prováveis, necessários ou desejados. Olhar para a nossa própria experiência, reproduzi-la diante de nossos sentidos é algo que agrega significado à existência. Por meio da representação criadora, desvencilhamo-nos do narcotizante véu de cotidianidade que naturaliza os acontecimentos, fazendo com que pareçam inexoráveis, independentemente de nossas escolhas.

Democracia em Vertigem defronta-nos com fatos que sempre estiveram ali, diante de nós, sem que os tenhamos tomado em questão com suficiente descortino. Essa indiferença foi, aliás, um dos fatores a sancionar o irracionalismo que tomou conta da política brasileira, conduzindo a um momento de radicalismo e polarização.

O pano de fundo das situações narradas na obra são as ameaças ao Estado democrático de direito, em contexto de desenganos e frustração com a democracia. Petra Costa usa a metáfora da vertigem para descrever este momento de desorientação, da mesma forma que – como observa o crítico Ismail Xavier – Glauber Rocha já havia evocado o transe para simbolizar a persistente crise brasileira.

Há, de fato, profundas linhas de continuidade entre Democracia em Vertigem e Terra e Transe. Embora componham distintos gêneros de cinema, ambas as obras espelham os soluços de nossa jovem democracia, refletindo derrotas e desenganos. Qualquer paralelo entre os dois filmes logo deixará claro que, em nosso país, certas coisas vêm e vão. No final das contas, o que tanto Petra quanto Glauber retratam é a conciliação entre o moderno e o arcaico, nos marcos de nossa modernização conservadora.

Terra em transe

Terra em Transe é uma alegoria poderosa sobre os sentidos que se ocultam sob o mantra do “funcionamento normal das instituições”. A obra desvela expedientes típicos da política brasileira: a cooptação e a traição; as práticas de exceção; o apelo aos valores tradicionais, associados à Deus e à família; a volubilidade de nossas aspirações à igualdade social; o caráter sempre truncado de nossas rupturas com o passado. Ora, não é tudo isso o que vemos, embora em chave diversa, no cardápio de Petra Costa?

Ao compor o universo dramático de Terra em Transe, Glauber tomou de empréstimo a estratégia brechtiana de plasmar, em seus personagens, o comportamento de classes e segmentos sociais. Na visão de Brecht, o sujeito da modernidade é coletivo; seu protagonista, a classe trabalhadora. Fiel a esses pressupostos, o grande dramaturgo alemão promoveu o resgate do teatro épico, no qual cada personagem é mais do que uma constante individual – é um arquétipo, uma constelação.

É assim que o protagonista de Terra em Transe, o jornalista e poeta Paulo Martins (Jardel Filho), representa os setores progressistas em luta pela transformação social. O poeta vive atormentado pelos dilemas políticos de Eldorado, país “interior, Atlântico” – uma alegoria não só do Brasil, mas de toda a América Latina. A opção por “Eldorado”, diga-se, não poderia ter sido mais feliz. O nome traz consigo uma conveniente ambiguidade: remete à promessa de felicidade, à ideia de “paraíso na Terra” própria do milênio Joaquinista (4); ao mesmo tempo recorda-nos de nossa condição colonial, de país feito, como dizia Darcy Ribeiro, não para “realizar suas potencialidades”, mas para o que querem que sejamos: fornecedores de matérias-primas e insumos de baixo teor tecnológico. Esse conflito de civilização, por nós jamais resolvido, é o grande impasse da nacionalidade.

O dilema se apresenta de muitas formas, consoante as classes e segmentos que com ele se deparam. As hesitações da classe média brasileira comparecem, em Terra em Transe, no dilema de Paulo Martins sobre a que mulher se entregar: a musa do ditador Porfírio Diaz, Silvia (Danuza Leão), mulher sofisticada, porém alienada, que já fora sua amante, ou a sonhadora e politizada Sara (Glauce Rocha). Seja como for, a verdade é que as confusões de Paulo vão muito além do amor. É possível entreouvir, nas dúvidas que o atormentam, a encruzilhada de nossa frágil democracia: ampliá-la ou restringi-la? Não à toa, a imagem de uma encruzilhada em plena Esplanada dos Ministérios encerra a última tomada de Democracia em Vertigem.

Incansável em sua luta pelo avanço social, Paulo Martins apoia a eleição de Felipe Vieira (José Lewgoy) ao governo regional de Alecrim, pois vê nele uma liderança renovadora, capaz de enfrentar a miséria e as injustiças. Mistura de coronel e líder de massas, o caudilho Vieira representaria, para muitos, a figura de João Goulart. A caracterização do personagem não dispensa os traços de uma mentalidade desenvolvimentista.

Cena do filme Terra em Transe

Em sequência denominada por Glauber “Encontro de um líder com o povo”, um dos assessores de Vieira lê parte de seu programa político: “Senhores, abramos trilhas nas florestas. Fundemos mil cidades onde antes eram países selvagens. E pontes sobre os rios. Estradas por todo o deserto. Máquinas arrancando minérios da terra”.

Após vencer as eleições, Vieira revela-se pusilânime, negligencia suas promessas de campanha e vira um fantoche nas mãos das elites econômicas que financiaram sua eleição. Desiludido, Paulo se aproxima de Júlio Fuentes (Paulo Gracindo), um dono de empresa de comunicação que representa o empresariado nacional. Quando vem a campanha à Presidência de Eldorado, Martins e Vieira voltam a se aliar. Fuentes, por sua vez, trai a ambos e se alia a Porfírio Diaz (Paulo Autran), que personifica os setores consorciados às corporações internacionais.

Diaz é um desses personagens que parece saltar das telas para a vida real. Moralista, dotado de um autoritarismo doentio, ele anda pelas ruas exibindo um enorme crucifixo. Vê na religião a cura para os problemas sociais, concebidos como nada além de desajustes morais. Em cena antológica, Diaz adverte Fuentes sobre o perigo da revolução: “Como feras famintas, eles desejarão sempre mais e mais, até o seu próprio sangue. Eles querem poder. E povo no poder, isso nunca, entende? Nunca. Pela liberdade morreremos, por Deus, pelo poder!”.

“Por Deus, pelo poder!”: nunca o cinema expressou tão bem os nexos religiosos que acompanham nosso processo político. A laicidade, decididamente, nunca foi o traço definidor de nossas instituições. “Se não fossem os padres, o que seria das Américas? O que seria dos astecas, dos incas e dos maias? O que seria dos tupis, dos tamoios, dos aimorés e dos xavantes? O que seria da fé?”, pergunta retoricamente, em Terra e Transe, o padre Gil (Jofre Soares). Suas palavras ecoam na célebre declaração de Eduardo Cunha que enfeixa a sessão de abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff: “Que Deus tenha misericórdia desta nação: voto sim!”, declarou o então presidente da Câmara.

“Temos que dar um golpe, virar a mesa, fazer história.” São estas as palavras de Diaz a Fuentes, diante da possibilidade de Vieira, apoiado por Martins e pelo povo, ser eleito presidente. “Se houver eleições, Vieira ganha. Se não houver, ganho eu”, calcula Diaz. Glauber nos oferece, aqui, uma alegoria de tantos fatos da vida nacional, do suicídio de Getúlio à prisão de Lula, do golpe de 1964 ao impeachment fraudulento de Dilma Rousseff, sem esquecer o “grande acordo nacional, com Supremo, com tudo” vocalizado pelo senador Romero Jucá. A vida imita a arte?

O fato é que, diante dos apelos de Porfírio Diaz, sem vacilar Júlio Fuentes rompe com Paulo Martins, que fracassa em sua política de alianças e em sua tentativa de mudar o país. Todo o amargor do filme traduz-se então na frase niilista de Sara, a namorada ativista de Paulo: “A política e a poesia são demais para um só homem”.

Concluído em 1967, Terra em Transe retrata um momento de desilusão. Pouco antes, boa parte da esquerda chegara a acreditar que, com Jango, o Brasil seguiria em linha reta, sem maiores obstáculos, uma trajetória virtuosa rumo à democracia plena. O golpe de 1964, aprofundado pelo AI-5, liquidaria tais ilusões, mostrando, para retornar às palavras de Porfírio Diaz, que “a luta de classes existe”.

No Brasil do século 21, novas ilusões acumularam-se em torno aos governos Lula e Dilma. Petra Costa capta bem esse estado de espírito: “Parecia que o Brasil tinha finalmente quebrado sua maldição”. Após muitas intempéries, o país teria enfim encontrado a estrada larga do desenvolvimento democrático e inclusivo.

Até que um belo dia, de maneira súbita, nuvens escuras turvaram o céu. Elas vieram na forma das confusas manifestações de junho de 2013. Petra usa a expressão “abalo sísmico” para referir-se a essa esfinge da política brasileira, ainda hoje não suficientemente decifrada. “Alguma coisa no nosso tecido social começa a mudar, dando lugar a uma fissura profunda”, relata a diretora.

O processo que se desenrolou desde então foi lento e prolongado, porém efetivo. A cada vitória do campo conservador, novas possibilidades se abriam. A diretora é engenhosa ao inserir, estrategicamente, imagens de Jair Bolsonaro ao longo de todo o percurso. Mesmo no período 2013-16, em que o atual presidente ainda não era o antagonista principal na ampla frente anti-PT que se formava, Petra mostra que ele já estava lá, como que à espreita – ora declarando seu voto no processo de impeachment de Dilma, com a famigerada menção ao coronel Ustra, ora brincando de “assassinar” a esquerda em sessões do Congresso, fazendo “arminha” com as mãos. A hábil montagem das cenas revela como um agente político secundário vai ganhando força, até assumir franco protagonismo.

Por que tudo se deu como hoje o sabemos? Quais os fatores determinantes? Uma larga fatia de responsabilidade é debitada na conta do passado, que nos deixou como herança “um país moldado pela escravidão, por privilégios e por golpes”. Mas a culpa também é atribuída à forma como administramos o presente, sem suficiente coragem para liquidar com as estruturas anacrônicas que insistem em sobreviver.

Ao adentrar esse terreno escorregadio, Petra Costa pauta a temática das alianças políticas. Uma velha questão é então colocada: seriam essas alianças necessárias ou espúrias? O mesmo tema já era presente – com centralidade – em Terra em Transe. Naquela ocasião, Glauber Rocha construiria um retrato pessimista sobre este traço típico da vida política nacional: a realização de transformações por meio da reunião frentista de amplas e heterogêneas forças políticas.

Quando sugere – em meio aos frames de Terra em Transe – que, nas atuais circunstâncias históricas, a esquerda sozinha não governa, Glauber parece sustentar essa ideia não de forma realista, mas com reserva e lamentação. No entanto, uma força política mudancista, desde que realmente consequente, não pode prescindir da construção de sólidas maiorias – elas são uma necessidade da vida política. A questão é outra: o que se pretende fazer com essas maiorias? Mudar de fato o país ou praticar diversionismo? O poeta Paulo não fracassou por ter buscado alianças com outros setores políticos e sociais. Fracassou, sim, pelo caráter ora vago, ora inalcançável de seus próprios objetivos. É possível afirmar, nesse sentido, que Glauber construiu um personagem a tal ponto complexo que se tornou fugidio a ele próprio. O criador não entendeu as razões de sua criatura, é dizer, não compreendeu bem os motivos do fracasso de seu personagem.

Glauber parece confundir as ilusões de classe de parcelas reformistas da esquerda com o esforço por reunir amplas forças políticas e sociais. Misturam-se, dessa forma, a tática e a estratégia, como se determinada atitude tática correspondesse necessariamente a um único alinhamento estratégico possível – ou, em outras palavras, como se se pudesse traçar um sinal de igualdade entre peleguismo e frentes amplas. O que Glauber, do alto de seus dissabores, não parece compreender é que a amplitude das frentes políticas, em um país com as dimensões e a complexidade do Brasil, não é uma questão de escolha. Trata-se, ao contrário, de elemento incontornável quando se trata de mudar em profundidade o panorama brasileiro.

Cartaz do filme Terra em Transe (Foto: Divulgação)

A visão sobre alianças expressa em Terra em Transe é assaz comum na cultura política dos setores progressistas. Ela volta à baila com Democracia em Vertigem. Os momentos obscuros em que mergulha o país tanto em 1967 quanto em 2019 talvez tenham contribuído para a leitura amarga subjacente aos dois filmes.

A narrativa de Petra Costa parece desconfiar, em vários momentos, da união de forças em amplas concertações políticas. “Eu votei no Lula com a esperança de que ele reformasse eticamente o sistema político. Mas lá estava ele, repetindo práticas que ele sempre criticou, e formando alianças com a velha oligarquia brasileira”, lamenta a diretora.

Como que a corroborar as palavras de Petra, uma das cenas chave do filme exibe Lula descendo a rampa do Planalto de mãos dadas com Dilma e Marisa. Temer caminha ao lado, um tanto isolado, postura crispada. Sua presença parece protocolar. A diretora sugere que a chapa presidencial Dilma-Temer não passou de um “casamento de conveniência”. Mas o que a cena revela não é o caráter pernicioso das alianças, senão precisamente o contrário: a perda da capacidade de sustentá-las, com o visível descolamento do governo de esquerda em relação às forças de centro – fator que, aliás, viabilizaria o impeachment. Dilma não caiu pelo excesso de alianças, mas pela falta delas.

O fato é que – a história o demonstra – nenhuma força política pode governar um país com as dimensões e a complexidade do Brasil sem a construção de dispositivos frentistas capazes de expressar a diversidade da nação. O filme de Petra Costa acaba, dessa forma, por nos falar não apenas sobre as insuficiências dos governos Lula e Dilma, mas também – ainda que de forma oblíqua – sobre as perspectivas do governo ultraconservador que se inicia, também ele marcado pela incapacidade de aglutinar forças sob sua liderança.

Democracia em Vertigem encerra-se com a posse de Jair Bolsonaro. Já Terra em Transe chega ao fim com o coroamento de Dom Porfírio Diaz, novo imperador de Eldorado. Em seu discurso de assunção ao trono, ele afirma: “Aprenderão! Dominarei esta terra! Botarei estas histéricas tradições em ordem! Pela força! Pelo amor à força! Pela harmonia universal dos infernos, chegaremos a uma civilização!” Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou situações da vida real não terá sido mera coincidência. Afinal, como bem o sabem Glauber e Petra, a luta de classes não existe apenas nas telas de cinema.

ARISTÓTELES. Arte poética. Lisboa, Portugal: Presença, 2000.

XAVIER, Ismail. Alegorias do subdesenvolvimento: cinema novo, tropicalismo, cinema marginal. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 442.

Fábio Palácio é Jornalista. Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Doutor em Ciências da Comunicação (ECA/USP). Professor adjunto do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão. Membro da Fundação Maurício Grabois

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