Bolsonaro expõe o Brasil a vexame diplomático mundial


Em sua fala na ONU nesta terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro fez um discurso com viés ideológico e repleto de mentiras. Atacou países, imprensa, exaltou a ditadura militar e criticou o líder indígena Raoni Metuktire, que estaria sendo manipulado por nações que teriam interesses na Amazônia. Em nenhum momento falou de união ou conciliação. Para líderes da oposição, foi um vexame ao país nas suas relações internacionais.

Por Iram Alfaia

Agência Brasil

  

Para a líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), ele apequenou o Brasil. “Os líderes mundiais o olham com estranheza. Sabem no fundo o quanto extremista e sem credibilidade ele é. Nosso país não merece esse vexame”, diz.

“Bolsonaro repudia tanto a questão ideológica que se limitou a fazer um discurso puramente ideológico, raso, repleto de mentiras e fake news em plena ONU. Levou sua ignorância para o palco do mundo. Que vergonha! Uma vergonha histórica”, completou.

O líder do PCdoB na Câmara, Daniel Almeida (BA), diz que Bolsonaro não tinha nada a apresentar na ONU. “No Brasil a crise só piora, o desemprego só cresce, a Amazônia só sofre e a vida está cada vez mais amarga”, avaliou.

A vice-líder da Minoria, Alice Portugal (BA), diz que o Brasil viveu nesta terça-feira o maior vexame diplomático de sua história. “No discurso, Bolsonaro tem a coragem de dizer que o Brasil hoje é o país que mais protege o meio ambiente e que o clima seco foi o que favoreceu as queimadas. Ainda diz: existem queimadas praticadas por índios”, protestou.

“Alguém contou quantas vezes o presidente Bolsonaro pronunciou a palavra “ideologia” no discurso terrivelmente ideológico dele?”, ironizou Perpétua Almeida (PCdoB-AC).

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) diz que Bolsonaro está destruindo a história bicentenária das relações internacionais brasileiras. “Bolsonaro está enxovalhando a imagem do Brasil diante do mundo. As queimadas que todos viram ao vivo e em cores não são mentiras. São fatos da destruição ambiental do país”, afirmou.

Para o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), Bolsonaro desperdiçou excelente oportunidade de falar sobre o Brasil para o mundo. “Se ateve, ao contrário, a seus recalques ideológicos, preconceitos e boçalidades políticas. Também aproveitou para mentir. Vergonha absoluta! Um presidente estúpido é o que temos. Que coisa!”, reagiu.

O líder da Oposição na Casa, Alessandro Molon (PSB-RJ), diz que o discurso expõe o Brasil ao mundo como um país refém de um presidente que sofre de cegueira ideológica, mente, insulta países parceiros e ataca um dos maiores líderes indígenas brasileiros, o cacique Raoni.

Para o coordenador da Frente Ambientalista da Câmara, Nilto Tatto (PT-SP), ao falar sobre suposto comprometimento com os direitos humanos, com a democracia, a justiça e no combate à corrupção, mente e ignora que líderes mundiais que acompanharam as últimas notícias e denúncias de violações durante seus nove meses de governo no Brasil.

O líder do PT na Casa, Paulo Pimenta (RS), afirmou que Bolsonaro levou todo o esgoto de fake news e teorias da conspiração da extrema-direita para a Assembleia Geral da ONU. “Definitivamente, ele não tem vergonha de fazer o Brasil passar vergonha!”, disse.

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